<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554</id><updated>2011-11-10T02:48:34.716-02:00</updated><title type='text'>Vale do Paraíba - Documentos e Pesquisas</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>67</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-6230815991415805165</id><published>2011-05-16T16:20:00.012-03:00</published><updated>2011-05-16T16:36:58.806-03:00</updated><title type='text'>Legislação Portuguesa Online</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-jfM7sR99jc4/TdF5oVD5UYI/AAAAAAAAB2E/q2CeNPGuMXw/s1600/Alvar%25C3%25A1%2BProibindo%2BF%25C3%25A1bricas.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 250px; FLOAT: left; HEIGHT: 351px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5607396744808190338" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-jfM7sR99jc4/TdF5oVD5UYI/AAAAAAAAB2E/q2CeNPGuMXw/s400/Alvar%25C3%25A1%2BProibindo%2BF%25C3%25A1bricas.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O ambiente virtual para as fontes documentais está cada vez melhor. E Portugal, em termos relacionais com o Brasil, está disponibilizando para pesquisadores e historiadores repertórios da legislação portuguesa a partir do século XVI de interesse geral e para o Brasil&lt;br /&gt;É uma importante contribuição para que estuda com profundidade a História do Brasil, principalmente do período colonial.&lt;br /&gt;O site disponibiliza sistema de buscas simples e avançadas, por entidade, data e palavra chave. Entre os documentos, também disponibilizados em PDF, encontra-se o Alvará de Maria I proibindo as fábricas e manufaturas no Brasil, em 1785.&lt;br /&gt;Acesse o endereço e confira.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://legislacaoregia.parlamento.pt/Pesquisa/Default.aspx?ts=1" target="_blank"&gt;http://legislacaoregia.parlamento.pt/Pesquisa/Default.aspx?ts=1&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-6230815991415805165?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/6230815991415805165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/05/legislacao-portuguesa-online.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/6230815991415805165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/6230815991415805165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/05/legislacao-portuguesa-online.html' title='Legislação Portuguesa Online'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-jfM7sR99jc4/TdF5oVD5UYI/AAAAAAAAB2E/q2CeNPGuMXw/s72-c/Alvar%25C3%25A1%2BProibindo%2BF%25C3%25A1bricas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-3548235415555981907</id><published>2011-05-03T17:58:00.001-03:00</published><updated>2011-05-05T11:27:44.217-03:00</updated><title type='text'>Nova NBR sobre elaboração de Trabalhos Acadêmicos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Instrumento essencial para alunos dos cursos universitários, as Normas da ABNT para trabalhos acadêmicos são continuamente atualizadas e, portanto, é sempre necessário acompanhar suas mudanças ao longo do tempo. Não esquecendo que é necessário ter as mais antigas, publicadas em anos anteriores, onde constam itens que não foram modificados.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sendo, assim comunicamos que entrou em vigor a partir de 17.04.2011 a terceira edição da NBR14724 que disciplina a elaboração de Trabalhos Acadêmicos. Publicada pela ABNT em 17.03.2011, esta norma foi elaborada pelo Comitê Brasileiro de Documentação e Informação e pela Comissão de Estudos deDocumentação. O projeto foi submetido à Consulta Pública Nacional noperíodo de 08.10.010 a 06.12.2010.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-3548235415555981907?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/3548235415555981907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/05/nova-nbr-sobre-elaboracao-de-trabalhos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/3548235415555981907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/3548235415555981907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/05/nova-nbr-sobre-elaboracao-de-trabalhos.html' title='Nova NBR sobre elaboração de Trabalhos Acadêmicos'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-5741752056547892670</id><published>2011-05-03T11:14:00.000-03:00</published><updated>2011-05-03T11:15:15.597-03:00</updated><title type='text'>Perspectivas Atuais do Trabalho com Fontes Documentais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uma nova leitura das fontes primárias proporcionou ao historiador nos últimos trinta anos uma nova interpretação do passado pelo escopo dos novos métodos.&lt;br /&gt;O despertar ocorreu principalmente pelo olhar atento do pesquisador sobre uma massa documental dispensável até a década de 1970, constituída principalmente pelos fundos cartoriais guardados precariamente nos fóruns de centenas de cidades de origem colonial, como os inventários e testamentos.&lt;br /&gt;Especificamente para o Vale do Paraíba tais fundos representam fontes inesgotáveis de matéria-prima para o conhecimento histórico da região, pois sua origem liga-se a formação do Estado de São Paulo enquanto espaço privilegiado na gênese da sociedade brasileira estabelecida a partir de brancos, negros e índios no centro sul do país.&lt;br /&gt;Os fundos documentais existentes nas inúmeras cidades do Vale do Paraíba acompanham a cronologia existencial destas a partir do final do século XVII, quando as primeiras vilas estavam estruturadas administrativa e judicialmente a pouco mais de cinquenta anos e, portanto, em funcionamento alguns serviços essenciais do período registrados em portfólios, relativo ao cotidiano da vida em colônia, ou pelo menos, em parte de seus aspectos.&lt;br /&gt;Portanto, acompanhar a modernidade no entorno da conservação, estudo e divulgação desse imenso conjunto documental esparso é um conceito que deve materializar-se em conformidade com o avanço da historiografia, da arquivologia, da museologia, da ideia de patrimônio educacional e da economia criativa.&lt;br /&gt;Na arquivologia e na museologia é imprescindível o trabalho de restauro e conservação das fontes em locais adequados e técnicas sofisticadas de guarda, criando, ao mesmo tempo, instrumentos de pesquisa eficazes para a divulgação e réplica do material existente, tendo por foco, atender as crescentes demandas do momento atual onde o perfil do público é substancial e eclético, o que proporciona um ideal necessário de responsabilidade e contrapartida sociais de aprendizado.&lt;br /&gt;Para a historiografia a valorização e disseminação das fontes, pela via interdisciplinar de conservação patrimonial dos acervos, correspondem aos múltiplos horizontes para a produção de novos conhecimentos sobre a história, tendo em vista, principalmente, a antiguidade da região e sua integração com contextos de outros centros do país e de Portugal.&lt;br /&gt;Premissa pela qual desponta a profissionalização científica e teórica dos historiadores e dos pesquisadores, com maior bagagem cultural, interdisciplinar e multidisciplinar, proporcionando ao território acadêmico instrumentais para melhor preparo e formação adequada aos bacharéis e para a própria estrutura do curso de história, incursos numa linha vertiginosa de queda por não oferecer perspectivas econômicas favoráveis dentro de um mercado de trabalho fortemente tecnológico e desatrelado do senso humanístico. Ações que deverão ter como escopo o aprendizado de pesquisa continuada com fontes primárias a partir do conhecimento e do manuseio científico amparado pelo saber dos inúmeros métodos e teorias da história. Além do que, ser decisivo não ignorar nos dias atuais que a popularização da leitura histórica pela proliferação de obras de linguagem mais acessível para o grande público é uma variável fundamental para que novos conhecimentos históricos sejam produzidos e disponibilizados, a partir das fontes, em formatos explicativos e formativos, imprescindíveis, sobretudo, para a educação brasileira. O que acabaria com a dormência da dissertação e da tese em bibliotecas universitárias.&lt;br /&gt;E, é sobre a educação, aliás, que repousa o sentido da produção de novos conhecimentos, por não bastar mais os livros didáticos reiterados a partir de uma historiografia baseada em regimes políticos extintos e em teorias ultrapassadas de enaltecimento sem correspondência com a realidade. Daí, ser urgente uma história proporcionando formação e consciência ao individuo em sociedade, onde o olhar crítico possa mudar e transformar a realidade. E mais, derrubar definitivamente a compartimentalização, no jargão acadêmico, dos conceitos licenciatura e bacharelado, que dissociam a unicidade entre professor e pesquisador (historiador) na prática do ensino. O que se constitui numa ampla atuação, sobretudo na pesquisa de fontes históricas na escola como instrumento privilegiado de ensino da história.&lt;br /&gt;Portanto, é com a conservação e divulgação das fontes, a maior profissionalização do historiador e do professor de história ainda no período de formação acadêmica, a continuidade pós-formação nas pesquisas a partir de fontes primárias, em instituições graduadas e nas escolas, que acontecerá a socialização da história, deixando de ser privilégio para transformar-se em objeto de acessibilidade a todos, com conceitos reais e palpáveis para compreender o patrimônio histórico como fomentador de bases profissionais e cidadãs ativas.&lt;br /&gt;Premissa da qual necessariamente nascerá oportunidades para transformar palavras em atitudes concretas, em que o trabalho mais efetivo do profissional da história (historiador e professor) seja em conectividade com as demandas globais de ensino em via multidisciplinar com outras ciências e profissões, estruturando ideias, mecanismos e instrumentos que alimentará a inserção definitiva de um padrão de economia criativa e participativa voltada para a totalidade dos mercados, onde o passado para a sobrevivência do presente seja de fato concreto e amplo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-5741752056547892670?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/5741752056547892670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/05/perspectivas-atuais-do-trabalho-com.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/5741752056547892670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/5741752056547892670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/05/perspectivas-atuais-do-trabalho-com.html' title='Perspectivas Atuais do Trabalho com Fontes Documentais'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-6890255313755341770</id><published>2011-04-28T10:35:00.002-03:00</published><updated>2011-04-28T10:47:11.954-03:00</updated><title type='text'>Livros na Biblioteca do Padre</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ewnKYE1HGd8/TbltabY3Z4I/AAAAAAAAByo/eG783P3Dosc/s1600/Recrea%25C3%25A7%25C3%25A3o%2BFilosofica.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 257px; FLOAT: left; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5600627912408000386" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-ewnKYE1HGd8/TbltabY3Z4I/AAAAAAAAByo/eG783P3Dosc/s400/Recrea%25C3%25A7%25C3%25A3o%2BFilosofica.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;A leitura era atividade inacessível nos tempos do Brasil Colônia, principalmente pelo escasso acesso para a maior parte da população e da ausência de tipografias e autores. No período, o estudo estava estritamente vinculado ao campo da religião, àqueles que ingressavam nos seminário. A maioria aprendia o essencial, as chamadas primeiras letras; o suficiente para assinar o nome.&lt;br /&gt;Nesse quadro, a exceção eram os sacerdotes, seculares ou não, formados em alguns poucos seminários existentes no Brasil.&lt;br /&gt;As famílias com cabedais suficientes mandavam o filho para a formação religiosa, sinônimo de prestígio social e econômico.&lt;br /&gt;No seminário, o candidato a sacerdote estudava as matérias clássicas do período, de caráter humanista, como a teologia, a filosofia, o latim, etc, tomando contato com obras essencialmente portuguesas e autores franceses.&lt;br /&gt;Após a formação e aprovação de “sangue puro”, o sacerdote vinha geralmente para a paróquia de nascimento, exercendo funções pastorais e ensino de primeiras letras e catequese, pelas quais acabava por formar pequenas bibliotecas pessoais, cujos títulos estavam, na maioria, ligados à catequização e à orientação espiritual. Portanto, instrumentos necessários para o bom desempenho de suas funções perante a uma população iletrada, em consonância com as regras impostas pelo Concílio Tridentino e pelo pensamento de época.&lt;br /&gt;Em Guaratinguetá, entre o final do século XVIII e a primeira metade do século seguinte, encontravam-se diversos clérigos estabelecidos na paróquia, exercendo atividades na matriz e na igreja de Nossa Senhora Aparecida, no bairro da Capela (atual município de Aparecida). Alguns, além do estrito serviço pastoral exerciam o ensino de meninos, dando-lhes alfabetização e, sobretudo, uma iniciação religiosa através do catecismo.&lt;br /&gt;Entre eles, o Padre Manuel Gonçalves da Silva Franco, natural de Guaratinguetá, filho do Licenciado Manuel Gonçalves Franco, nascido em Guaratinguetá por volta de 1742, e de Ana Rosa da Silva Ramos, da família Correia Leite (1); falecido em 1827, deixando bens a inventariar; entre eles, uma pequena biblioteca com 74 títulos, dos quais aparecem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nomenclatura Portuguesa e Latina das Coisas Mais Comuns e Visíveis&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Obra do Padre Carlos Folquman, publicada em 1762, em Lisboa, nas Oficinas de Miguel Rodrigues. O autor nasceu na Alemanha em 1704 e foi presbítero secular e Capelão da Capela de São Bartolomeu, na Paróquia de São Julião, na cidade de Lisboa. Publicou mais duas obras sobre gramática latina e holandesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Breviários&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Livro que reúne os ofícios que os sacerdotes católicos rezam diariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Compendio da Teologia Moral Evangélica, para formar dignos ministros do sacramento da penitência e espirituais diretores.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Publicado em Lisboa, pela Regia Oficina Tipográfica. Datada entre 1797-1802.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Confissões de Santo Agostinho&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O mais conhecido entre os livros religiosos, fundamental no período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Responso&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;da Semana Santa&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Conjunto de palavras pronunciadas ou cantadas nos ofícios da Igreja católica, alternadamente por uma ou mais vozes, de uma parte, e pelo coro, como representante da assistência, de outra parte; oração que se dirige a santo Antônio, para recuperar objetos desaparecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nomenclatura portuguesa, e latina das coisas mais comuns, e visíveis: com hum pequeno vocabulário de verbos portugueses, e latinos e um Tratado das partículas da língua portuguesa com as suas versões latinas&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Obra do Padre Carlos Folquman, publicada em 1793 em Lisboa, nas Oficinas de António Rodrigues Galhardo, Impressor da Sereníssima Casa do Infantado, sob licença da Real Mesa da Comissão Geral sobre o Exame e Censura dos Livros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Recreação filosófica ou Diálogo sobre a Filosofia Natural, para instrução de pessoas curiosas, que não freqüentarão as aulas&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;No inventário vem designado apenas como Recreação Filosófica. Obra de autoria do Padre Theodoro d'Almeida. Apareceu em Quinta Impressão muito mais correta que as precedentes, publicadas em Lisboa pela Regia Oficina Tipográfica, entre na década de 1750 e nos anos de 1786-1800. Não sabemos se o Padre teria toda a coleção.&lt;br /&gt;O Padre Teodoro de Almeida foi sócio fundador da Academia Real das Ciências de Lisboa, onde nasceu a 7 de Janeiro de 1722, e morreu a 18 de Abril de 1804. Viveu na França entre os anos de 1767 e 1778&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Secretário Português ou método de escrever cartas&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Da autoria do Padre Francisco Jozé Freire e publicado em Lisboa em diversas edições, sendo a de 1815 publicado pela Tipografia Rolandiana. Ver p. 404 v. 1.&lt;br /&gt;Oratoriano (n. Lisboa 1719-m. Mafra, 1773), foi um dos principais animadores do movimento estético-literário da Arcádia (onde adotou o nome de Cândido Lusitano) e, como tal, figura proeminente no âmbito das ideias estéticas em Portugal, na sua vertente literária, ligada à poética e à retórica. Com efeito, pode justamente considerar-se a sua Arte Poética como o código estético dos «árcades». Defensor acérrimo da Antiguidade (Aristóteles, Cícero, Horácio e Quintiliano), elaborou uma vasta obra de divulgação do pensamento estético-literário dos clássicos. Aí poderemos encontrar a defesa de uma concepção da poesia como imitação da natureza, na esteira da Poética de Aristóteles, a teorização também aristotélica do verossímil, o problema das relações entre o útil e o deleitável, a arte, a natureza e o exercício e, ainda, sob marcante influência de Muratori e Luzán, a reflexão em torno das relações entre a fantasia e o entendimento, na elaboração da obra poética&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Arte de gramática latina, para instrução da mocidade portuguesa&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Aparece no inventário como Arte Latina de Antônio Pereira, de autoria de António Pereira Xavier reformada e acrescentada, em edição da Oficina de Simão Thaddeo Ferreira, de 1784, em Lisboa.&lt;br /&gt;O autor era mestre em Artes e Professor de Gramática em Lisboa e segundo o Dicionário Bibliográfico Português, obra que foi esquecida, encontrando-se poucos exemplares em Portugal. Portanto, livro raro na biblioteca do padre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Explicação da Sintaxe&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Livro elementar de Latim para meninos dos oito aos quatorze anos, nominado no inventário apenas como Sintaxe de Dantas, como era mais conhecido. Da lavra do Padre Antônio Rodrigues Dantas. Teve sua primeira edição em 1779, em Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Figuras de Sintaxe Latinas explicadas e ilustradas segundo os princípios de Linacro, Sanches, Vossio e Perizonio&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Nominado como figuras de sintaxe no inventário, sendo de autoria do Padre Antônio Pereira de Figueiredo. Acreditamos ser o exemplar constante dos bens do padre a edição de 1813 pela Universidade de Coimbra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A morte de Abel: poema épico em cinco cantos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Tem como autor Salomon Gessner (1730-1778) e tradução pelo Padre José Amaro da Silva. Uma das edições foi publicada pela oficina Rollandiana, em 1818, na cidade de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Exame de Sintaxe e reflexões sobre suas regras&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;De autoria do português Manuel Coelho de Sousa, sargento-mor dos Privilegiados da Corte e Cavaleiro da Ordem de Cristo; nascido em 1736. A primeira edição é de 1729, mas não há referência no inventário da data de publicação da obra, dividia em três partes referentes ao estudo do verbo intransitivo e transitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Santo Exercício da Presença de Deus&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;No inventário intitulado apenas Exercício Santo por Vauber, podendo ser a edição de 1784, publicado em Lisboa pela Oficina de Simão Thadeu Ferreira, dividido em três partes, do autor francês Vaubert.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Escola de política ou tratado pratico da civilidade portuguesa&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Nominado no inventário como Escola Política, de autoria de Dom João de Nossa Senhora da Porta Siqueira (ou Sequeira) publicado em Lisboa pela Tipografia Lacerdina, em 1814. Várias vezes reimpressas, sendo a 4.ª edição em 1803.&lt;br /&gt;Foi Cônego regrante da ordem de Santo Agostinho, falecido em 16 de Janeiro de 1797. Nos seus últimos anos de vida empregou-se no ensino, e em publicar algumas obras, na maior parte traduções. Escreveu: Breve instrução do amor de Deus traduzido do francês, Porto, 1787; Escola dos bons costumes, ou reflexões morais e históricas, etc. por Mr. Blanchard, traduzida em português, Porto, 1789; 4 tomos; Incêndios de amor, ou elevações e transportes da alma, na presença de Jesus Cristo e de suas imagens, etc., Porto, 1791; Voz de Je&amp;shy;sus Cristo pela boca dos párocos e dos pais de família, intimada aos seus fregueses e filhos nos domingos e festas do ano, Porto, 1791; 2 tornos; outra edição em Lisboa, 1815; Voz evangélica de um pároco aos seus fregueses, ou nova coleção de praticas para todos os domingos do ano, 3.ª edição, Lisboa, 1817, 2 tornos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tesouro carmelitano manifesto, e oferecido aos Irmãos, e Irmãos da Venerável Ordem Terceira da Rainha dos Anjos, Mãe de Deus, Senhora do Carmo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Designado no documento como Tesouro Carmelitano, que acreditamos de autoria do Frei Jose de Jesus Maria, publicado em Lisboa, pela Oficina de Miguel Manescal da Costa (1660-1727), em 1763.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Viridarium&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Em dois volumes: poderia uma obra sobre plantio vegetal ou estudos elementares de Botânica; ou pode ser poesia sacra e profana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Compêndio das épocas e sucessos mais ilustres da história geral&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Designado com Compêndio das Épocas, de autoria de António Pereira de Figueiredo (1725-1797). Publicado em Lisboa pela Regia Oficina Tipográfica, em 1782.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Instrução de cerimônias em que se expõe o modo de celebrar o sacrifício da missa&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Nominado no inventário como Instrução de Cerimônias. Teve edição publicada em Lisboa, pela Imprensa Régia, em 1826.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tesouro de meninos: resumo de Historia Natural, para uso da mocidade de ambos os sexos e instrução das pessoas, que desejam ter noções da Historia dos três Reinos da Natureza&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Também designado no inventário do Padre como Tesouro de Meninos, de autoria de Blanchard e com tradução de Matheus José da Costa, em seis volumes. Publicado pela Impressão Regia de Lisboa entre 1814-1824.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sintaxe de Dante&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Livro elementar de Latim para meninos dos oito aos quatorze anos, nominado no inventário apenas como Sintaxe de Dantas, como era mais conhecido. Da lavra do Padre Antônio Rodrigues Dantas. Teve sua primeira edição em 1779, em Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Macarronea&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Conhecidos com poemas macarrônicos, livros de poesias produzidos no final da primeira metade do século XVIII em Portugal, de escrita confusa, misturando língua portuguesa, latim e outras línguas. Bem populares entre os universitários de Coimbra desde 1746 por se caracterizar por sátiras sobre a vida universitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Coleção de Palavras Familiares, assim como portuguesas ou Latinas, para o uso das escolas da Congregação do Oratório&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Obra que aparece designada no inventário na forma reduzida (Coleção de Palavras Similares). De autoria do Padre Antônio Pereira de Figueiredo, da Congregação do Oratório, na cidade de Lisboa. Foi considerado um dos maiores latinistas da Europa no seu tempo, tendo exercido cargos políticos em Portugal, onde nasceu em 1725. É possível que a edição constante na biblioteca particular do padre fosse a impressa em 1821 pela Imprensa Regional de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Preceitos de Retórica&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Preceitos de retórica tirados de Aristóteles, Cícero e Quintiliano é da autoria de Jean Baptiste Louis Crevier (1693-1765). Existiu uma edição feita em Lisboa pela Oficina Patriarcal, em 1786.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Máximas Espirituais&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Considerado um conselheiro fiel com máximas espirituais, talvez seja o exemplar de autoria de Manuel Guilherme, publicado pela Oficina de António Pedroso Gabram, em Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eva, e Ave, ou Maria triunfante, Teatro da erudição, e Filosofia Cristão em que se representam os dois estados do Mundo: caído em Eva, e levantado em Ave.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;No documento aparece apenas Eva e Ave. Escrito por Antonio de Sousa de Macedo (1606-1682).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1)- O avô paterno, Alferes Manuel Álvares Franco foi o fabriqueiro da matriz de Guaratinguetá e o pai um apreciável compositor sacro. E o pai, segundo consta foi professor do Regente Padre Diogo Antônio Feijó, e depois de viúvo, ordenado padre. Foram seus irmãos os padres Inácio Correia Leite e Francisco Xavier Leite, moradores na mesma vila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C.J. Miscellanea curioza e proveitoza. Lisboa, Typographia Rollandiana, 1779. (em googlebooks).&lt;br /&gt;MOURA, Carlos Eugênio Marcondes de. Os Galvão de França no Povoamento de Santo Antônio de Guaratinguetá. São Paulo: Edusp, 1993.&lt;br /&gt;SILVA, Inocêncio Francisco da. Diccionario Bibliographico Portuguez: Estudos de Inocencio Francisco da Silva aplicáveis ao Brasil e Portugal. Lisboa-Portugal: Imprensa Nacional, 1858.&lt;br /&gt;SOUZA, Laura de Melo e. Cláudio Manuel da Costa. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-6890255313755341770?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/6890255313755341770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/04/livros-na-biblioteca-do-padre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/6890255313755341770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/6890255313755341770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/04/livros-na-biblioteca-do-padre.html' title='Livros na Biblioteca do Padre'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ewnKYE1HGd8/TbltabY3Z4I/AAAAAAAAByo/eG783P3Dosc/s72-c/Recrea%25C3%25A7%25C3%25A3o%2BFilosofica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-3543616084487493487</id><published>2011-04-10T15:18:00.004-03:00</published><updated>2011-04-10T15:32:29.479-03:00</updated><title type='text'>Fontes Primárias e Pesquisa Histórica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Departamento de História do Centro Universitário Salesiano (Unisal) de Lorena está realizando um estudo dirigido inédito para os alunos do curso de história, sob a denominação “Fontes Primárias e Pesquisa Histórica”, tendo como responsável o pesquisador Joaquim Roberto Fagundes, especializado em documentos do Vale do Paraíba e no uso em pesquisa histórica. E a primeira aula aconteceu na última sexta-feira (dia 8 de abril) e se estenderá até o mês de maio. O estudo tem como objetivo principal colocar os alunos em contato com algumas fontes primárias existentes em arquivos brasileiros, utilizando para tanto, os documentos disponíveis na Biblioteca Pública de Lorena e na Cúria Diocesana do mesmo município. Com a orientação do pesquisador, os alunos dos três anos do curso de história foram divididos em grupos distintos obedecendo ao critério de modalidades documentais específicas que serão pesquisadas e analisadas, com os resultados apresentados ao final do estudo. Cada grupo trabalhará, na primeira etapa, com documentos em suporte de papel, divididos em séries pertinentes: Arquivos Judiciais: inventários, processos cíveis, processos crimes e livros de registros de escrituras; Arquivos Religiosos: Livros de batizados, casamentos e óbitos; Hemeroteca: jornais antigos da cidade; Arquivo de Imagens: fotografias antigas e modernas. Ao mesmo tempo, serão repassadas noções de paleografia (técnica de leitura de documentos antigos) e discussões e diálogos com a produção acadêmica dos grandes centros universitários (leitura de textos selecionados) que se utilizaram das mesmas fontes para a produção de novos conhecimentos históricos do Vale do Paraíba. Como foi destacada por Joaquim Roberto Fagundes na aula inaugural, a realização do estudo dirigido vem de encontro com as diversas necessidades prementes na formação do professor e historiador e que atualmente constitui-se num vácuo ressentido nas faculdades do Vale do Paraíba. Um dos sentidos é tornar as universidades da região centros de pesquisa histórica por excelência, principalmente por ser um espaço histórico antigo e por onde se formou e desenvolveu historicamente o Estado de São Paulo e o Brasil. E também pela oportunidade de proporcionar aos alunos dos cursos de história um contato amiúde e contínuo com os arquivos e fontes documentais produzidos desde o século XVII em várias cidades da região, ainda no curso de graduação. Portanto, um projeto inédito e de caráter contínuo que criará oportunidades diversificadas para os alunos de história, no sentido de buscar novos mercados de trabalho que estão surgindo com a valorização do patrimônio histórico brasileiro, em estreito relacionamento com os ideais e práticas de inserção social de inúmeras comunidades em programas de conscientização, conservação e disseminação da cultura regional como fonte de economia criativa. Ele encontra ressonância em nossos ideais de trabalho com a história, por mais de 25 anos, sempre procurando disseminar a ideia de que não é suficiente formar apenas o professor, mas, sobretudo o pesquisador, pois as duas categorias devem caminhar juntas, para evitar que seja reiterada nos grandes centros acadêmicos uma imagem negativa de qualidade e de falta de produção intelectual, que é essencial para o crescimento de um país. Além do que é preciso não permitir e, mesmo acabar, com o ciclo vicioso persistente nas salas de aula, da mera repetição de parcos e errôneos conhecimentos históricos produzidos ainda por conta de uma história positivista e enaltecedora de heróis, fatos isolados e elites do café. A essência ainda está por pesquisar, analisar e estudar e a Unisal poderá despontar como um centro de referência para outras instituições. Afinal, é preciso criatividade e esforço para valorizar os profissionais da região. É preciso reconhecer o valor da pesquisa, da mesma maneira como outras ciências tem realizado, principalmente em outros países. Não devemos esquecer que 2011 é o Ano Internacional da Química, justamente em homenagem a Marie Curie, pesquisadora nata que contribui para o aprimoramento dos estudos sobre a radioatividade. E em outros casos, até mesmo na área das novelas televisivas, onde a pesquisa é fundamental para recompor modos e cenários de época. Até para Lauro César Muniz, autor de folhetins, dizer que as novelas brasileiras estão descaracterizadas pelo excesso de produção em série e sem nenhuma qualidade (Folha de S. Paulo, Caderno Ilustrada, 10/04/2011), o que comparativamente acontece com a formação do historiador massificado em sala de aula. Daremos mais notícias sobre o assunto e dos resultados do trabalho. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-3543616084487493487?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/3543616084487493487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/04/fontes-primarias-e-pesquisa-historica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/3543616084487493487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/3543616084487493487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/04/fontes-primarias-e-pesquisa-historica.html' title='Fontes Primárias e Pesquisa Histórica'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-6266053741201399121</id><published>2011-04-08T09:27:00.001-03:00</published><updated>2011-04-08T09:32:17.442-03:00</updated><title type='text'>Cláudio Manuel da Costa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-vmU_5YUlvTo/TZ7_5o308-I/AAAAAAAAByI/kzsToA3eNUo/s1600/12660_gg.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 256px; FLOAT: left; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593189152929936354" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-vmU_5YUlvTo/TZ7_5o308-I/AAAAAAAAByI/kzsToA3eNUo/s400/12660_gg.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;O mineiro Cláudio Manuel da Costa, consagrado pelos versos de Vila Rica, poema dedicado à fundação da capital “das Minas Gerais”, é revisitado de maneira inovadora nesse perfil biográfico escrito por Laura de Mello e Souza, que lança uma nova perspectiva sobre a vida, a obra e o destino do poeta brasileiro.O leitor é transportado à Minas Gerais do século XVIII, onde Cláudio Manuel da Costa exerceu a carreira de advogado paralelamente à de poeta, engajando-se também no movimento da Inconfidência Mineira. Um dos temas mais polêmicos de sua biografia, sua morte, cujas circunstâncias nunca foram totalmente esclarecidas, que continua a motivar muita especulação.Seu corpo foi encontrado em um cubículo na propriedade de um rico contratador, hoje conhecida como Casa dos Contos. A exaustiva pesquisa documental realizada em acervos brasileiros e portugueses permitiu à autora preencher lacunas da vida do poeta, tomar partido em várias disputas historiográficas, ao mesmo tempo que revelou um homem dividido profundamente entre o reino de Portugal e sua colônia na América; entre a ilustração e a escravidão; entre a liberdade e os valores do Antigo Regime.Gradativamente alçado a postos importantes da administração da capitania, Cláudio Manuel da Costa mantinha desde jovem um grande interesse pela poesia. O poeta integrava várias academias de letrados, principal instância de circulação da cultura erudita na América portuguesa da época. Escrito nos intervalos de suas obrigações públicas, Cláudio Manuel imprimiu seu único volume de sonetos, éclogas e liras em 1768, ampliando a reputação de literato no Brasil e na Europa. Como demonstra Laura de Mello e Souza, sua poesia, junto com a de Tomás Antônio Gonzaga, é uma das mais relevantes da literatura setecentista no Brasil, pois, ao mesmo tempo que se revela marcadamente dominada pela reverência aos modelos clássicos, incorpora aspectos importantes da paisagem e dos costumes brasileiros&lt;/div&gt;Fonte: publicado em http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=12660&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-6266053741201399121?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/6266053741201399121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/04/cludio-manuel-da-costa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/6266053741201399121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/6266053741201399121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/04/cludio-manuel-da-costa.html' title='Cláudio Manuel da Costa'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-vmU_5YUlvTo/TZ7_5o308-I/AAAAAAAAByI/kzsToA3eNUo/s72-c/12660_gg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-1617168848221588221</id><published>2011-04-07T11:18:00.013-03:00</published><updated>2011-04-07T14:36:04.636-03:00</updated><title type='text'>Memórias: Rodrigues Alves, Olavo Bilac e José Pires do Rio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-QiGG66L5nkE/TZ3Lx3BOqlI/AAAAAAAABxA/ggqt6meRJ7U/s1600/Jos%25C3%25A9%2BPires%2Bdo%2BRio.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 230px; FLOAT: left; HEIGHT: 348px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5592850369707158098" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-QiGG66L5nkE/TZ3Lx3BOqlI/AAAAAAAABxA/ggqt6meRJ7U/s400/Jos%25C3%25A9%2BPires%2Bdo%2BRio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Retomando a importância recíproca entre a literatura e a história cabe destacar os cuidados que se deve tomar quando a primeira é utilizada como fonte de pesquisa e informação. É necessário disponibilizar instrumentos alternativos para checar, comparar e complementar os dados levantados, com o objetivo de não incorrer em erros de interpretação. Fundamental será possuir uma metodologia adequada e uma fundamentação teórica suficiente para analisar as variáveis do objeto. A assertiva possibilita a identificação ou a constatação subjetiva da realidade nos elementos ficcionais da literatura, muitas das vezes, implícita na estrutura narrativa, resultante da imaginativa do autor e de sua experiência em sociedade, num lugar fixo no tempo. Cabe ressaltar, portanto, que no universo literário a memória pode significar interessante e importante fonte primária na pesquisa histórica; principalmente para o encontro de indícios e rastros da realidade. Isso porque, a memória pode ser considerada como registro do olhar e da percepção dos fatos vividos ou assistidos, direta ou indiretamente, mesmo que revestida de opiniões sectárias ou unilaterais impregnadas de visões ideológicas. Cabe ao historiador ou pesquisador analisar o grupo ou segmento social representativo do autor e as influências extrínsecas na formulação da escrita. Raciocínio, perspicácia e conhecimento multidisciplinar para extrair questões emblemáticas dos signos são algumas premissas para reconstituição históricas a partir da memória. E como nos dias atuais a tendência é o resgate e a valorização das memórias literárias, com a publicação de algumas obras do inicio do século XX, é oportuno usar como exemplo o escritor Humberto de Campos, maraenhense nascido em Muriti, radicado no Rio de Janeiro, e que além de escrever crônicas e memórias, foi Deputado Federal, diretor do Museu Casa de Rui Barbosa e contemporâneo do poeta Olavo Bilac, do engenheiro aparecidense José Pires do Rio e do Conselheiro Presidente Rodrigues Alves. Na obra Perfis (I Série) o autor destaca uma pequena biografia de José Pires do Rio (p. 91-98), especialmente nos primeiros parágrafos, onde, de passagem, mostra difusamente como se davam os relacionamentos sociais no final do século XIX e inicio do XX. Residindo, aí, traços da estreita relação da história e da literatura, onde se averigua a ligação entre o engenheiro e o Conselheiro Rodrigues Alves. Humberto de Campos começa o texto descrevendo a cidade natal do Conselheiro e os primórdios do exercício político do estadista. Diz o literato: “Guaratinguetá começava a ensaiar o seu espantoso surto econômico, multiplicando a população e a riqueza, quando o advogado Francisco de Paula Rodrigues Alves, moço ali nascido e criado, e que principiava sua carreira política no partido Liberal, foi procurado, em princípio de 1881, por um fazendeiro das vizinhanças. Era um português identificado com a terra, casado com senhora brasileira, dono de vinte mil pés de café, que lhe ia comunicar com singeleza: - Eu fiz a promessa, no ano passado [1880], de batizar um filho, agora, antes da safra, e que o padrinho seria a pessoa mais importante cá da cidade. A criança nasceu agora em novembro, é macho; e como a pessoa mais catalogada cá de Guaratinguetá é o senhor doutor, eu vim saber se aceita o menino para afilhado” (p. 91). Destaca, ainda, que Rodrigues Alves não tinha o mesmo prestígio que outros políticos, como Campos Sales, Glicério, Prudente e Bernardino de Campos, paulistas republicanos de primeira hora, e que mais tarde foram amigos e correligionários. Mediante o pedido, segundo Humberto de Campos, o Conselheiro Rodrigues Alves descobriu o que considerou ser uma excelente estratégia eleitoral o fato de ser padrinho de um grande número de recém-nascidos; o que, no futuro, significaria potencialmente eleitores cativos. E, realmente, no período a rede de apadrinhamento era fundamental para a criação de redutos eleitorais; herança colonial muito reutilizada pela República. Uma atitude inusitada que as fontes escritas não registram, assim como tantas outras maneiras de viver. Outra percepção, fato comum no período, principalmente no decorrer do século XIX, é a simbologia religiosa humanizada e transformada em ato social de grande aceitabilidade, o de se ter uma madrinha escolhida entre os santos. Humberto de Campos registra o hábito pelo batizado de José Pires do Rio. Segundo o autor, o Conselheiro foi padrinho do menino José, juntamente com Nossa Senhora Aparecida, escolhida como madrinha. O menino tornou-se engenheiro, prefeito de S. Paulo e ministro de obras e viação no governo de Epitácio Pessoa, filho do Coronel da Guarda Nacional Rodrigo Pires do Rio, proprietário de terras no atual município de Aparecida (daí a madrinha ser Nossa Senhora Aparecida). E amigo intimo do Conselheiro e de Oscar Rodrigues Alves, filho do estadista (chefe de gabinete de seu pai durante a presidência da república, secretário do interior, no governo paulista de Altino Arantes, e Deputado Estadual). A questão dos laços de amizade aparece no escritos como um facilitador na ascensão econômica de José Pires do Rio, principalmente na nomeação para a Inspetoria das Obras contra as Secas no nordeste do país. E o outro aspecto social interessante descrito na obra é a dificuldade em estabelecer o apelido familiar: se patrilinear ou matrilinear, ou como forma de homenagem associada ao apelido de outro individuo sem laços consangüíneos. No caso do engenheiro prevaleceu o apelido de origem paterna, mas existiram outras variáveis. Foi comum na pia batismal e no registro do batismo aparecer somente o primeiro nome, e posteriormente, vincular um sobrenome. Não existia regra jurídica normatizando o uso dos apelidos, o que apenas aconteceria na República. Eram atos intrínsecos ao portador ou aos pais da criança, ao sabor das devoções religiosas e das redes de solidariedade social, política, como por exemplo, a adoção do sobrenome do padrinho ou madrinha. No âmbito religioso, especialmente nas mulheres, foi generalizado o uso de apelidos como Conceição, de Jesus, o que significava abandono total do sobrenome familiar pela extrema influência religiosa na vida das pessoas nos séculos passados. Em outra obra, intitulada “Diário Secreto”, Humberto de Campos descreve outra situação envolvendo o Conselheiro e o poeta Olavo Bilac, segundo informa o escritor Fernando Jorge, um dos biógrafos do poeta, no livro “Vida e Poesia de Olavo Bilac” (p. 253-254). Na obra relata, em segunda mão, a estima que o poeta dispensou ao Conselheiro por ocasião do episódio do ataque militar ao Palácio do Catete durante a presidência de Rodrigues Alves. Segundo a tradição oral resgatada por Humberto de Campos, consta que Bilac, ao passar pela sede do governo na madrugada dos acontecimentos, resolveu entrar e demonstrar solidariedade ao amigo, permanecendo até o dia seguinte. Além disso, ainda corria a versão de um romance entre Bilac e uma das filhas do presidente, que Campos Sales fazia o maior o gosto. Notoriamente eram pessoas que se relacionavam, principalmente numa cidade prestes a ser cosmopolita nos seus entreveros sociais e culturais. Ademais, o escritor e político Afonso Arinos de Melo Franco escreveu em sua obra que, entre as poucas obras apreciadas pelo Conselheiro Rodrigues Alves, com exceção dos livros de cunho político, estavam obras parnasianas, principalmente da safra de Olavo Bilac (1973: 786). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Referências&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;CAMPOS, Humberto de. Perfis (Crônicas) – I Série. Rio de Janeiro: W.M. Jackson INC. Editores, 1947. Obra Póstuma. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;FRANCO, Afonso Arinos de Melo. Rodrigues Alves: Apogeu e Declínio do Presidencialismo. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora; São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1973 (Coleção Documentos Brasileiros, 155-A). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;JORGE, Fernando. Vida e Poesia de Olavo Bilac. 5. ed. revista e atualizada. Osasco-SP: Novo Século, 2007. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Imagem: jornalolince.com.br&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-1617168848221588221?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/1617168848221588221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/04/retomando-importancia-reciproca-entre.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/1617168848221588221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/1617168848221588221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/04/retomando-importancia-reciproca-entre.html' title='Memórias: Rodrigues Alves, Olavo Bilac e José Pires do Rio'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-QiGG66L5nkE/TZ3Lx3BOqlI/AAAAAAAABxA/ggqt6meRJ7U/s72-c/Jos%25C3%25A9%2BPires%2Bdo%2BRio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-7212827593530353515</id><published>2011-04-01T10:35:00.005-03:00</published><updated>2011-04-01T11:50:02.742-03:00</updated><title type='text'>O Hábito de Colecionar Selos – Um Resgate Histórico Necessário</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-4q4f9Zc18BU/TZXVD0useEI/AAAAAAAABvI/3-wgG_3jcvU/s1600/Mosaico%2Bde%2BSelos.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 271px; FLOAT: left; HEIGHT: 131px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5590608774121158722" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-4q4f9Zc18BU/TZXVD0useEI/AAAAAAAABvI/3-wgG_3jcvU/s400/Mosaico%2Bde%2BSelos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;No momento estou feliz com o eterno retorno aos escritos de Brito Broca; não somente por sua linguagem simples e clara, mas pela erudição que irradia ao leitor como se estivesse redescobrindo o mundo. No intervalo que faço, deixando à margem outras leituras, o legado cinqüentenário de Brito Broca torna-se por um tempo o meu livro de cabeceira. Estou relendo “Papéis de Alceste” e entre tantas surpresas a cada regresso ao mundo do autor e as afinidades as quais também me identifico deparei-me com o texto “Coleções de Selos” (1991:101-102). O que inspirou a tecer alguns comentários a respeito por dois bons motivos. O primeiro, porque o blog, desde o inicio, divulga algumas imagens de selos como forma de difundir a existência desses como fonte documental para a história e, ao mesmo tempo, para despertar curiosidade por sua qualidade enquanto expressão de arte (são lindas as estampas) originária de diversos artistas brasileiros. E o segundo, porque o raciocínio desenvolvido pelo autor durante o texto continua atual ao comentar o abandono do habito de colecionar selos como fonte inspiradora para aprofundar conhecimentos, seja ele subjetivo ou não. Por aquele tempo, e isso há mais de cinquenta anos, lamentava o escritor que já caía em esquecimento o ato de admirar e colecionar selos e outras tantas modalidades de produtos comerciais que, a nosso ver, unia, outrora, amplamente o sentido do consumo com a ideia de cultura, educação e paixão mediante a produção capitalista de grande alcance e responsabilidade social, com resultados que memorialisticamente o autor exemplifica, como por exemplo, a quantidade de vezes que recorreu aos compêndios de geografia e história para melhor entender a imagem que viu estampada nos selos. E tal processo de abandono continua inalterado no presente e quem sabe em perspectiva mais acentuada, a ponto de ser considerado mais ainda, um produto de elites, inacessível, é claro, por seu preço abusivo. O que faz pensar na necessidade de torná-lo popular, com preço reduzido e direcionado para o público escolar, ou seja, desenvolver projetos de grande alcance onde o selo pudesse ser regularmente utilizado e, ao mesmo tempo, como de fato um recurso didático nas escolas. Lembro perfeitamente que passei, assim como autor, pela fase áurea do colecionismo, e naquela época aprendi a desenvolver o senso estético que o mesmo alude em suas linhas e ter descoberto a minha paixão e vocação profissional através das inúmeras temáticas de cada selo. Hoje, com as novas tecnologias e o acirramento dos temas e lançamentos sigilográficos, deve ser desenvolvido mecanismos para uma cultura criativa que possa estimular a prática do aprendizado pela filatelia. É uma questão de começar uma ação educativa duradora para mais de uma geração, com inclusão social ampla a partir da família e da casa onde se vive. Por outro lado, como fonte histórica, no rastro de leituras analíticas visuais como a fotografia antiga, o selo pode nos levar a pensar o tempo em que foram lançados e o por que; embora saibamos que no Brasil uma das premissas ainda seja o caráter comemorativo do tema e a sua cronologia. Um exemplo neste sentido, tanto para escolas como para museus, é a clássica exposição de selos, mas com a diferença de proporcionar, por etapas, uma leitura atenta e mais participativa através da observação direta e releitura dos dados por parte dos alunos ou visitantes em geral. Na primeira etapa pede-se ao observador que escolha um selo específico e dele faça uma leitura própria, o que permitirá observações diversificadas que servirá para a segunda etapa do processo que será a releitura do tema, em palavras ou desenhos, onde descreverá, também, como pensou sua outra visão e ideia acerca do assunto, travando assim, um diálogo entre o selo e o observador. Em outra variante pedagógica, pré-elaborada conceitualmente por diversos profissionais, coloca-se em prática a estruturação de equipes, que desperta a consciência de participação coletiva e colaborativa. Todos, em comum acordo, escolhem e analisam um determinado selo, sendo que alguns ficam responsáveis pela redação das impressões do grupo, outros pelo desenho e outros pela leitura dos resultados, reconhecendo, para tanto, a aptidão de cada um. Nesse caso, haveria a disponibilidade de informações adicionais como consulta ao professor e aos livros de referência, se houver uma biblioteca disponível ou livros pré-selecionados. É claro que para cada público deve ser desenvolvido um método e ações diferentes. Aí valerá o esforço criativo do professor e dos profissionais envolvidos. Vale dizer que se pode processar uma pesquisa anterior dos temas filatélicos, desde que seja criado um aparato técnico de apoio discutido por profissionais, utilizando-se das bibliotecas (o que estimulará o hábito de leitura) da escola e de outras instituições. E, a partir daí criar projetos incentivados de maior envergadura, com a participação de alunos e de membros da comunidade, onde a escola ficaria responsável pela transformação dos resultados em instrumentos reais, como os selos personalizados oferecidos pelos Correios. Valoriza o selo, valoriza os temas brasileiros e reitera ações sociais combinadas e diversificadas. E muito mais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Referências &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;BROCA, José Brito (coordenação de Alexandre Eulálio). Papéis de Alceste. Campinas:Editora da Unicamp, 1991. (Coleção Repertórios). &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-7212827593530353515?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/7212827593530353515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/04/o-habito-de-colecionar-selos-um-resgate.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/7212827593530353515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/7212827593530353515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/04/o-habito-de-colecionar-selos-um-resgate.html' title='O Hábito de Colecionar Selos – Um Resgate Histórico Necessário'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-4q4f9Zc18BU/TZXVD0useEI/AAAAAAAABvI/3-wgG_3jcvU/s72-c/Mosaico%2Bde%2BSelos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-792393771524943778</id><published>2011-03-28T16:43:00.002-03:00</published><updated>2011-03-28T16:47:15.629-03:00</updated><title type='text'>Sobre Cassiano Ricardo e a Marcha para Oeste</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Ab0LyMDZSuE/TZDlfKgnBmI/AAAAAAAABu4/EGZISnq32f0/s1600/img572.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 246px; FLOAT: left; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5589219461126620770" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-Ab0LyMDZSuE/TZDlfKgnBmI/AAAAAAAABu4/EGZISnq32f0/s400/img572.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Certa feita foi chamada a atenção de um grupo que participava de um curso determinado de que devemos dar olhos para situações mesmo que possam representar um desprezo imediato de nossa parte. Nelas encontram-se, por vezes, ideias a se transformar em outras, mediante a utilização de mecanismos novos para um público maior. Tal expressividade com alta dose dialética é serventuária principalmente para a área cultural, mesmo sendo um Big Brother da vida. Programa mercadológico a parte, a afirmação parece fundamental enquanto ideia transformada na interpretação ou nova interpretação de velhos conceitos sociológicos e históricos a respeito de compreender melhor a formação do país. Necessariamente se fizermos um exercício de releitura sobre alguns clássicos da historiografia brasileira, buscando indícios paradigmáticos que definitivamente a maioria dos acadêmicos deixou escapar, sobretudo quando se trata de obra considerada arcaica pelo seu método ou pelos conceitos teóricos empregados, principalmente do período da primeira metade do século XX, quando a influência do positivismo era lugar comum para a restituição do passado. Se tentarmos compreender as informações e a estrutura desses trabalhos podemos dele extrair pensamento anteriormente esquecido ou repudiado enquanto revestido de verdades falseadas. Pensando em tal postura, considerando ser ponto pacífico o olhar atento para as minúcias, em consonância com alguns pontos da micro-história, basicamente em seu paradigma indiciário, podemos considerar ou reativar algumas obras esquecidas, que no momento de seu lançamento e posteriormente se constituíram em símbolo de análise crítica da formação social do Brasil, a exemplo das reedições ora permeadas no mercado da safra de Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda e outros; mesmo da área literária, quando se resgata e reabilita alguns escritores, moradores no limbo por mais de setenta anos, como o caso do “Diário Secreto”, de estilo memorialístico do poeta e escritor Humberto de Campos, a ser lançado este mês (aliás, fundamental para compreensão de homens que viveram na primeira metade do século XX, mas considerado “mexeriqueiro” por Brito Broca). No rastro deste raciocínio inclui-se, entre muitos, o ensaio histórico de cunho sociológico do escritor valeparaibano Cassiano Ricardo, intitulada “Marcha para Oeste”, lançado em 1943, e posteriormente pela Livraria José Olympio Editora, na Coleção Documentos Brasileiros (nº 25). Cassiano Ricardo, nascido em São José dos Campos e membro da Academia Brasileira de Letras, foi um intelectual agressivo em suas ideias, defendendo-as a tal ponto que ficou famosa a sua discordância com Sérgio Buarque de Holanda pelas ideias expressas pelo historiador no ensaio “Raízes do Brasil, e que resultou no estudo sociológico com o título acima referido. Embora seguindo teorias de Gilberto Freyre e de Oliveira Vianna, pioneiros na maneira de interpretar o Brasil em formato generalizado, a obra se constitui num calhamaço de mais de quinhentas páginas, onde Cassiano Ricardo trata do fenômeno bandeiras na formação social do país, trazendo ideias que poderiam ser reinterpretadas ou consideradas para lançar um novo olhar sobre o período quinhentista do Brasil, principalmente no momento atual em que o período colonial está sendo estudado com maior vigor e revisitado em alguns temas cristalizados pela historiografia nacional. Assim, como tanto outros valeparaibanos, Cassiano Ricardo precisa ser lido e preescutado na sua essência mais acadêmica, com relançamento da obra e discussões em torno do tema, cujo fulcro seria, num plano mais intimista e olhar micro cósmico, repensar o Vale do Paraíba integrado historicamente no circuito das bandeiras e, portanto, importante no contexto de entender a formação social do Brasil. Além disso, interessante para reavivar ou esquecer a discussão deflagrada na década de 1980 sobre a questão de uma identidade valeparaibana. A estrutura do trabalho de Cassiano poderia suscitar uma leitura da veracidade de tal empreendimento identitário, se confrontado com novos documentos e obras pontuais existentes sobre o assunto, entre eles, o inédito doutorado do Professor Doutor Carlos Eduardo de Castro Leal (USP-Antropologia, 2004), intitulado “O Baú de Apelidos”, que traz perspectivas interessantes sobre a sociedade do Vale do Paraíba nos séculos XVIII e XIX. Pelo menos da minha parte, quero empreender a difícil tarefa de ler “Marcha para Oeste”, como forma de redescobrir ideias que possam transformar ou indicar novas possibilidades de pesquisa; se possível livre das inferências ideológicas e teoricamente aceitas na atual conjuntura. Que outros possam acompanhar. Mas sem o nacionalismo extremado praticado em muitos períodos do século XX, que ofuscou o entendimento do paulista numa realidade mais ampla. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-792393771524943778?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/792393771524943778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/03/sobre-cassiano-ricardo-e-marcha-para.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/792393771524943778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/792393771524943778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/03/sobre-cassiano-ricardo-e-marcha-para.html' title='Sobre Cassiano Ricardo e a Marcha para Oeste'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Ab0LyMDZSuE/TZDlfKgnBmI/AAAAAAAABu4/EGZISnq32f0/s72-c/img572.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-2625766282352114190</id><published>2011-03-25T12:25:00.002-03:00</published><updated>2011-03-25T12:32:22.688-03:00</updated><title type='text'>O IPTU do século XIX – A décima Urbana na Vila de Cunha - 1812</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--p7J_ioM5_o/TYy0SyM0MlI/AAAAAAAABtw/jAHwcD4Jrv4/s1600/D%25C3%25A9cima%2BUrbana.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 299px; FLOAT: left; HEIGHT: 147px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5588039472466113106" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/--p7J_ioM5_o/TYy0SyM0MlI/AAAAAAAABtw/jAHwcD4Jrv4/s400/D%25C3%25A9cima%2BUrbana.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;A tributação sobre os prédios urbanos e terrenos teve sua implantação jurídica no Brasil com a chegada de Dom João VI, pelo Alvará de 27 de junho de 1808 que criou o imposto da Décima dos Rendimentos dos Prédios Urbanos (Décima Urbana ou Décima), com o objetivo, naquele período, de suprir os cofres da Corte Portuguesa estabelecida no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;Primeiramente foi praticada no município da Corte, nas vilas da beira-mar e no interior do país, sendo administrada por uma Junta ou Superintendência, composta pelos principais membros da população, sendo um nobre e outro do povo, dois carpinteiros, um pedreiro e um fiscal. Atualmente, com regras mais sofisticadas e onerosas, permanece como tipo de cobrança para suprir economicamente o município, sob outra designação, conhecida como IPTU: Imposto Predial e Territorial Urbano.&lt;br /&gt;Na Capitania de São Paulo passou a funcionar a partir de 1809 nas cidades de Santos, São Paulo e Cunha, no formato de cadernos anuais, como uma espécie de processo com as informações do proprietário, propriedade e valor. Sendo as únicas a terem preservado esse tipo de documentação, hoje utilizada por historiadores que trabalham com a formação das cidades no período colonial, e o uso e posse do solo (ver Raquel Glezer).&lt;br /&gt;O documento traz a abertura feita pelo juiz ordinário, a relação das propriedades, elencadas por rua, contendo o nome do proprietário (com numeração, mas sem saber se da propriedade) o tipo do imóvel e sua divisão, o valor anual do rendimento, o valor a ser cobrado e o termo de encerramento. O valor cobrado representava 9% do valor do rendimento e não dez como o nome do tributo sugere.&lt;br /&gt;Na vila de Cunha, por exemplo, foram coletados os dados da décima urbana da vila de Cunha referente ao ano de 1812, preservada no Museu Francisco Veloso.&lt;br /&gt;Naquele ano a décima urbana traz 119 propriedades relacionadas no entorno da capela de Nossa Senhora da Conceição (seis ruas) e no rocio da vila (subúrbio), com as seguintes informações: Juiz Ordinário da vila, Capitão João José de Macedo; fiscal, Sargento-mor Luiz Manuel de Andrade, que fazia a função de advogado; nobre, Ajudante Vitoriano Manuel de Andrade (filho do fiscal); pessoa do povo, Tenente Francisco José Gonçalves; carpinteiros, Alferes Antônio Álvares de Castro, português e caixeira viajante, e João Lopes da Costa; pedreiro, Frederico José Cardoso de Abranches, português, comerciante e alugador de negros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ruas da Vila de Cunha em 1812&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rua Direita – 43 propriedades, dos lados direito e esquerdo;&lt;br /&gt;Rua da Quitanda – 14 propriedades, dos lados direito e esquerdo;&lt;br /&gt;Rua das Violas – 4 propriedades, dos lados direito e esquerdo;&lt;br /&gt;Rua da Lapa – 18 propriedades, dos lados direito e esquerdo;&lt;br /&gt;Rua das Flores – 3 propriedades;&lt;br /&gt;Rua da Praça – 3 propriedades – lado único;&lt;br /&gt;Rocio da Vila – 34 propriedades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-NtJvCZlMotw/TYy1QH1aaDI/AAAAAAAABuA/FpNF1HjJqOw/s1600/decima%2Burbana2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 276px; FLOAT: left; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5588040526245554226" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-NtJvCZlMotw/TYy1QH1aaDI/AAAAAAAABuA/FpNF1HjJqOw/s400/decima%2Burbana2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;A propriedade com maior valor estava na posse do Coronel José dos Santos Souza, um sobrado de três lanços (cômodos) na Rua Direita (talvez a principal da vila) avaliado em vinte mil réis, pagando de imposto 1800 réis.&lt;br /&gt;Na continuação, aparece ainda, entre os imóveis melhor avaliados, as propriedades do Capitão Antônio Álvares de Castro, Tenente Coronel Antônio José de Macedo Sampaio, em R$ 12000, e o Tenente José Álvares de Oliveira, Thomaz da Silva Reis, Dona Thereza Joaquina de Oliveira, Capitão Francisco Xavier Leite e Capitão José Monteiro dos Santos, em R$ 10000 réis.&lt;br /&gt;Entre os proprietários na praça principal, onde estava localizada a matriz de Nossa Senhora da Conceição, aparecem o Alferes Antônio Álvares de Oliveira, Dona Ana Maria Thereza e o Padre João Pereira da Costa.&lt;br /&gt;As propriedades menores e de menor valor encontravam-se no rocio da vila, avaliadas entre 640 e 6000 réis, sendo está última, de propriedade do Alferes Manuel Rodrigues Correia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Referências: VELOSO, Museu Francisco Veloso. Décima Urbana da Vila de Cunha, 1812.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-2625766282352114190?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/2625766282352114190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/03/o-iptu-do-seculo-xix-decima-urbana-na.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/2625766282352114190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/2625766282352114190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/03/o-iptu-do-seculo-xix-decima-urbana-na.html' title='O IPTU do século XIX – A décima Urbana na Vila de Cunha - 1812'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/--p7J_ioM5_o/TYy0SyM0MlI/AAAAAAAABtw/jAHwcD4Jrv4/s72-c/D%25C3%25A9cima%2BUrbana.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-8796316018115349395</id><published>2011-03-22T16:15:00.000-03:00</published><updated>2011-03-22T16:16:21.868-03:00</updated><title type='text'>Curso de Capacitação para Museus</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na última semana aconteceu, em Brodowski-SP, o I Módulo do Curso de Capacitação para Museus, promovido pela Secretaria de Estado da Cultura, por seu Sistema Estadual de Museus-SISEM, com o apoio da Associação Cultural de Amigos do Museu Casa de Portinari-ACAM.&lt;br /&gt;Trata-se de uma iniciativa singular e propícia para os profissionais que trabalham em instituições museológicas no sentido de aperfeiçoar, complementar e, principalmente, atualizar o conhecimento na área; especificamente nas questões que envolvem o mecanismo das leis de incentivo cultural, formatação de projetos da mesma natureza. A finalidade é sintonizar-se com a atual conjuntura econômica do país, onde o conceito e a prática da economia criativa é parte fundamental na gestão de novas iniciativas, com o objetivo de ampliar a participação e a diversidade cultural da população brasileira.&lt;br /&gt;E, por essas, e outras, em consonância com as necessidades atuais, que o SISEM tem procurado parcerias com instituições políticas e culturais para a realização desse curso, que contou com a participação de profissionais de inúmeras cidades do Estado de São Paulo, como Sorocaba, Guaratinguetá, Tupã, Brodowski, Ilha Solteira, Santa Cruz do Rio Pardo, Ribeirão Preto, Olímpia, Franca, Batatais, Pompéia, Casa Branca, José Bonifácio, entre outras.&lt;br /&gt;Para o atual curso foram selecionados quarenta convidados para participar dos três módulos que compõe todo o curso; sendo o primeiro realizado na Câmara Municipal de Brodowski e na cidade de Sorocaba, e os próximos nas referidas localidades nos meses de abril e maio, a saber: Formatação de Projetos e Leis de Incentivo, Curadoria e Expografia, Produção e Montagem de Exposições.&lt;br /&gt;Uma proposta que no primeiro módulo trouxe para o primeiro módulo os profissionais Roseli Biage e Leonardo Castro, que realizaram palestra e atividades sobre a montagem e formatação de projeto cultural de incentivo fiscal; Fábio Cesnik, advogado especializado em direitos autorais e Lei Rouanet, da firma Cesnik, Quintana&amp;amp;Salinas (representantes de artistas como Daniela Mercury e Chico Buarque de Holanda, e a Escola Primeira de Mangueira, entre outros); Ana Carla Fonseca Reis, especialista que trabalha em projetos de Economia Criativa e Economia da Cultura em diversas instituições pelo país.&lt;br /&gt;Como para melhor certificar os participantes, foram montados grupos para a elaboração de projetos culturais concretos para avaliação por intermédio de tutorias via web e blog. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-8796316018115349395?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/8796316018115349395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/03/curso-de-capacitacao-para-museus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/8796316018115349395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/8796316018115349395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/03/curso-de-capacitacao-para-museus.html' title='Curso de Capacitação para Museus'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-6598327411203255951</id><published>2011-03-10T11:22:00.004-03:00</published><updated>2011-03-10T11:28:15.210-03:00</updated><title type='text'>Velhas Fazendas do Vale do Paraíba</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-8_kQnMFHfOw/TXjfOzkNvMI/AAAAAAAABs4/Ep0W_NgqLHI/s1600/22315510_4.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 259px; FLOAT: left; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5582457183578995906" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-8_kQnMFHfOw/TXjfOzkNvMI/AAAAAAAABs4/Ep0W_NgqLHI/s400/22315510_4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Apesar de acreditar que o tema é pretérito, as velhas fazendas do Vale do Paraíba, originárias do período áureo do café, são integrantes de uma estrutura pontual no contexto histórico regional e, portanto, necessário para o conhecimento amplo de um patrimônio a ser cuidado e entendido pelas gerações atuais e futuras.&lt;br /&gt;Desse modo, o relançamento da obra de Sérgio Buarque de Holanda “Velhas Fazendas do Vale do Paraíba” é uma contribuição impar, principalmente para o uso didático; além do que acessível ao bolso da maioria (R$ 25,00).&lt;br /&gt;Com desenhos de Tom Maia, amigo e estudioso do patrimônio valeparaibano, e apresentação dos historiadores Jean Marcel Carvalho França e Antônio Celso Ferreira, a obra é para os leigos uma iniciação ao mundo imperial, onde a influência européia, principalmente francesa, moldou a maneira de vestir, comer, morar e de comportar do brasileiro até a primeira metade do século XX.&lt;br /&gt;Vale a pena conferir para despertar para outros temas da nossa história.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-6598327411203255951?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/6598327411203255951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/03/velhas-fazendas-do-vale-do-paraiba.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/6598327411203255951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/6598327411203255951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/03/velhas-fazendas-do-vale-do-paraiba.html' title='Velhas Fazendas do Vale do Paraíba'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-8_kQnMFHfOw/TXjfOzkNvMI/AAAAAAAABs4/Ep0W_NgqLHI/s72-c/22315510_4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-563583750956212786</id><published>2011-03-09T11:07:00.002-03:00</published><updated>2011-03-09T11:15:12.564-03:00</updated><title type='text'>Livro de Renato Leite Marcondes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-vL-cCA4Ehwc/TXeJ0rpbu7I/AAAAAAAABsY/1hCgOhA57W8/s1600/Diverso%2Be%2BDesigual.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 228px; FLOAT: left; HEIGHT: 264px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5582081801311730610" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-vL-cCA4Ehwc/TXeJ0rpbu7I/AAAAAAAABsY/1hCgOhA57W8/s400/Diverso%2Be%2BDesigual.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Renato Leite Marcondes, professor do curso de economia da USP/Campus de Ribeirão Preto-SP, nascido em Lorena-SP, brinda seus admiradores com mais uma publicação séria e de grande competência.&lt;br /&gt;Neste livro, contribui com ampla evidência empírica sobre esse ponto, resultado de um trabalho de pesquisa da maior importância. Investigando, em todo o País, Listas derivadas da matrícula e classificação dos escravos, determinadas pela Lei do Ventre Livre, de 1871, reuniu dados para uma extraordinária amostra da população escrava naquele período: 112,7 mil cativos, correspondentes a 25,6 mil proprietários; 7,3 % do número total de escravos então existente. A amostra abrange catorze das vintes províncias, destacando-se a cobertura para São Paulo, onde os dados colhidos referem-se a 30 % do total da população escrava. O quadro em emerge desses dados confirma as pesquisas referidas acima. Acima de 70 % dos possuidores de escravos , em todas as províncias, tinham não mais do que quatro cativos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fonte:http://www.submarino.com.br/produto/1/21825764/www.submarino.com.br/produto/1/21825764 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-563583750956212786?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/563583750956212786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/03/marcondes-neste-livro-contribui-com.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/563583750956212786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/563583750956212786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/03/marcondes-neste-livro-contribui-com.html' title='Livro de Renato Leite Marcondes'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-vL-cCA4Ehwc/TXeJ0rpbu7I/AAAAAAAABsY/1hCgOhA57W8/s72-c/Diverso%2Be%2BDesigual.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-3345294015156279630</id><published>2011-03-03T16:36:00.000-03:00</published><updated>2011-03-03T16:37:23.449-03:00</updated><title type='text'>Polêmica na Casa de Rui Barbosa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Brasil está como sempre com seu revestimento de permanência e disfarce de ruptura. O que faz pensar no caráter pragmático dos acontecimentos “originais” sem nenhum resultado profundo.&lt;br /&gt;Sob o manto de ideologias questionáveis e anacrônicas, o país vem escamoteando e relegando problemas sérios nas áreas da educação e da cultura, preocupando-se com projetos aparentes, destituídos de substância e continuidade, fruto de uma estilizada reedição do populismo da primeira metade do século XX, onde a tutela do Estado concretiza ações pelas quais as soluções não atingem a democracia na sua principal acepção: o governo de um povo que forma a sua consciência na possibilidade de oportunidades igualitárias ao nível de acesso a todos os instrumentais do conhecimento humano; não apenas pelo repertório político arcaico, onde as discussões são inócuas e inteligíveis.&lt;br /&gt;Nesse sentido, coadunamos com as vozes discordantes a respeito da polêmica envolvendo o futuro dos trabalhos e dos projetos culturais da Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro e que culminou, felizmente com a queda daquele que não chegou assumir.&lt;br /&gt;A posição do ex-futuro diretor daquela casa, o sociólogo Emir Sader, é o espelho das afirmações acima expostas e mostra de maneira contundente o quanto a política pela política, sem comprometimento e conhecimento, pode arrasar continuidades quando demonstrada no âmago das instituições colocadas sob o crivo de homens despreparados que procuram tão somente servir de instrumento para demagogias governamentais de interesses múltiplos, fundamentalmente eleitorais a serviço de grupos políticos que visam o poder.&lt;br /&gt;Transformar uma instituição com caráter definido e postura de ação substancial, pautada em longo prazo, é colocar em descrédito o trabalho de um número infinito de profissionais das múltiplas áreas do conhecimento lá alocados. É desconsiderar a seriedade dos trabalhos, sobretudo os qualificantes deles gerados. O que demonstra uma total falta de conhecimento do trabalho da instituição, ou algo de dissimulação para fazer dela um trampolim para apadrinhados relegados ao segundo plano, como prêmio de consolação.&lt;br /&gt;Além de tudo, demonstra a total incompetência para reconhecer o valor da pesquisa cientifica nas sociedades modernas, principalmente nos diversos ramos das ciências humanas, cujo estopo é a formação social e cultural do individuo.&lt;br /&gt;Abrir a casa para discussões e debates pertinentes sobre temas fundamentais para a viabilização de um país melhor é obvio e importante, mas desde que instituídos como elementos participes de um conjunto amplo de variáveis, onde conceitos ideológicos e partidários se mostrem de maneira plural e não apenas como conceito de perpetuação do poder. Não há porque personalizar a instituição, pois antes de tudo possui uma identidade e uma herança histórica que tem contribuindo para entender o espectro social, político e econômico da nação, como poucas instituições têm realizado.&lt;br /&gt;A política de arranjo, descrição e divulgação dos acervos museológico e arquivistico, que conheço em parte, tem contribuído para o desenvolvimento de trabalhos que contam com a com a participação popular.&lt;br /&gt;E, mesmo que a vida intelectual tenha se especializado, como disse o sociólogo, existe nela um sentido de objetivos e olhares multidisciplinares, permeados nos diversos profissionais que ali estudam e pesquisam e, portanto, não incompatível com a inserção de outros paradigmas de trabalho.&lt;br /&gt;Grandes temas nacionais entram como peça complementar do quadro de atividades, mas nunca como um substitutivo. Ademais, o encetamento de temas gerais corre o risco de cair no vazio e mais uma vez encobrir velhas feridas, tratando-as com um público que infelizmente não possui instrumentalização suficiente para enxergar a estrutura e a envergadura de certos temas. Somos ainda um país de formação educacional falha e inconsistente.&lt;br /&gt;A Casa de Rui já é um espaço público por excelência, o que, aliás, inexiste no popularismo lulista, do tipo comunista sem causa. Um espaço de memórias diversificadas e multidisciplinar.&lt;br /&gt;Esperamos que, com a queda, ou possível demissão de Emir Sader, não venha repetir a escolha de pessoas sem conhecimento. Agora é esperar as políticas do Ministério da Cultura (leia-se de Ana de Hollanda), sem as desculpas de incompatibilidades com possíveis políticas.&lt;br /&gt;Está registrado o nosso protesto e a solidariedade aos que, por anos a fio, construíram e constroem o edifício iniciado por Rui Barbosa. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-3345294015156279630?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/3345294015156279630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/03/polemica-na-casa-de-rui-barbosa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/3345294015156279630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/3345294015156279630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/03/polemica-na-casa-de-rui-barbosa.html' title='Polêmica na Casa de Rui Barbosa'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-5273244586972676318</id><published>2011-01-24T10:55:00.000-02:00</published><updated>2011-01-24T10:56:28.884-02:00</updated><title type='text'>Arquivo Histórico de Pindamonhangaba</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É merecedor de elogios o trabalho desenvolvido pelo Arquivo Histórico Doutor Waldomiro Benedito de Abreu, no município de Pindamonhangaba. Tanto que pode ser designado como referencial de preservação e divulgação das fontes primárias produzidas nos séculos XVIII e XIX na região. Vê-se que existe uma direção consciente, historiadores, paleógrafos, técnicos e outros funcionários, trabalhando em equipe para a realização de um trabalho de gestão cultural nas áreas arquivistica e histórica, procurando disseminar o conhecimento histórico da região.&lt;br /&gt;Desde que se iniciou, em fevereiro de 2006, mostrou-se como um projeto que tinha objetivos claros, coerentes e, acima de tudo, o rigor científico necessário, graças ao convênio celebrado entre a Prefeitura Municipal de Pindamonhangaba e o Centro de Monitoramento Ambiental da Serra do Itapy (CEMASI).&lt;br /&gt;O acervo é composto principalmente por processos originários do Cartório do 1º Ofício do município, compreendendo inventários, testamentos e processos de natureza diversa, além de uma hemeroteca com os principais jornais antigos da cidade.&lt;br /&gt;Na primeira etapa do projeto foi realizado um diagnóstico do estado de conservação do acervo e na continuidade trabalhos de organização, higienização, transcrição paleográfica e informatização.&lt;br /&gt;Em novembro de 2008 saiu o primeiro número da revista “Documenta”, organizada pela equipe do arquivo com o objetivo de divulgar o acervo por meio de artigos e publicação do Catalogo Geral dos Inventários, Testamentos e Partilhas do período compreendido entre 1701-1910.&lt;br /&gt;Além disso, no site oficial da Prefeitura Municipal de Pindamonhangaba o internauta acessa o mesmo catalogo on-line dos processos, bem como notícias dos trabalhos do arquivo (www.pindamonhangana.sp.gov.br/arquivohistorico.asp)&lt;br /&gt;Vale à pena consultar, pois se trata de um rico acervo que reflete a realidade da região nos séculos XVIII e XIX, estando à espera de pesquisadores e historiadores.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-5273244586972676318?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/5273244586972676318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/01/arquivo-historico-de-pindamonhangaba.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/5273244586972676318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/5273244586972676318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/01/arquivo-historico-de-pindamonhangaba.html' title='Arquivo Histórico de Pindamonhangaba'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-4979260418564194658</id><published>2011-01-20T09:07:00.000-02:00</published><updated>2011-01-20T09:09:01.323-02:00</updated><title type='text'>A Importância da Genealogia para a História</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A genealogia é a ciência auxiliar da história. Tal afirmação tem raízes distantes no tempo, como também importância capital para o atual estágio da historiografia brasileira.&lt;br /&gt;Embora negligenciada, por sua característica positivista e, por isso mesmo, confundida com nobiliarquia, ela nunca foi tão utilizada como está sendo agora. É o resgate do seu valor enquanto necessário para cumprir o seu papel original, ou seja, conhecer amplamente os nossos antepassados, independente de sua origem social.&lt;br /&gt;Com o acirramento da pesquisa histórica nos últimos trinta anos, principalmente nos cursos de pós-graduação no Brasil, historiadores têm olhado para a genealogia como forma de embasar e compreender inúmeros aspectos sociais, econômicos e políticos do país no decorrer dos seus 500 anos de existência.&lt;br /&gt;No Vale do Paraíba, principalmente, pela falta de pesquisa, também como de visão historiográfica e metodológica, a genealogia é tida como um mero instrumento de para designar a ascendência genealógica, com nomes, datas e realizações individuais visando o enaltecimento de nobres famílias, pensado em reforçar as diferenças entre os indivíduos, seja pelo seu sobrenome ou pelo cargo que ocupou. &lt;br /&gt;Porém, por detrás de nomes e datas, existiram vidas inseridas em conjunturas e permanências ao longo da história. Segui-las por intermédio de incontáveis documentos é uma tarefa que acaba por ser uma iniciação para a pesquisa histórica.&lt;br /&gt;Primeiramente como curiosidade e depois como experiência lúdica, principalmente se trabalhada desde tenra idade, a partir da família, por intermédio de memórias, lembranças, fotografias guardadas no fundo do baú, esclarecendo como as pessoas viveram e morreram nas mais diferentes épocas e como estavam inseridas dentro do seu tempo.&lt;br /&gt;E, depois, na medida em que a dedicação ao assunto se desenvolve, nasce o espírito arguto da pesquisa, objetivando compreender a vida dos antepassados e, assim, a busca e o aprendizado pelo conhecimento das fontes históricas. Assim, a história se descortina no horizonte, numa busca incessante de compreensão do passado, presente e futuro, que deveria ser notada e adotada como uma maneira didática nas escolas públicas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-4979260418564194658?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/4979260418564194658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/01/importancia-da-genealogia-para-historia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/4979260418564194658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/4979260418564194658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/01/importancia-da-genealogia-para-historia.html' title='A Importância da Genealogia para a História'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-3365528367754088064</id><published>2011-01-19T11:37:00.002-02:00</published><updated>2011-01-19T17:35:22.504-02:00</updated><title type='text'>Os Testemunhos nos Processos Judiciais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Para um bom começo de ano, ativando o raciocínio através de novas leituras e releituras, optei pelo hábito saudável do retorno aos textos percorridos anteriormente. Salutar pelo motivo de trazer perspectivas diferentes, suscitando abordagens e ideias novas.&lt;br /&gt;Foi o caso de outra leitura do capítulo III do livro “A Herança Imaterial”, de Giovanni Levi, com o título “Três Histórias de Famílias: os núcleos parentais” (1).&lt;br /&gt;No exercício para rever leituras pretéritas, indo no sentido anti-horário da busca de novo aprendizado no ano que começa, tendo como base o referido texto, ocorreu-me discorrer especificamente sobre algumas observações que o autor coloca aos leitores sobre a questão de seguir os rastros de um grande número de indivíduos de determinada comunidade por intermédio das informações deixadas nos registros públicos. Tal texto fez pensar nos processos cíveis existentes nos cartórios judiciais das vilas e cidades do interior do país num período de mais de trezentos anos.&lt;br /&gt;Levi fala (p. 87) sobre a reconstrução prosopográfica (2) e biográfica de indivíduos e a precariedade que isso pode representar na pesquisa história. Segundo ele, através do resgate da vida de moradores de uma determinada comunidade conseguimos detectar uma história possivelmente mais ampla por intermédio de indivíduos selecionados socialmente, ou seja, que deixaram rastros em diferentes tipologias documentais por sua presença ativa na comunidade, podendo, a partir daí, reconstituir socialmente comunidades inteiras pelo conjunto de seus moradores. Porém, com o alerta de que não se consegue atingir a totalidade, correndo o perigo de chegar a resultados abstrativos da criatividade do pesquisador.&lt;br /&gt;Isso transposto para a nossa realidade documental-histórica, embora todas as limitações, remete-nos para a importância das testemunhas e dos envolvidos nos processos cíveis (3) amplamente diversificados, pois neles são encontradas pessoas comuns, com profissões e origens diversos, desde o mais humilde até ocupantes de cargos públicos.&lt;br /&gt;Neles encontramos olhares diferentes e variáveis quanto ao tipo de resolução das demandas sob a luz das leis portuguesas e brasileiras, principalmente das Ordenações Filipinas (4), que permaneceram como escopo de análise jurídica até 1916, quando foi aprovado o Código Civil Brasileiro.&lt;br /&gt;Além dos formatos discursivos judiciais e dos procedimentos processuais repetitivos, constante por longo número de folhas, lembrando as assertivas de Levi no capítulo III, existe um universo de possibilidades enquanto instrumento para dar voz a indivíduos que nem sempre tinha intensa representatividade social, o que aumenta a chance de análise das maneiras de pensar o mundo no período sob um foco diversificado, diferentemente das idéias meramente elitistas, no sentido de entender principalmente o homem colonial no Vale do Paraíba. As diferenças nas falas aparecem sedimentadas, fruto dos laços parentais complexos diluídos em atitudes inteligíveis e incompreensíveis no conjunto das relações intra-familiares.&lt;br /&gt;É obvio que se trata de uma tarefa hercúlea auscultar o sentido das palavras e os processos ideológicos imbricados na teia social do interior do país, mas fundamental para as tentativas de caracterizar modelos gerais dentro de uma lógica estrutural.&lt;br /&gt;Por enquanto, é importante despertar interesse por aquele tipo de fonte. Que o diga Maria Sylvia de Carvalho Franco (5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- LEVI, Giovanni. A Herança Imaterial: trajetória de um exorcista no Piemonte do século XVII. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000. Membro de uma família judaica, seu pai Ricardo Levi foi militante do grupo antifascista Giustizia e Libertà durante a Segunda Guerra Mundial o qual junto com a militância de seu tio Carlo Levi autor do clássico: Cristo se paró en Eboli; marcaria a forma de conceitualizar o mundo do jovem historiador. Junto com Carlo Ginzburg é reverenciado como fundador e pai da microhistória italiana. A qual é considerada como uma das aportações teóricas e prácticas mais importantes, inovadoras e frutíferas que se tem feito aos estudos históricos a partir da Revolução Cultural que significou o 1968.&lt;br /&gt;2- Prosopografia: "descrição de uma pessoa" (prosopon grego: "personagem (teatro)", quando "pessoa", "indivíduo" em geral.). Para os historiadores da antiguidade, a Prosopografia era uma ciência auxiliar da história, cujo objetivo foi o de estudar as biografias dos membros de uma categoria específica da sociedade, principalmente elites, social ou política . Por metonímia, "Prosopografia" inclui também o livro em que personagens são ordenados alfabeticamente e registos individuais, com uma descrição das características selecionadas para o estudo.&lt;br /&gt;3- Por processos cíveis, entende-se, aqui, a todos aqueles originários de demandas a serem resolvidas perante o judiciário, com a exceção dos inventários e testamentos. Em sua multiplicidade, citamos, entre outros, os crimes de diversas naturezas, as pelejas de medição e repartição de terras, cobranças de dividas, alforrias, vendas de heranças e de escravos.&lt;br /&gt;4- As Ordenações Filipinas não são portuguesas e nem brasileiras. Foram promulgadas por um monarca espanhol em 11 de janeiro de 1603 (Filipe III, na Espanha, ou Filipe II, quando rei em Portugal) e, aqui, no Brasil, vigoraram até 16 de dezembro de 1830. Depois, foram sucedidas pelo Código Criminal do Império, este construído a partir da Constituição Política do Império do Brasil, de 25 de março de 1824.&lt;br /&gt;5- FRANCO, Maria Sylvia de Carvalho. Homens Livres na Ordem Escravocrata. 3. ed. São Paulo: Kairós Livraria Editora, 1983. A autora trabalhou consultou inúmeros processos crimes da vila de Guaratinguetá, entre os anos de 1880 e 1890.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-3365528367754088064?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/3365528367754088064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/01/os-testemunhos-nos-processos-judiciais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/3365528367754088064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/3365528367754088064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/01/os-testemunhos-nos-processos-judiciais.html' title='Os Testemunhos nos Processos Judiciais'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-8066653647354382649</id><published>2011-01-17T09:14:00.000-02:00</published><updated>2011-01-17T09:15:12.628-02:00</updated><title type='text'>Retornando para a Escrita da História</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Prezados amigos&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um longo tempo passou. Nenhum texto postado ou divulgação necessária. Os compromissos de trabalho no Museu H.P. Conselheiro Rodrigues Alves e outros trabalhos impediram dedicação amiúde, refletindo a realidade de que não retomaria o compromisso que o blog se propôs desde a primeira postagem.&lt;br /&gt;Reafirmo o compromisso na continuidade de comunicar e divulgar a história e a cultura valeparaibana, no sentido de colocar em pauta e visibilidade a necessidade que todos nós temos com a região, principalmente em proporcionar uma visão renovada dos estudos históricos e do patrimônio histórico documental.&lt;br /&gt;A ideia é reiterar que estamos em atraso em comparação com outras regiões no que corresponde ao conhecimento da realidade, seja no passado ou no presente.&lt;br /&gt;É preciso estar atento aos rumos da pesquisa histórica, que tem um desenvolvimento dinâmico, e que o Vale do Paraíba não está plenamente inserido, salvo casos isolados no universo acadêmico.&lt;br /&gt;Nossos professores, alunos, doutores e a população em geral, estão à margem do processo de integração regional. E as instituições, em sua maioria, continuam estanques.&lt;br /&gt;Em 2011 teremos o simpósio de história do Vale do Paraíba, com tema relacionado ao patrimônio documental e a sua pertinência com a educação, e tal momento será um apelo para a transformação e integração, no sentido de buscar com afinco uma compreensão real do seu papel desde o período colonial até a atualidade, como forma de reversão da inércia que a partir da segunda metade do século XX se instalou nas estruturas sociais de diversas localidades da região.&lt;br /&gt;Por fim, espero continuar contribuindo com os fiéis seguidores, aumentando cada vez mais o raio de ação; que é claro necessita do seu apoio contínuo ao acessar o blog.&lt;br /&gt;A todos, um ano repleto de sucessos e mudanças. Muito obrigado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-8066653647354382649?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/8066653647354382649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/01/retornando-para-escrita-da-historia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/8066653647354382649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/8066653647354382649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2011/01/retornando-para-escrita-da-historia.html' title='Retornando para a Escrita da História'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-456170305117126168</id><published>2010-08-29T06:57:00.001-03:00</published><updated>2010-08-29T07:06:31.964-03:00</updated><title type='text'>Joaquim Nabuco Essencial</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/THowzOC-LfI/AAAAAAAABqI/yceejqfLxPg/s1600/img562.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 202px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5510770750543244786" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/THowzOC-LfI/AAAAAAAABqI/yceejqfLxPg/s320/img562.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;O conjunto de escritos de Joaquim Nabuco é resultado de uma vida intensa e do olhar definido sobre aspectos importantes da história do país na segunda metade do século XIX. Mas, são obras pouco difundidas e, consequentemente, desconhecidas do grande público. Com exceção de “Minha Formação” e “Abolicionismo”, outros escritos ficaram restritos ao público acadêmico. E, que agora, em parte, estão acessíveis por bom preço e poderão servir de leitura atenta para historiadores e leigos com o lançamento da obra “Joaquim Nabuco Essencial”, pertencente ao selo Companhia das Letras/Penguin, sob a coordenação do historiador pernambucano Evaldo Cabral de Melo, com introdução, notas e cronologia.&lt;br /&gt;Joaquim Nabuco foi um dos grandes símbolos brasileiros da luta pela abolição dos escravos e da diplomacia brasileira. Serviu cargos consulares em diversos países da Europa e o primeiro embaixador brasileiro em Washington, além de ter sido o responsável pela defesa do território nacional na questão de fronteiras com a Guiana Inglesa, ocasião em que elaborou um estudo pormenorizado sobre o assunto.&lt;br /&gt;Na obra recém lançada divide-se em dois eixos principais: Textos Abolicionistas e Textos Políticos e Historiográficos. No primeiro eixo o leitor poderá ler Massangana; O Abolicionismo; Campanha Abolicionista no Recife, 1884; Dois Opúsculos; Discursos Parlamentares. E, em textos Políticos e Historiográficos: Balmaceda; a Intervenção Estrangeira, Um Estadista do Império e Conferências nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;Vale conhecer, principalmente por abranger os períodos do Império e da República. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-456170305117126168?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/456170305117126168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/08/joaquim-nabuco-essencial.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/456170305117126168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/456170305117126168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/08/joaquim-nabuco-essencial.html' title='Joaquim Nabuco Essencial'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/THowzOC-LfI/AAAAAAAABqI/yceejqfLxPg/s72-c/img562.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-4567054613325157621</id><published>2010-08-19T09:41:00.001-03:00</published><updated>2010-08-19T09:43:30.614-03:00</updated><title type='text'>Honoré de Balzac e o Vale do Paraíba</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TG0moNia5JI/AAAAAAAABqA/o81h2TiuxNQ/s1600/balzac.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 252px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5507100391614637202" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TG0moNia5JI/AAAAAAAABqA/o81h2TiuxNQ/s320/balzac.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Em 18 de agosto de 1850 morria o escritor francês e imortal da literatura universal Honoré de Balzac. E para quem conhece parte de sua obra, não poderia deixar de lembrar a data e escrever algumas linhas sobre um gênio que ousou dedicar a sua vida para a literatura. Homem que sofreu atribulações no decorrer da vida e mesmo assim construiu uma obra gigantesca, incomparável e única.&lt;br /&gt;Inúmeros foram os escritores e intelectuais que reconheceram ter aprendido muito mais sobre a história da França em seus livros do que em qualquer outra obra.&lt;br /&gt;Balzac construiu por romances uma história da sociedade francesa do final do século XVIII e XIX, através de incontáveis personagens e temas, que ele próprio intitulou de “A Comédia Humana”. Um retrato social do país percorrendo principalmente pessoas socialmente bem colocadas, mas também anônimos e coadjuvantes, expressando ideias, ideais e psicologia. Parece não haver comparativos nesse campo e isso faz lembrar o quanto a literatura é importante para a história, por trazer no seu bojo a vida em seu cotidiano. Guardada as devidas proporções e não entrando em méritos de discussão de comparações pontuais sobre a questão narrativa ou as maneiras diferenciadas de se construir textos históricos e literários, o conjunto da obra de Balzac faz pensar sobre o elemento humano enquanto agente da história, podendo dele extrair incontáveis sugestões de pesquisa histórica para a região do Vale do Paraíba, seja em fontes oficiais ou na literatura, como, por exemplo, no último caso, Monteiro Lobato, Waldomiro Silveira, Cassiano Ricardo e, mesmo na música, como Dilermando Reis, Bonfiglio de Oliveira e tantos outros.&lt;br /&gt;Todos trazem marcas da história, reflexos de pensamento de época, maneiras de agir e sentir, relacionamentos amorosos, conflitos cotidianos de vizinhos e outros acontecimentos, que muito significam para a construção histórica.&lt;br /&gt;O caso do Vale do Paraíba, nesses aspectos, se constitui em riqueza ímpar, por sua antiguidade, cronologicamente do XVI ao XX, de personagens múltiplos, óbvios e esquecidos. Pautando em Balzac, por sua multiplicidade de homens e mulheres, vivendo à margem da história, surgem as perguntas, onde estarão os índios, com suas tabas e costumes?; o que seria o bandeirante valeparaibano?; qual seria o ideal de vida do sitiante, da prostituta, do seleiro, do carpinteiro? Como se dava na realidade o relacionamento entre eles? E o que dizer das mulheres solteiras com filhas, sendo de famílias conhecidas como tradicionais? Que atitudes pautava o senso comum diante de fatos escandalosos no seio das famílias? Existiriam rejeições, aceitações e acomodações? Hoje meu inimigo, amanhã, meu amigo, laços de parentesco ora dissociados, ora acoplados as conveniências de cada conflito. E a grande massa de agricultores, qual seria sua visão de mundo, mesmo sendo eles pertencentes ao quadro dos iletrados? E os operários, os fazendeiros falidos com famílias? Onde estará a grande massa da história no Vale do Paraíba?&lt;br /&gt;Estão nos escritos particulares perdidos no baú das famílias, nos processos de crime, briga de terras, execuções de hipotecas, reclamações trabalhistas, na cultura oral não resgatada, enfim, em documentos que não pegamos. Neles, as vozes dos anônimos falam e deixa perceber o quanto do cotidiano do Vale ainda não se conhece.&lt;br /&gt;Nos 160 anos da morte de Balzac, sua obra literária ensina ao historiador o olhar diferente, ousado, para buscar no conjunto as pequenas partes que compõe o significado das relações esquecidas. E nos diz que a história do Vale precisa de um novo pensamento e uma nova escrita.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-4567054613325157621?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/4567054613325157621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/08/honore-de-balzac-e-o-vale-do-paraiba.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/4567054613325157621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/4567054613325157621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/08/honore-de-balzac-e-o-vale-do-paraiba.html' title='Honoré de Balzac e o Vale do Paraíba'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TG0moNia5JI/AAAAAAAABqA/o81h2TiuxNQ/s72-c/balzac.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-4999208905387309810</id><published>2010-08-17T11:09:00.003-03:00</published><updated>2010-08-17T11:22:40.954-03:00</updated><title type='text'>Tema para o Simpósio de História do Vale do Paraíba - Nossa Proposta foi Vencedora</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TGqYqk-1B5I/AAAAAAAABpo/tFCbEt4Ymss/s1600/Logo+Tema+do+Simp%C3%B3sio.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 49px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5506381351662978962" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TGqYqk-1B5I/AAAAAAAABpo/tFCbEt4Ymss/s320/Logo+Tema+do+Simp%C3%B3sio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;A documentação do Vale do Paraíba sempre foi uma preocupação em minha experiência de vinte e cinco anos trabalhando com pesquisa histórica. Primeiro por conhecer de perto a riqueza nela contida; em segundo, por ver a situação de conservação e guarda dos acervos da região; em terceiro, por saber que minimamente foi utilizada para o aprimoramento do conhecimento histórico na região.&lt;br /&gt;Partindo dessas premissas é que propus no último dia 14 de agosto, em São Luiz do Paratinga, o tema “Documentação, Pesquisa e Educação: Um Novo Pensamento para a História do Vale do Paraíba”, que foi aprovado e que será discutido no próximo Simpósio de História do Vale do Paraíba, no Centro Salesiano de Lorena, sob a batuta do Instituto de Estudos Valeparaibanos.&lt;br /&gt;Em todos esses anos, poucos foram os historiadores que renovaram a historiografia valeparaibana por meio de documentos inéditos. Poucas foram as medidas de preservação colocadas em prática. A falta de incentivo por parte das academias e das universidades, e o precário ensino da história e da arquivística deram margem para tais situações. A região está ilhada, necessitando urgentemente viabilizar projetos de conservação, guarda e elaboração de instrumentos de pesquisa capaz de colocar a região no rol de desenvolvimento alcançado por outras localidades do país, para, assim, acompanhar as novas tendências historiográficas em pauta nos mais importantes cursos de pós-graduação. O Vale do Paraíba é uma das mais antigas regiões de São Paulo e, portanto, com um patrimônio antigo a ser preservado. E, na onda de preservação do meio ambiente e da cultural imaterial, ficaram esquecidos os arquivos e os documentos.&lt;br /&gt;E, para tanto, é adequado colocar em pauta três grandes eixos importantes para o tema: a conservação e divulgação das fontes documentais, a pesquisa histórica na região, educação e pesquisa histórica na construção do conhecimento e da cidadania.&lt;br /&gt;O primeiro, pela situação de muitos arquivos, particulares, institucionais ou governamentais, estarem em condições precárias de guarda e conservação, por falta de conhecimento, informação e gestão adequada. São situações que demandam projetos técnicos elaborados por profissionais de diversas áreas e, portanto, orçamentos específicos e de alto custo; o que obriga a recorrer ao incentivo cultural, por vezes, complicados, burocráticos e desconhecidos, por grande parte dos dirigentes e funcionários detentores de acervos. A proposta seria colocar em pauta as diferentes demandas existentes no setor, desde as configurações técnicas de abrigar, conservar e divulgar, até as questões de ordem burocrática técnica para elaboração de projetos e captação de verbas, congregando elementos das esferas governamentais, acadêmicas (gestores, professores e alunos), pesquisadores, e o mais importante, as comunidades onde existem acervos, pois a principal meta da preservação e divulgação de um patrimônio advém do conhecimento de sua importância por parte da população.&lt;br /&gt;O segundo eixo, a pesquisa histórica no Vale do Paraíba, se reveste na intenção de criar novos mecanismos de incentivo à pesquisa e ao conhecimento das fontes existentes, bem como a contínua prática e exercício da profissão de historiador, principalmente na seara acadêmica, com o fim de escrever, reescrever e pensar a região, de maneira que seja aceita e reconhecida de qualidade e de superior contribuição para o conhecimento. Dentro destes pressupostos, entra em discussão, entre tantos itens, o ensino da pesquisa histórica nas academias da região, a prática de conhecimentos teóricos obtidos na graduação sob a perspectiva de estágios em arquivos; leitura e interpretação de documentos; continuidade dos trabalhos de conclusão de curso (TCC); iniciação científica; e encaminhamento, através de cotas, de alunos de faculdades particulares regionais para os cursos de pós-graduação das grandes universidades brasileiras, com temáticas que coloque em pauta o Vale do Paraíba. Formação de grupos de estudos continuados seja dentro ou fora das universidades, incentivados por entidades como a FAPESP, CNPq e outras.&lt;br /&gt;O terceiro e último eixo, a questão fundamental do ensino da história nas escolas particulares e públicas na região, tendo em vista a valorização do patrimônio e da cidadania através do estudo histórico, aplicando para tanto, propostas que transformem a pesquisa histórica em conhecimentos disseminados para a comunidade pela via da educação na fase de formação do individuo. Projetos que possibilitem trabalhar com documentos em salas de aula, de maneira lúdica, onde se deve discutir temas que despertem a busca do conhecimento pela pesquisa.&lt;br /&gt;Assim, quero crer que as possibilidades de mudança estão abertas e todas as propostas para elaboração de um simpósio de qualidade serão bem aceitas. Que os responsáveis pela organização do próximo simpósio do IEV estejam atentos para as ideias aqui colocadas como de outras que virão. Vamos continuar com o tema.&lt;br /&gt;Agradeço o apoio do Professor Nelson Pesciotta, Presidente do IEV; Professor Diego Amaro de Almeida; alunos, ex-alunos e professores de História da Unisal, e a todos os presentes na Assembléia de aprovação do tema. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-4999208905387309810?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/4999208905387309810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/08/tema-para-o-simposio-de-historia-do.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/4999208905387309810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/4999208905387309810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/08/tema-para-o-simposio-de-historia-do.html' title='Tema para o Simpósio de História do Vale do Paraíba - Nossa Proposta foi Vencedora'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TGqYqk-1B5I/AAAAAAAABpo/tFCbEt4Ymss/s72-c/Logo+Tema+do+Simp%C3%B3sio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-4923216618710095129</id><published>2010-08-16T16:16:00.008-03:00</published><updated>2010-08-16T17:07:49.140-03:00</updated><title type='text'>Revendo São Luiz do Paraitinga</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TGmStD1M1nI/AAAAAAAABpQ/JkzjMGi3hg0/s1600/DSC02793.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 204px; FLOAT: left; HEIGHT: 145px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5506093322257356402" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TGmStD1M1nI/AAAAAAAABpQ/JkzjMGi3hg0/s320/DSC02793.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TGmQtyhPz9I/AAAAAAAABpI/Vxk6I3Lefi8/s1600/DSC02787.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 192px; FLOAT: left; HEIGHT: 147px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5506091135766876114" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TGmQtyhPz9I/AAAAAAAABpI/Vxk6I3Lefi8/s400/DSC02787.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; O último dia do Simpósio de História do Vale do Paraíba-2010 teve lugar em São Luiz do Paraitinga-SP, onde tivemos a oportunidade de constatar a força dos moradores daquela cidade diante da calamidade ocorrida em janeiro último, quando parte da área urbana ficou submersa pelas águas do Rio Paraitinga.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TGmTVg4A0aI/AAAAAAAABpY/8S-c9VvIpM8/s1600/DSC02823.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 195px; FLOAT: left; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5506094017248547234" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TGmTVg4A0aI/AAAAAAAABpY/8S-c9VvIpM8/s320/DSC02823.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Contando com ajuda de diversas localidades e de vários órgãos de preservação a cidade está renascendo com força renovada e o seu símbolo maior, os casarões do século XIX, continuam, em parte, de pé, e os que caíram serão reconstruídos.&lt;br /&gt;Mas o maior patrimônio, que é a sua gente, continua a mostrar a sensibilidade, a hospitalidade e a simplicidade costumeiras, mantendo a energia de sua raça e a tradição imaterial única e importante na região, como símbolo de um povo. Como tivemos a oportunidade de ver e ouvir através do cordel do Ditão, artista e morador na cidade: “caíram as casas, mas o povo não esmoreceu. Passou e agora estamos firmes para continuar a cidade.&lt;br /&gt;Todos estão de parabéns por retirar dos escombros a coragem para continuar viver. Viver que é a essência da história.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-4923216618710095129?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/4923216618710095129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/08/revendo-sao-luiz-do-paraitinga.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/4923216618710095129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/4923216618710095129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/08/revendo-sao-luiz-do-paraitinga.html' title='Revendo São Luiz do Paraitinga'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TGmStD1M1nI/AAAAAAAABpQ/JkzjMGi3hg0/s72-c/DSC02793.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-7507046679396362420</id><published>2010-08-10T12:45:00.003-03:00</published><updated>2010-08-10T12:52:31.738-03:00</updated><title type='text'>Fontes Primárias - Produção, Patrimônio, Conservação e Divulgação: Repensando a História do Vale - Um Tema para o Próximo Simpósio do IEV</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Com o avanço da historiografia desde a década de 1970, pela produção acadêmica, revolucionando o olhar sobre a história do Brasil, a importância das fontes primárias teve novo vigor, seja para novas interpretações ou para sua conservação como patrimônio.&lt;br /&gt;Os principais historiadores, como agentes do pensamento histórico e, ao mesmo tempo, como difusores do conhecimento, seja nas salas de aula ou em grupos de pesquisas, contribuíram fundamentalmente para que houvesse uma revisão de conceitos e práticas na escrita da história, aplicando métodos e teorias que deram abertura e dinamismo ao diálogo com documentos considerados tradicionais e positivistas.&lt;br /&gt;Tomando exemplos de autores franceses, americanos, ingleses, historiadores, economistas, antropólogos e sociólogos reinvestiram em temas já estudados e retiraram das fontes escritas verdades até então escondidas no submundo das grandes estruturas, fazendo ver para a comunidade científica que autores como Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda, tinham razão ao valorizar o uso de fontes escritas na elaboração da história. O que gerou, consequentemente, liberdade de ação para pensar nas múltiplas e complexas facetas da formação brasileira, revolucionando, desse modo, a maneira de valorizar o documento, analisar suas formas e escrever sobre temas consolidados que não correspondiam com a realidade histórica. A cada retorno ao mesmo documento ou a outros complementares ao tema que investigavam, outros links se abriram e novas propostas de pesquisa surgiram no cenário acadêmico, realçando a importância das fontes primárias sob outro prisma e, assim, a necessidade da releitura, da conservação, divulgação desse patrimônio.&lt;br /&gt;Atualmente, as grandes universidades têm produzido muito dentro dessa perspectiva, principalmente a USP, a UFF, a UFRJ, a Unicamp e tantas outras. Nunca se produziu tanto na história do Brasil, sejam temas gerais ou regionalistas. Os protagonistas saíram a campo em busca de arquivos em regiões interioranas e os resultados foram estudos de caráter regional que deram dinamismo ao mundo da economia, da política e da sociedade em diversas localidades e momentos da história. As grandes editoras do país, mesmo as médias ou menores, tem dado ênfase em publicar os resultados dessa nova fase. E, agora, estão interessados no Vale do Paraíba, a academia, os professores e as editoras.&lt;br /&gt;E nós, o que estamos fazendo? Onde nos encontramos? Talvez seja injusto dizer – não acompanhamos a dinâmica produção histórica dos últimos 30 anos. Não exploramos o nosso patrimônio documental, não o colocamos no patamar devido. Estamos perdendo o bonde da história. Estamos deixando passar a oportunidade de colocar no cenário brasileiro a região e os nossos pesquisadores.&lt;br /&gt;O vale é rico em história, por ser local antigo e ligado aos primeiros tempos da colonização e a documentação mostra a multiplicidade de caminhos para revisitar, escrever e reescrever a nossa história.&lt;br /&gt;Não produzimos na academia ou fora dela; não conservamos e não divulgamos; não socializamos o conhecimento do Vale do Paraíba e de seu patrimônio. Tudo individual, doméstico, difícil.&lt;br /&gt;Está na hora de pensar e colocar em prática as inúmeras possibilidades que a documentação escrita pode trazer seja para o público acadêmico, para especialistas de outras áreas, para alunos, ou para o homem valeparaibano.&lt;br /&gt;A região não foi somente o café, luxo, o escravo e o fazendeiro. Foi muito mais. Um mais que desconhecemos e, portanto, não entendemos e não preservamos.&lt;br /&gt;E a proposta é redirecionar projetos que modifique a situação de marasmo que se encontra a documentação e a pesquisa no Vale do Paraíba, abrindo a partir daí, possibilidades de socialização do conhecimento através da conservação e divulgação das fontes escritas. O documento não está em si apenas, mas no diálogo que proporcionarmos a ele e vice-versa.&lt;br /&gt;Para o próximo Simpósio de História do Vale do Paraíba, que se concretize esse tema, para assim, abrirmos temas correlatos ao assunto. E que seja realizado em Guaratinguetá, uma das mais antigas vilas da região. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-7507046679396362420?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/7507046679396362420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/08/fontes-primarias-producao-do.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/7507046679396362420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/7507046679396362420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/08/fontes-primarias-producao-do.html' title='Fontes Primárias - Produção, Patrimônio, Conservação e Divulgação: Repensando a História do Vale - Um Tema para o Próximo Simpósio do IEV'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-7163448259229563522</id><published>2010-08-07T08:22:00.002-03:00</published><updated>2010-08-07T08:27:09.541-03:00</updated><title type='text'>As Roças de Bento Rodrigues Caldeira – Século XVII</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O povoamento do atual município de Lorena está ligado ao caminho para as Minas Gerais, ao aprisionamento de índios, mas, sobretudo pela existência de extensas áreas de fronteira comercial e agrícola, que contribuiu para o estabelecimento de famílias nessas áreas, onde existiram atividades econômicas concomitantes. A primeira, de necessidade primária, que foi a utilização da terra para sobrevivência, por aqueles que não possuíam cabedais suficientes para expedições ao sertão dos minérios; a segunda, em função da estratégica localização no caminho para as Minas Gerais, que possibilitou a formação de um estreito relacionamento socioeconômico intra-regional por intermédio de redes de crédito, abastecimento e transporte de mercadorias.&lt;br /&gt;Portanto, o povoamento da região está ligado mais ao circuito enunciado do que aos grandes empreendimentos bandeirantes para aprisionamento de índios ou unicamente mineração, mas por motivos ligados entre si que configuram uma realidade histórica distinta e complexa vida social e econômica. Havia possibilidades de ascensão, mesmo que fosse por uma vida sedentária. Assim, como existiam homens dispostos ao espírito de aventura, mudando de área através de bandeiras ou por iniciativa própria, levando consigo suas famílias, também existiam homens que fizeram o verdadeiro povoamento do Vale do Paraíba, recebendo sesmarias, cultivando suas roças e criando raízes por via do casamento com seus vizinhos de terra.&lt;br /&gt;Como a título de exemplo referido, o possivelmente paulista Bento Rodrigues Caldeira, que se estabeleceu em terras de Lorena no final do século XVII, quando a dinâmica comercial entre Minas Gerais e o Vale do Paraíba já estava estabelecida por intermédio do comércio para abastecimento, transporte de mercadorias e ouro. Uma breve leitura do seu inventário mostra um reflexo momentâneo da situação econômica naquele período.&lt;br /&gt;Suas famosas “roças”, citadas em alguns documentos, fora possivelmente adquiridas por sesmaria, devido ao seu tamanho, que em termos de área representava o tamanho padrão da doação de terras feitas pelo governo português naquele momento: quinhentas braças de terras, no porto de Pacarê (Guaipacaré), e outras duzentas braças com légua e meia de sertão em lugar não determinado pelo documento.&lt;br /&gt;Ao falecer em 1712, deixando viúva Maria Ribeiro Baião e nove filhos de dois casamentos, sendo seis homens e três mulheres, Bento Rodrigues Caldeira possuía uma situação econômica favorável, mas não exclusivamente pela exploração e uso das terras, mas por outras atividades paralelas. O total dos bens, avaliados pelo Capitão Manuel da Costa Cabral e pelo Capitão Thomé Rodrigues Nogueira do Ó, alcançou o monte bruto de 10:524$360 (dez contos, quinhentos e vinte e quatro mil e trezentos e sessenta reis), quantia considerável para a época, sendo que deste, pouco mais da metade eram dívidas ativas (55%), ou seja, de pessoas que a ele deviam, e o restante, em escravos (3:132$000), gado vacum, roça lavrada, terras e trastes domésticos.&lt;br /&gt;Nas terras possuía um canavial, sem denominação de quantidade, e criava gado (17 cabeças adultas, 8 bezerros e 3 novilhas), cabras (6 cabeças) e porcos (12 cabeças e 2 capados grandes); e plantava, este, avaliado em cem mil réis.&lt;br /&gt;Os escravos, em número de trinta e seis, em certo sentido impressionante por não se conhecer as formas de sua utilização, estavam representados principalmente por pequenos núcleos parentais, ao contrário do que dizia a historiografia a respeito da constituição de famílias na sociedade escravista. Do total, 21 eram mulheres, em parte viúvas ou recém-nascidas e algumas órfãs. Eram negros guiné e carijó, constituídos por marido e mulher, com filhos e sem filhos, avaliados entre 10$000 réis (dez mil réis), no caso uma criança recém-nascida, e 200$000 (duzentos mil réis), homem ou mulher adultos.&lt;br /&gt;Os trastes domésticos que, ao contrário do imaginário histórico prevalecente, denotam a extrema simplicidade que vivia o valeparaibano no inicio dos setecentos: uma casa de palha sem móveis e a ausência de roupas que merecessem avaliação, a exceção de um capote azul usado, avaliado em 6$000 (seis mil réis). Uma casa que parece mais abrigar apetrechos para a produção da pinga, do que local de morada, o que é corroborado pela presença de tachos de cobre, tamboladeira, caldeirinha, machado, exó e um alambique de cinquenta libras. Não se teve notícias de uma casa para os escravos. Com artigo de luxo, somente dois cordões de ouro, com 53 oitavas, avaliados em 64$200 (sessenta e quatro mil e duzentos e réis).&lt;br /&gt;No setor de dívidas ativa é interessante observar que o dinheiro foi marcante como fonte de renda e crédito no período. As dívidas de Bento Rodrigues estavam espalhadas entre trinta indivíduos de localidades diversas, como Taubaté, Guaratinguetá, Rio de Janeiro, São Paulo, Lorena e no Caminho paras as Minas. Embora não exista discriminado o objeto gerador do crédito, por vezes, podia representar todo tipo de transação, agrícola ou comercial, que, em alguns casos, levava anos para saldar, passando aos herdeiros o direito de cobrar, fosse durante o processo de inventário ou posteriormente.&lt;br /&gt;Assim, um estudo serial e com análise mais profunda, principalmente para a segunda metade do século XVIII, traria intermináveis respostas da vivência do homem colonial na região, percebendo que muito do que reproduzimos pode não corresponder com a realidade histórica. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fonte: Museu Frei Galvão/Arquivo Memória de Guaratinguetá. Inventário de Bento Rodrigues Caldeira, 1712.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-7163448259229563522?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/7163448259229563522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/08/as-rocas-de-bento-rodrigues-caldeira-na.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/7163448259229563522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/7163448259229563522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/08/as-rocas-de-bento-rodrigues-caldeira-na.html' title='As Roças de Bento Rodrigues Caldeira – Século XVII'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-5348107213588165839</id><published>2010-08-04T16:53:00.004-03:00</published><updated>2010-08-04T17:18:20.239-03:00</updated><title type='text'>Lembranças em Documentos: O Desatre do Bonde - 1952</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TFnFrJroRYI/AAAAAAAABmw/vN6by8OHXDc/s1600/DSC02607.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 230px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5501645764933731714" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TFnFrJroRYI/AAAAAAAABmw/vN6by8OHXDc/s320/DSC02607.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;São interessantes as lembranças que possuímos das histórias contadas por nossos país e avós. Muito mais ainda, são importantes, por proporcionarem curiosidade e possibilidade de pesquisa histórica nos documentos, como forma de conhecer o fato em si e as suas correlações com a época.&lt;br /&gt;Sendo assim, para os vários casos que a memória registrou em flashes, podemos descobrir documentos que poderão servir de instrumento de averiguação e análise, contrapondo memória e história. Entre eles, séries documentais pouco utilizadas: processos crimes, processos do júri e processos cíveis. Principalmente os inquéritos policiais que registraram as várias faces de um mesmo acontecimento pela ótica de suas diversas testemunhas.&lt;br /&gt;Seguindo tal raciocínio, é que relato, como simples ilustração, a memória sobre o acidente numa antiga linha de bondes e que foi contado por muitos e registrado nos documentos do judiciário.&lt;br /&gt;Acidentes envolvendo veículos e pessoas não é um fato dos dias atuais, pois, com o advento dos meios de transportes movidos a motor ou energia, principalmente no inicio do século XX, sempre estiveram presentes no cotidiano das grandes e médias cidades do país, fossem eles de particulares ou de transporte público.&lt;br /&gt;Em Guaratinguetá e Aparecida não foi diferente, principalmente por casos envolvendo os bondes que circulavam entre as duas cidades. Sendo um deles, objeto de lembrança específica de meus pais e que ocorreu em 1952 no município de Aparecida, quando, na oportunidade, um dos veículos saltou dos trilhos e chocou-se com uma casa, vitimando uma pessoa.&lt;br /&gt;O acidente gerou inquérito policial na vizinha cidade de Guaratinguetá. E no processo, finalmente verifiquei corretamente como aconteceu o fato.&lt;br /&gt;A linha de bondes ligando as duas cidades, naquele período, pouco antes do encerramento das suas atividades (1956), tinha sua garagem estabelecida em Guaratinguetá, na esquina das ruas Doutor Martiniano e Comendador João Galvão, saindo dali para o município vizinho, onde, segundo descreveu o saudoso poeta aparecidense Sebastião Papandréa, seguia "... pela Avenida Zezé Valadão, ganhando depois a Rua Barão do Rio Branco... subindo depois pela Rua Oliveira Braga (antiga Rua Nova), passando pela Travessa Dezessete de Dezembro (rua do antigo Cine Aparecida), para chegar ao ponto final, próximo à Farmácia Nossa Senhora Aparecida...". E retornava novamente pela Rua Oliveira Braga, refazendo o mesmo trajeto de volta para Guaratinguetá, onde na Rua Rio Branco "... exisitia uma espécie de micro-rotatória, onde os bondes cruzavam em bitolas diferentes".&lt;br /&gt;Foi justamente, no cruzamento referido, ao final da descida da Rua Oliveira Braga, esquina com a Rua Barão do Rio Branco, que aconteceu, no dia 13 de janeiro de 1952, por volta das 22:30, um acidente com o Bonde nº 7, da marca “The J.O.Brill, Cos.”.&lt;br /&gt;Segundo o apurado pelo inquérito policial, a causa foi a fratura e total ruptura do varão longitudinal esquerdo do bonde, que impediu a atuação da alavanca de freios, ocasionado assim a perda do sistema de segurança. O que fez com que o bonde, dirigido pelo motorneiro Cornélio de Abreu e por Francisco Moreira dos Santos (Cabo Chicão), descesse em desembalada pela Rua Oliveira Braga, indo chocar-se violentamente com uma banca de jornal, que ficou totalmente destruída, com o prédio nº 3 da Rua Barão do Rio Branco, de propriedade do espólio de Maria Cândida Borges, ocasionando sérios estragos na mesma e no Bar São Benedito localizado ao lado da referida casa, pertencente a Dona Kaio Fukuda, que entrou, logo após, com pedido de ressarcimento pelos estragos sofridos. O veículo sofreu danos na parte frontal, principalmente no painel de controle, na alavanca dos freios mecânicos, no tejadilho, na divisão da cabina, nos três primeiros bancos e nos balaustres esquerdos. Segundo o depoimento das testemunhas, havia, naquele horário, que era último, excesso de lotação, sendo uma das vítimas foi Vicente Ourique de Aguiar e outros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Imagem: Casa atingida pelo bonde. Processo Inquerito Policial - 1952 - Primeiro Ofício. Museu Frei Galvão/Arquivo Memória de Guaratinguetá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-5348107213588165839?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/5348107213588165839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/08/sao-interessantes-as-lembrancas-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/5348107213588165839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/5348107213588165839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/08/sao-interessantes-as-lembrancas-que.html' title='Lembranças em Documentos: O Desatre do Bonde - 1952'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TFnFrJroRYI/AAAAAAAABmw/vN6by8OHXDc/s72-c/DSC02607.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-7794924062188825034</id><published>2010-08-02T21:41:00.000-03:00</published><updated>2010-08-02T21:44:43.488-03:00</updated><title type='text'>Uma mulher Parda e seu Testamento - Século XIX</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TFdmFTSu74I/AAAAAAAABlA/Kiyt8_t2UW0/s1600/enterro%2520de%2520uma%2520negra%2520debret.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 222px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5500977711120576386" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TFdmFTSu74I/AAAAAAAABlA/Kiyt8_t2UW0/s320/enterro%2520de%2520uma%2520negra%2520debret.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;A renovada historiografia brasileira dos últimos anos tem demonstrado que inúmeras verdades consolidadas não passam do resultado de interpretações pontuais transformadas em leis gerais.&lt;br /&gt;E no universo feminino a regra não foi diferente, embora muita coisa tenha se observado nos últimos tempos.&lt;br /&gt;Retornando aos documentos, os historiadores observaram uma realidade diferente para as mulheres em fins do período colonial e inicio do século XIX. E são aspectos principalmente no universo feminino de negras, pardas, crioulas e índias no Vale do Paraíba.&lt;br /&gt;Notadamente encontramos muitos processos crimes envolvendo alforriados e escravos, o que em dado momento se faz interpretar que aquela camada da população somente tivesse seus direitos vistos aos olhos do dominador, quando haveria de ser pesada a pena, mas a verdade é que se nota um relacionamento social mais estreito e horizontalizado que costumávamos a ver nos livros de história.&lt;br /&gt;Mulheres pardas, crioulas e índias, forras ou não, tiveram, em muitos casos, seus direitos reconhecidos na justiça, principalmente tratando-se do direito de testamento e legado de heranças, no mesmo estilo aplicado aos brancos livres.&lt;br /&gt;Como forma de ilustrar e despertar para o tema, na região do Vale do Paraíba, transcrevemos o óbito e parte de seu testamento de Inácia Maria de Santana, falecida com 50 anos, em 22/10/1839, em Guaratinguetá, natural de São João Del Rey-MG e filha de pais incógnitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Aos vinte e dois de outubro de mil oitocentos e trinta e nove, nesta vila, com todos os sacramentos, de idade de cinquenta anos, ao que parecia, de enfermidade interna, faleceu da vida presente Inácia Maria de Santana, natural da vila de São João Del Rey, Bispado de Mariana, parda, viúva por falecimento de Manuel Antônio de Oliveira Santos, era filha de pais incógnitos, exposta em casa de Gonçalo Garcia e Alves, foi seu corpo envolto em Hábito de São Francisco, por sim ter pedido antes de sua morte e sepultada nesta Matriz, ao pé do altar de Nossa Senhora das Dores e conduzida em caixão, acompanhada por mim e por todos os reverendos sacerdotes e coroinhas que se achavam nesta vila; se lhe cantou na rua cinco mementos e todos os reverendos sacerdotes lhe disseram missa de corpo presente; sua alma foi recomendada. Fez testamento, suas disposições quanto ao pio, são da forma seguinte: Institui por herdeiro necessário a João Nogueira da Cruz. Institui por seus testamenteiros em primeiro lugar a João Nogueira da Cruz, em segundo a Domingos José da Cruz, moradores em a Vila de Baependí, Província de Minas. Declarou que seu corpo fosse envolto com hábito da Senhora das Dores e sepultada em uma das sepulturas da Irmandade Senhora das Dores, se falecesse onde houvesse irmandade da mesma Senhora. Determinou que seu testamenteiro mandasse dizer as missas de corpo presente que pudessem ser, e fizesse o seu funeral a seu arbítrio. Declarou que seu testamenteiro mandasse dizer por sua alma, oito missas. Declarou ser sua vontade que ficasse forra e liberta a sua crioulinha Graciana. Que a crioula Maria fosse aplicada para as disposições do seu funeral. Que o mulatinho Simão e mais crioulinhas ficassem escravos do seu primeiro testamenteiro retro nomeado, durante a sua vida, ficando, outrossim, libertos e forros imediatamente depois do falecimento dele testamenteiro – seu herdeiro. E nada mais se continha quanto ao pio de que para constar mando fazer este assento que assino. O Vigário Colado Manuel da Costa Pinto.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: Enterro de uma negra. Jean-Baptiste Debret.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-7794924062188825034?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/7794924062188825034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/08/uma-mulher-parda-e-seu-testamento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/7794924062188825034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/7794924062188825034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/08/uma-mulher-parda-e-seu-testamento.html' title='Uma mulher Parda e seu Testamento - Século XIX'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TFdmFTSu74I/AAAAAAAABlA/Kiyt8_t2UW0/s72-c/enterro%2520de%2520uma%2520negra%2520debret.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-5900993883830893361</id><published>2010-08-02T07:26:00.002-03:00</published><updated>2010-08-02T07:33:59.583-03:00</updated><title type='text'>Revista do IHGB disponível online</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TFaeM0cyOcI/AAAAAAAABkI/vlR1CGc5Dfk/s1600/cabecalho.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 195px; FLOAT: left; HEIGHT: 76px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5500757937954634178" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TFaeM0cyOcI/AAAAAAAABkI/vlR1CGc5Dfk/s320/cabecalho.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro foi fundado em 1838, no Rio de Janeiro e sua trajetória é rica em acontecimentos, assim como a contribuição de seus membros. E o reflexo está na principal publicação daquele órgão, a Revista do IHGB.&lt;br /&gt;O pensamento histórico do século XIX está impresso em suas páginas, através de inúmeros artigos de profissionais que não eram historiadores, o que a converte numa fonte primária por excelência. Principalmente pelas informações que traz, sobretudo, os artigos sobre o Brasil existente em arquivos europeus.&lt;br /&gt;Todo acervo, desde o final do século XIX, está disponível atualmente on-line para pesquisadores e historiadores. Basta acessar a página do Instituto e fazer download.&lt;br /&gt;Visite e confira: http://www.ihgb.org.br/rihgb.php &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-5900993883830893361?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/5900993883830893361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/08/revista-do-ihgb-disponivel-online.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/5900993883830893361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/5900993883830893361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/08/revista-do-ihgb-disponivel-online.html' title='Revista do IHGB disponível online'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TFaeM0cyOcI/AAAAAAAABkI/vlR1CGc5Dfk/s72-c/cabecalho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-1503282280934130456</id><published>2010-07-30T09:41:00.006-03:00</published><updated>2010-07-30T09:53:27.652-03:00</updated><title type='text'>Série Brasiliana Digitalizada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TFLIwvFnaSI/AAAAAAAABfw/ZWyeoYRIWGY/s1600/082+-+O+Brasil+Visto+pelos+Ingleses.gif"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 208px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499678834572093730" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TFLIwvFnaSI/AAAAAAAABfw/ZWyeoYRIWGY/s320/082+-+O+Brasil+Visto+pelos+Ingleses.gif" /&gt;&lt;/a&gt; A Série Brasiliana, que temos destacado em nosso blog, na parte inferior da coluna direita, está sendo digitalizada e encontra-se disponível para consulta no Portal "Brasiliana Eletrônica".&lt;br /&gt;Trata-se de um trabalho em conjunto envolvendo a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Ministério da Educação (MEC), através da Secretaria de Ensino a Distância, a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e a Fundação Universitária José Bonifácio (FUJB). Em sua primeira etapa, logrou-se disponibilizar na rede os textos completos de 20 obras selecionadas entre as 415 que compõem a antológica coleção. No início deste segundo semestre de 2010, o número de obras disponibilizadas já chega a 70. São livros que podem ser acessados na íntegra de maneira fácil e didática.&lt;br /&gt;No portal, é possível realizar buscas no conteúdo através de palavras-chave e visualizar a segmentação da coleção, segundo áreas do conhecimento. A seção de história é a que possui mais títulos, um total de 23 obras. Segundo os organizadores, a idéia é que o portal se constitua "numa poderosa ferramenta de difusão e democratização de conhecimentos sobre o Brasil, fazendo chegar a amplas camadas da população um portentoso volume de informação e reflexão, até aqui restrito às paredes das bibliotecas."&lt;br /&gt;Para acessar o Portal e conferir as obras: &lt;a href="http://www.brasiliana.com.br/brasiliana/"&gt;http://www.brasiliana.com.br/brasiliana/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Fonte da informação: http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/arquivo-cafe-historia-uma-1. (Acessado em 30/07/2010).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-1503282280934130456?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/1503282280934130456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/serie-brasiliana-digitalizada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/1503282280934130456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/1503282280934130456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/serie-brasiliana-digitalizada.html' title='Série Brasiliana Digitalizada'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TFLIwvFnaSI/AAAAAAAABfw/ZWyeoYRIWGY/s72-c/082+-+O+Brasil+Visto+pelos+Ingleses.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-126031864839671135</id><published>2010-07-28T11:38:00.004-03:00</published><updated>2010-07-28T11:52:05.726-03:00</updated><title type='text'>Fazenda Conceição - Guaratinguetá-SP</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TFBBRc5QLZI/AAAAAAAABco/wudOcUd-rr8/s1600/DSC02453.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 248px; FLOAT: right; HEIGHT: 181px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5498966913089285522" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TFBBRc5QLZI/AAAAAAAABco/wudOcUd-rr8/s320/DSC02453.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;A fazenda de café foi símbolo de grandeza, riqueza e decadência na economia rural brasileira. Ela expressou, guardadas as devidas proporções, o sentido social, econômico e político do período áureo do café na região do Vale do Paraíba e fluminense. O entendimento de sua dinâmica ainda tem muito para ser estudada e a micro história pode contribuir muito ao conhecer os aspectos primários de cada uma das unidades agrícolas de determinada região ou cidade.&lt;br /&gt;Em Guaratinguetá, onde o café teve uma expressão muito forte, embora não tenha sido a principal produtora, diversas fazendas surgiram e tomaram corpo a partir da segunda metade do século XIX, a exemplo do bairro dos Motas onde a invasão daquele foi mais intensa, segundo constatou Lucila Herrmann. Neste formaram-se diversos núcleos de plantio da rubiácea, distribuídos em pequenos e médios sítios e, também, em fazendas de pequeno e médio porte, originados principalmente dos inúmeros desdobramentos das sesmarias concedidas no século XVIII e das várias e posteriores aquisições e anexações realizadas por herdeiros ou potenciais compradores e investidores oriundos de outras áreas do município.&lt;br /&gt;A fazenda denominada Conceição foi uma dessas unidades produtoras localizada naquele bairro, nas encostas da Serra do Quebra Cangalha, no lugar denominado Bonfim, hoje município de Aparecida.&lt;br /&gt;A sua origem remonta ao século XVIII, no que se refere à posse e utilização para fins de exploração agrícola comercial, período em que a documentação permitiu a identificação da área onde está localizada&lt;span style="font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;1&lt;/span&gt;. Foi ela parte integrante de uma sesmaria concedida em 1765 ao Sargento-Mór Luiz Dias de Almeida, que a solicitou por requerimento, justificando ser necessário estabelecer com sua família, escravos e animais nas terras por ele adquirida no districto da Villa de Guaratinguetá, na parte superior do ribeirão, acima da ponte da Villa em a paragem chamada cachoeira do Matto Dentro, compradas a Miguel de Góes, João Siqueira, Salvador Duarte, Rita Paes e Manuel Rodrigues da Fonseca, confrontando para a parte do norte com terras de Thomaz Pereira e para a do sul constesta na serra chamada o Quebra Cangalhas, para o poente com terras de Mathias Pires e para o Nascente com terras de Miguel de Góes (Livro 17, Fls. 33v.)&lt;span style="font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;2&lt;/span&gt; Foi conhecida como “Sesmaria do Patrimônio”&lt;span style="font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;3&lt;/span&gt;, com légua e meia de terras de testada e o sertão que lhe pertencesse&lt;span style="font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;4&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;O Sargento-mór Luiz Dias de Almeida, seguindo o estabelecido nas normas de concessão de Sesmaria&lt;span style="font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;5&lt;/span&gt;, efetuou a demarcação de suas terras em 1767, e ali estabeleceu um sítio em que cultivava arroz, milho e feijão (subsistência) e também a cana de açúcar&lt;span style="font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;6&lt;/span&gt;. Era ele natural de São João Del Rey, filho do Sargento-mór Pedro de Almeida de Oliveira e de Maria da Conceição e casado com Luzia da Palma de Jesus, filha do Capitão Pedro Rebouças da Palma e de sua mulher Maria do Rêgo Barbosa&lt;span style="font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;7&lt;/span&gt;. Em 1793, com sua morte, a sesmaria sofreu a primeira fragmentação, na partilha realizada entre a viúva e os filhos, e daí por diante, com a tendência de formação de pequenas propriedades, outras partes foram vendidas para alguns moradores da região e de outros bairros da Vila de Guaratinguetá, no decorrer do século XIX.&lt;br /&gt;Na primeira metade do século XIX, as terras da sesmaria já estavam transformadas em pequenas e médias propriedades agrícolas&lt;span style="font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;8&lt;/span&gt;, e em 1856&lt;span style="font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;9&lt;/span&gt;, a Fazenda da Conceição era parte integrante das antigas Fazendas Santa Cecília e Sertão, de propriedade de José Simões da Cunha e de sua mulher Dona Lúcia Francisca de Assis; casados em 1830 em Guaratinguetá. Ele natural de Paratí, filho de pai homônimo e de Maria Tereza do Nascimento; ela, natural de Mariana – MG, filha de Lúcio José Monteiro de Noronha (membro da Guarda de Honra do Príncipe Dom Pedro) e de Ana Felícia dos Prazeres, mineiros migrados para a região no começo do século oriundos de Itajubá&lt;span style="font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;10&lt;/span&gt;. Na propriedade o café era largamente produzido e por esta época o Bairro dos Motas tornou-se a principal localidade da Vila de Guaratinguetá em termos de produção agrícola e em transações imobiliárias, chegando mesmo a formar um pequeno núcleo de vida social instalado no local hoje denominado Bonfim, com igreja&lt;span style="font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;11&lt;/span&gt; e pequeno comércio ao seu redor.&lt;br /&gt;Em 07.05.1877, por escritura pública de partilha, José Simões da Cunha fez divisão amigável das terras com seus filhos (Livro de Notas, nº 28, Fls. 129): Capitão Joaquim Simões da Cunha, c.c. Gabriela Diniz Junqueira Simões (moradores na Vila de Areias); Maria Madalena Simões Bitencourt, c.c. José Severino de França Bitencourt (donos de terras no Bairro dos Motas, oriundas também da “Sesmaria do Patrimônio”); Antônio José Simões da Cunha e Benjamim José Simões da Cunha, c.c. Cecília de Andrade Junqueira Simões&lt;span style="font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;12&lt;/span&gt;. A cada um coube uma parte das terras assim distribuídas: a Joaquim Simões, no valor de 17:000$000; a Antônio Simões, no valor de 18:000$000; a José Severino de França Bitencourt, no valor de 11:900$000; a Benjamin José Simões da Cunha, no valor de 33:100$000, totalizando o preço de 80:000$000 (oitenta contos de réis) que representava o valor total da fazenda. Nesse período a fazenda tinha casas de vivenda, senzala, paióis para estocagem do café e terreiros de secagem.&lt;br /&gt;Em seguida, um dia após a escritura de partilha, os mesmos herdeiros resolveram entre si venderem suas respectivas partes ao herdeiro Benjamin José Simões da Cunha no valor de 46:900$000 (quarenta e seis contos e novecentos mil réis), negociante de loja de fazendas (artigos de panos e outros) na vila de Guaratinguetá e comerciante matriculado no Tribunal do Comércio do Rio de Janeiro, mantendo, também, em sociedade com o sogro, Capitão Luiz Antônio Garcia, estabelecido na cidade do Piraí, província do Rio de Janeiro, uma Casa Comercial na cidade do Rio de Janeiro, a Rua da Prainha&lt;span style="font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;13&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;A partir de então, na posse de Benjamin José Simões da Cunha, as terras herdadas e compradas dos irmãos transforma-se na Fazenda da Conceição, como é hoje conhecida. A sede luxuosa, com porão alto e assoalho artisticamente trabalhado, foi obra daquele proprietário, que pelas atividades exercidas pode construí-la ainda no auge do período do café e do comércio local (as iniciais no assoalho indicam a veracidade do fato – BJSC – Benjamin José Simões da Cunha).&lt;br /&gt;Segundo a Professora Catarina Aparecida Vieira Vilela, a fazenda da Conceição possui estilo mais luxuoso que a Fazenda do Barbosa, localizada no bairro das Pedrinhas, não só pela arquitetura, mas também pelos móveis que nela existiram e que anos mais tarde foram vendidos por outra proprietária&lt;span style="font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;14&lt;/span&gt;. No inventário da esposa do proprietário (de família tradicional do Sul de Minas e oeste de São Paulo), vemos alguns desses móveis que, com certeza, no decorrer dos anos aumentou. Foram arrolados, entre outros bens, dois pianos, uma mobília de jacarandá, duas camas francesas, um lavatório grande de mármore, um espelho de oito palmos e dois pares de castiçais de prata. De uso doméstico aparece também, um aparelho de jantar de porcelana, dois aparelhos para chá e café, três pares de jarras finas e dois jogos de bandejas finas.&lt;br /&gt;Entre 1877 e 1886 a fazenda e as terras pertencentes ao negociante Benjamin foi vendida a Thimóteo José Cesário de Campos, fazendeiro residente em Pindamonhangaba (falecido em 1895 e c.c. Ana Domingues de Castro, irmã do Barão de Paraitinga) e natural da Vila de Cunha, onde seu pai, Thomé Cesário de Campos, foi grande senhor de terras.&lt;br /&gt;Neste período passando por alguma crise não muito bem definida, a unidade agrícola foi hipotecada para endosso de dívidas contraídas possivelmente pela decadência do café. O responsável pelo empréstimo de dinheiro foi o Comendador Luiz José da Silva Guimarães, fazendeiro abastado residente no Rio de Janeiro e casado na família do Barão de Taubaté. Segundo informações de outra escritura, somente a metade da fazenda foi colocada em garantia do valor de 60:000$000 (sessenta conto de réis)&lt;span style="font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;15&lt;/span&gt;. Possuía a totalidade de 181 alqueires e meio de “mata de milho”, com cafezais e várias outras plantações; casa de vivenda, chalet, outras edificações, paióis, máquinas de beneficiar café e outros aparelhos e instrumentos de lavoura. Ela confrontava com os seguintes fazendeiros: Barão de Romeiro, Francisco Chagas Santos, José Pereira Barbosa, Cândido Freire de Almeida, Barão de Taubaté, Francisco Joaquim Pereira, Vitoriano Moreira César, Basílio Pires de Souza, Francisco Manuel dos Santos, Dr. Manuel Domingues de Castro e Manuel Joaquim Pereira.&lt;br /&gt;Em 1890, nova escritura de hipoteca é realizada e ao que consta não foi satisfeita, passando a fazenda para as mãos do referido fazendeiro, Comendador Luiz José da Silva Guimarães.&lt;br /&gt;No início do século XX, em poder desse proprietário, falecido em 1913, a fazenda continuou a produzir exclusivamente café, escapando da crise do produto na região. Por ocasião do seu inventário, processado na cidade de Taubaté&lt;span style="font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;16&lt;/span&gt;, a unidade produtora possuía 114.760 pés de café plantados (avaliados no total em 21:886$500, juntamente com a terra onde estava)&lt;span style="font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;17&lt;/span&gt;, como também maquinários para beneficiar, terreiros para secagem, uma casa para negócio, casas para camaradas, tulhas etc. Além disso, uma pequena parcela da área existente eram utilizadas para a criação de animais (porcos, cavalos, capados e leitões) e uma outra parte com capoeiras destinadas ao posterior replantio de café.&lt;br /&gt;Nesse tempo ainda as terras faziam divisa com os seguintes proprietários: Tenente Coronel Antônio Marques dos Santos, Manuel Marcondes Rangel, Francisco de Cerqueira Ramos, Francisco Marcondes Rangel, herdeiros do Barão de Taubaté (Fazenda Santa Leopoldina), Antônio Motta e Cia., Nicolau Leoni (Fazenda Sertãozinho), Alfredo de Paula Santos, Manuel Pereira da Silva, Marcolino dos Santos e outros.&lt;br /&gt;Em 04.06.1918 a propriedade foi vendida, pelos herdeiros do Comendador, para Daniel Muller, residente em Taubaté, por escritura lavrada na cidade de Taubaté. O proprietário a manteve por pouco tempo e em 25 de outubro de 1921 celebrou uma escritura de compromisso de venda da propriedade, em toda a sua organização&lt;span style="font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;18&lt;/span&gt;, aos imigrantes russos Júlio e Jacob Drebtchinsky pela quantia de 100:000$000 (cem contos de réis), ficando a última parcela para ser paga até dezembro de 1922, quando seria transferindo o domínio e a posse aos compradores. Nesse ínterim seriam apenas administradores e depositários dos bens. Nesse intervalo, continuando a produzir café, o resultado da produção foi colocado à venda para um fazendeiro vizinho, o coronel Antônio Marques dos Santos, mas uma ação de protesto foi interposta pelo proprietário legal da fazenda, Daniel Muller, haja vista que, segundo ele, não havia possibilidade jurídica para tal, pois a venda previa apenas a venda do resultado do café colhido em 1921 que já se encontrava estocado e não os frutos pendentes para colher. O contrato ainda previa hipoteca da fazenda, mas não se sabe o certo o que aconteceu.&lt;br /&gt;Em 1924, a fazenda estava hipotecada para Henry William Turner, sendo adquirida pelo dentista paulista Alberto Bresser Monteiro, casado Dona Elizabeth Ludovig Bresser Monteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- A tradição oral dá conta que as terras localizadas entre a Serra do Quebra Cangalha e o maciço do Jaburu foram de propriedade de um antigo ramo genealógico estabelecido em Guaratinguetá no início do século XVII, a família Mota Pais, daí o nome do bairro e do afluente que deságua no Rio Paraíba. Nenhuma referência documental foi encontrada a respeito, mas é possível a veracidade da notícia, haja vista que, neste caso, a primeira sesmaria conhecida na região tenha sido adquirida de outros, como acontecia em alguns casos conhecidos dentro do precário sistema de distribuição de terras nos séculos anteriores ao XIX.&lt;br /&gt;2- Divisão de Arquivo do Estado Repertório de Sesmarias. S. Paulo, 1994 (Ed. fac-smilar), p.p. 348-349. Ao citar a compra realizada, o requerente citou a compra realizada dos antigos proprietários que, segundo foi constatado em trabalho genealógico (SILVA LEME, Luiz Gonzaga da. Genealogia Paulistana), eram descendentes da família Mota Pais, referida na nota 1. Isso corrobora que a tradição pode estar certa.&lt;br /&gt;3- Em vários documentos foram encontradas esta denominação. Embora não explique a origem do nome, acredita-se que esteja ligado ao Padre Antônio Ramos Barbas que, para se ordenar, recebeu partes de terras vizinhas como patrimônio necessário para a formação eclesiástica.&lt;br /&gt;4- Era muito comum naquele período doações de terras que tinham os seus limites estabelecidos dessa maneira, já que muitas delas, seja pela testada ou pelo sertão, não tinham vizinhos confrontantes ou iam até onde os olhos enxergasse. Neste caso específico, as medidas pela testada tinham vizinhos confrontantes, mas os limites do sertão atingiam os contrafortes de uma parte da Serra do Quebra Cangalha.&lt;br /&gt;5- Uma das premissas para validar a posse do sesmeiro era que ele demarcasse as suas terras num prazo de dois anos a contar da data da concessão e que o Rei de Portugal a confirmasse, caso contrário perderia a titularidade, sendo, em ocasião propícia, passada a outro que cumprisse as normas estabelecidas. Embora sendo regra, muitas das vezes não era demarcada e nem confirmada, o que acarretava, em alguns casos, processos judiciais anos mais tarde, entre os descendentes ou seus sucessores.&lt;br /&gt;6- Arquivo Público do Estado de São Paulo. Recenseamento das Ordenanças de Guaratinguetá para o ano de 1776 – SP. Trata-se de uma série documental única no Brasil e no mundo, abrangendo o período de 1765-1836, largamente utilizada pelos historiadores, trazendo informações fundamentais sobre a sociedade e economia da época em se considerando o seu conjunto para cada vila.&lt;br /&gt;7- Instituto Genealógico Brasileiro Anuário Genealógico Latino, Vol. 4 – 1952.&lt;br /&gt;8- Entre os anos de 1871-1877, segundo os Livros de Distribuição de Escrituras de Guaratinguetá (Museu Frei Galvão/Arquivo Memória de Guaratinguetá), foram lavradas 88 escrituras envolvendo propriedades agrícolas no bairro dos Motas, perdendo tão somente para os negócios realizados com bens imóveis na cidade.&lt;br /&gt;9- Arquivo Público do Estado de São Paulo Registro Paroquial de Terras – 1856.&lt;br /&gt;10- MOURA, Carlos Eugênio Marcondes de. Os Galvão de França no Povoamento de Santo Antônio de Guaratinguetá 3 ed., São Paulo, Editôra da Universidade de São Paulo, 1993. p. 296 e 342.&lt;br /&gt;11- A igreja do Bonfim foi construída entre os anos de 1870-1880, quando o proprietário e fazendeiro José Pereira Barbosa, português, e sua mulher, Dona Maria Marcolina de Araújo, fizeram doação de uma parte de terras para o patrimônio da capela.&lt;br /&gt;12- Museu Frei Galvão/Arquivo Memória de Guaratinguetá – Inventários e Testamento do 2º Ofício – Maço 14.&lt;br /&gt;13- Estar matriculado regularmente como Comerciante no Tribunal do Comércio do Rio de Janeiro era sinônimo de prosperidade e de posição consolidada entre os demais. Nesse período, o comércio é um forte setor da economia local, e uma parte do lucro auferido, por vezes, financiava a agricultura comercial do café. Segundo o inventário de Dona Maria Luiza Garcia Simões da Cunha, a Casa Comercial do Rio de Janeiro havia dado lucro de 4:549$407 e da Vila de Guaratinguetá 4:500$000 (Museu Frei Galvão/Arquivo Memória de Guaratinguetá – Inventários e Testamentos – 2º Ofício.)&lt;br /&gt;14- Museu Frei Galvão/Arquivo Memória de Guaratinguetá – Pasta Fazenda – Arquitetura Rural.&lt;br /&gt;15- Tabelião do 1º Ofício de Guaratinguetá – Livro 56 – fls. 27.&lt;br /&gt;16- No Museu Frei Galvão encontra-se uma Precatória expedida do Juízo da Comarca de Taubaté para Guaratinguetá pedindo a avaliação dos bens existentes no Bairro dos Motas e em Roseira. Era uma premissa jurídica, já que os bens estavam em território de outra comarca. Arquivo Memória de Guaratinguetá – Maço 180 – 1º Ofício.&lt;br /&gt;17- É interessante observar que naquela época o proprietário distinguia cada cafezal com um nome que lhe fosse do agrado ou que estivesse ligado a algum fato ou nome de antigos donos ou de agregados. Na Fazenda da Conceição alguns deles eram conhecidos como: Lage, Queimada, Limeira, Gervásio, Fazendinha etc.&lt;br /&gt;18- A fazenda estava sendo vendida como se diz até hoje com “porteira fechada”, ou seja, incluindo todos os bens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: Vista Lateral da fazenda antes da reforma atual. Fotografia de Catarina Aparecida Vieira Vilela. In: Pastas Fazendas – Museu Frei Galvão/Arquivo Memória de Guaratinguetá. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-126031864839671135?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/126031864839671135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/fazenda-conceicao-guaratingueta-sp_28.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/126031864839671135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/126031864839671135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/fazenda-conceicao-guaratingueta-sp_28.html' title='Fazenda Conceição - Guaratinguetá-SP'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TFBBRc5QLZI/AAAAAAAABco/wudOcUd-rr8/s72-c/DSC02453.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-4937525036072141213</id><published>2010-07-25T17:03:00.003-03:00</published><updated>2010-07-25T17:09:46.546-03:00</updated><title type='text'>Leitura Recomendada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TEyZnvtqu3I/AAAAAAAABbs/ipA9d0saCp0/s1600/img554.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 216px; FLOAT: left; HEIGHT: 327px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5497938153214491506" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TEyZnvtqu3I/AAAAAAAABbs/ipA9d0saCp0/s400/img554.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;A história e a literatura têm relações intrínsecas, principalmente por proporcionarem aspectos de verdades que buscamos.&lt;br /&gt;O ambiente em que a literatura se forja advém do resultado da relação do autor com o seu meio, enquanto valores culturais, sociais, políticos e econômicos (história), que por sua vez reflete na criação ficcional, tendo como base principal a vivência in loco do cotidiano.&lt;br /&gt;Tendo a literatura como suporte, a história sai do lugar comum do cientificismo, dando vez para lembranças amiúdes e memórias difusas, que são preteridas pelo exagerado apego e fetichismo ao documento escrito. Torna-se um importante instrumento de compreensão do mundo.&lt;br /&gt;No livro de contos “No Mundo das Sinhás”, do literato Tom Maia (Ed. Santuário, 2003. 221 p.), constatamos as assertivas acima. O autor, com sensibilidade e sabedoria, mostra-nos um passado diluído e diferente dos conceituais livros de história. Sabendo ensinar, com divertimento, os valores e as crenças de uma sociedade interiorana ainda pouco conhecida em suas marcas e experiências indeléveis.&lt;br /&gt;O resultado é a negação das grandes estruturas e processos históricos, colocando-nos diante da história do cotidiano e da micro-história para a compreensão do passado, embasada em rica literatura narrativa, a exemplo de alguns grandes contos clássicos da literatura francesa muito bem utilizados pelo historiador Robert Darnton para o resgate da história cultural da França.&lt;br /&gt;“No Mundo das Sinhás” o leitor leigo, o profissional da história e os críticos podem seguir vidas e compará-las, tecendo, assim, o pano de fundo de determinadas realidades. Cada atitude dos seus personagens traz consigo a experiência e a linguagem de um mundo que, ao mesmo tempo, é incompreensível, mas não diferente do nosso.&lt;br /&gt;Como privilegiado espectador e ouvinte dos acontecimentos de outrora, utiliza o seu hábil senso literário para narrar particularidades que tem raízes profundas na história brasileira. Usa a ficção para despertar nos leitores a argúcia e a perspicácia necessárias para o conhecimento do passado, assim como num jogo de xadrez, onde é preciso estar atento aos pequenos e insignificantes movimentos.&lt;br /&gt;Um livro saboroso, sério e inteligente, que poucos ousaram fazer, mostrando o quanto a literatura é importante para a história do Vale do Paraíba. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-4937525036072141213?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/4937525036072141213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/leitura-recomendada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/4937525036072141213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/4937525036072141213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/leitura-recomendada.html' title='Leitura Recomendada'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TEyZnvtqu3I/AAAAAAAABbs/ipA9d0saCp0/s72-c/img554.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-1970724960742627659</id><published>2010-07-25T10:40:00.002-03:00</published><updated>2010-07-25T10:49:43.427-03:00</updated><title type='text'>Lançamento - História e Genealogia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TExAQNpJX2I/AAAAAAAABbU/zb3feCZLNuM/s1600/img551.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 287px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5497839892396859234" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TExAQNpJX2I/AAAAAAAABbU/zb3feCZLNuM/s400/img551.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Foi lançada no último dia 28 de maio, na Câmara Municipal de Taubaté, a obra “Os Oliveira Costa de Taubaté”, e autoria de Carmo de Chagas. A obra teve o apoio da Empresa das Artes, Vila Criativa, Instituto de Estudos Valeparaibanos, Academia Taubateana de Letras e da Câmara Municipal de Taubaté.&lt;br /&gt;Vale à pena conferir a saga de uma família valeparaibana que deixou sua marca na construção da sociedade taubateana. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-1970724960742627659?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/1970724960742627659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/lancamento-historia-e-genealogia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/1970724960742627659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/1970724960742627659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/lancamento-historia-e-genealogia.html' title='Lançamento - História e Genealogia'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TExAQNpJX2I/AAAAAAAABbU/zb3feCZLNuM/s72-c/img551.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-4441350312446524464</id><published>2010-07-22T20:15:00.007-03:00</published><updated>2010-07-22T20:58:49.188-03:00</updated><title type='text'>Obra em três volumes sobre a História de Aparecida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TEjZJgkdN_I/AAAAAAAABX4/7uad5rZ-uOQ/s1600/img548.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 129px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496882102590584818" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TEjZJgkdN_I/AAAAAAAABX4/7uad5rZ-uOQ/s200/img548.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TEjXilpf9TI/AAAAAAAABXw/GQ8gBSozows/s1600/img550.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 129px; FLOAT: right; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496880334427387186" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TEjXilpf9TI/AAAAAAAABXw/GQ8gBSozows/s200/img550.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 129px; DISPLAY: block; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496878917242637650" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TEjWQGOUzVI/AAAAAAAABXo/e1XllcVvfeM/s200/img549.jpg" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;Tudo tem um começo. E não seria estranho afirmar que a história poderia ter um inicio quando referida como obra publicada, principalmente aquelas que possuem caráter regional ou retrata uma comunidade definida.&lt;br /&gt;Penso que obras regionais, muitas delas memorialistas ou de caráter positivista , devem obter, por parte do público especializado, um tratamento qualificado, porque representam intróito fundamental para a grande massa leiga que desconhece a história da sua própria comunidade.&lt;br /&gt;É através do elementar e factual que nasce a curiosidade e, posteriormente, o aprofundamento. Mesmo para o público intelectual, que tem nessas obras informação que possibilita a descoberta de indícios que pode representar a base de uma teoria.&lt;br /&gt;Tenho lembranças das inúmeras publicações históricas, regionais ou não, colocadas no mercado editorial durante as décadas de 1960 e 1970, que serviram de estímulo para gostar cada vez mais da pesquisa histórica. Foi delas que obtive subsídios para formar um pensamento mais apurado acerca da minha cidade e região.&lt;br /&gt;E foi com informação e formação que a partir delas é que atualmente considero fundamental divulgar e valorizar obras iniciativas da história de um município, dentre ela, particularmente a obra, em três volumes, sobre a história de Aparecida, de autoria do Professor Benedito Lourenço Barbosa, intitulada “Nossas Origens – Três Séculos de História de Aparecida-SP”. Que pode ser considerada obra pioneira, por trazer informações inéditas sobre a formação e o desenvolvimento da cidade através do tempo. Isto, porque, anteriormente as publicações sobre a cidade sempre estiveram atreladas ao aspecto religioso, contando a história do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, em 1717, e o conseqüente desenvolvimento das atividades oriundas daquele achado. Portanto, uma obra geral e didática, que serve como estímulo para historiadores e pesquisadores, mas, sobretudo, para a rede pública de ensino, como parte integrante de um projeto que valorizasse o conhecimento da terra.&lt;br /&gt;O primeiro volume traz a história do município a partir de 1645, quando teve inicio o povoamento de Guaratinguetá, chegando a 1745, ano da construção da primitiva capela de Aparecida em terreno doado por Margarida Nunes Rangel e outros moradores no entorno do morro dos Coqueiros; além de trazer informações genealógicas e transcrição de documentos.&lt;br /&gt;No segundo volume, o leitor pode conhecer a história a partir de 1745, até a criação do Distrito, em 1891, destacando a história da antiga capela, vigários e capelães no período, a estação ferroviária, a economia e a educação no município de Guaratinguetá, os primeiros movimentos para a emancipação e as principais famílias.&lt;br /&gt;E, no terceiro e último volume, fatos e pessoas desde a criação do Distrito até o Bicentenário da capela, ocorrido em 1945, destacando aspectos dos efeitos da urbanização na localidade, a política e o processo de emancipação administrativa, em 1928.&lt;br /&gt;Um trabalho de esforço hercúleo durante mais de três anos em arquivos públicos, entrevistando e identificando fatos e pessoas, valendo o resultado. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-4441350312446524464?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/4441350312446524464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/tudo-tem-um-comeco.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/4441350312446524464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/4441350312446524464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/tudo-tem-um-comeco.html' title='Obra em três volumes sobre a História de Aparecida'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TEjZJgkdN_I/AAAAAAAABX4/7uad5rZ-uOQ/s72-c/img548.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-5615301111728611757</id><published>2010-07-21T19:09:00.005-03:00</published><updated>2010-09-03T18:00:06.129-03:00</updated><title type='text'>Literatura Regionalista  – Waldomiro da Silveira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TEdwiv7NrnI/AAAAAAAABWQ/6AKRmL5Y1ok/s1600/valdomiro-silveira.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 160px; FLOAT: left; HEIGHT: 210px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496485612511669874" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TEdwiv7NrnI/AAAAAAAABWQ/6AKRmL5Y1ok/s320/valdomiro-silveira.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;O documento oficial produzido por inúmeras instâncias jurídicas e administrativas ao longo da história do Brasil não reflete a realidade ampla da sociedade. Mesmo porque, tanto o documento, como o historiador que o manipula, não consegue chegar ao real vivido. E, portanto, existem aproximações, olhares e conclusões sobre a realidade.&lt;br /&gt;Mas, a história pode contar com alternativas, como a literatura, que reflete aspectos intimistas da realidade, embora contenha os mesmos perigos dos documentos oficiais. Um exemplo pontual e interessante é a produção literária regional, pela sua importância intimista de conhecer e entender a realidade mais próxima do cotidiano humano, e como resultado da experiência e da interação mais direta do autor com o meio social, econômico, político e mental.&lt;br /&gt;Existem centenas de obras esquecidas ou mesmo perdidas na área regionalista, principalmente as produzidas na primeira metade do século XX. Obras que, mesmo de conhecimento restrito, são raramente lidas ou utilizadas. Como a produção cabocla do escritor valeparaibano Waldomiro da Silveira retratando o mundo rural da região sob outra perspectiva e diferenciada de outras obras, como as do escritor Monteiro Lobato.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TEdxkR5oIAI/AAAAAAAABWY/mQO3eZ3EJKo/s1600/O+Mundo+Caboclo.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 215px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496486738323316738" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TEdxkR5oIAI/AAAAAAAABWY/mQO3eZ3EJKo/s320/O+Mundo+Caboclo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Em suas obras o protagonista é o caboclo, com linguagem peculiar e mentalidade ao contrário do fausto do café e das grandes fazendas. Para a história, um olhar diferente e amplo, que expressa o que a linguagem oficial do documento não consegue transmitir. A cultura letrada suplantada como meio de captar o pensamento do homem rural sobre os acontecimentos diários da sobrevivência pessoal e da família, longe dos círculos de poder e riqueza.&lt;br /&gt;Segundo Alfredo Bosi, o escritor traz quadros de paixões elementares, tendência para o patético e para o trágico e, “onipresente, a preocupação com o registro exato dos costumes interioranos” (BOSI, p. 237), como a história de um sitiante que, contraindo lepra, deve abandonar a própria família afundando-se no mato como um réprobo, na obra “Os Caboclos”. Assim, para o Vale do Paraíba ressuscitar e incitar a leitura de um homem que era caipira de coração é resgatar um patrimônio imaterial importante para entender costumes que até hoje sobrevivem, embora diante de um mundo renovado. Museus, escolas e projetos culturais espalhados pela região deveriam olhar com maior carinho para suas obras, a ponto de desenvolver atividades lúdicas de compreensão da herança deixada pelo homem da roça e que ainda afeta a vida nos dias atuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências&lt;br /&gt;BOSI, Alfredo. História Concisa da Literatura Brasileira. São Paulo: Cultrix, 1970.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagens: http//www.sebodomessias.com.br (acessado em 15/07/2010)&lt;br /&gt;educacao.uol.com.br/.../valdomiro-silveira.jhtm (acessado em 15/07/2010)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-5615301111728611757?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/5615301111728611757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/literatura-regionalista-waldomiro-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/5615301111728611757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/5615301111728611757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/literatura-regionalista-waldomiro-da.html' title='Literatura Regionalista  – Waldomiro da Silveira'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TEdwiv7NrnI/AAAAAAAABWQ/6AKRmL5Y1ok/s72-c/valdomiro-silveira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-1034949049739890927</id><published>2010-07-20T10:42:00.003-03:00</published><updated>2010-07-20T10:51:18.052-03:00</updated><title type='text'>Relação das Pessoas que Costumam Andar na Governança da Vila de Guaratinguetá - 1823-1829</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TEWn58Y7rdI/AAAAAAAABVA/VMuQckEQXgU/s1600/g22a025g.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 227px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495983534180642258" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TEWn58Y7rdI/AAAAAAAABVA/VMuQckEQXgU/s320/g22a025g.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Logo após a Independência do Brasil, foi solicitada pelo governo independente a relação de pessoas que costumavam andar na governança das vilas, exercendo os mais diversos cargos nas câmaras municipais e no poder judiciário.&lt;br /&gt;Tal relação, enviada por diversas vilas para a Mesa do Desembargo do Paço, no Rio de Janeiro, traz informações interessantes para analisar a composição política e social dos governos locais, estruturada basicamente por homens que ocupavam o topo da pirâmide social, os chamados “Homens Bons”. Cidadãos que viviam da agricultura, com renda superior igual ou superior a 400$000 e eleitores, segundo as regras políticas da época. E, na maioria, representavam o arcabouço militar e administrativo de Portugal, presente na segunda metade do século XVIII na Capitania de São Paulo.&lt;br /&gt;Constavam do referido rol: nome, naturalidade, local de moradia, idade, estado civil e profissão ou atividade, a patente nas milícias da Capitania, além do parentesco que cada um, porventura, tinha uns com os outros.&lt;br /&gt;Para Guaratinguetá, encontramos relacionados sessenta indivíduos aparentados entre si, com as referidas patentes militares. Alguns naturais da vila, outros de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Portugal, vivendo como agricultores e comerciantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Cap. Mor Jerônimo Francisco Guimarães, natural e morador desta vila, de idade de mais de sessenta anos. Vive de negócios. Casado. (Pai do nº 22, avô do nº 50, sogro do nº 15 e cunhado do nº 31).&lt;br /&gt;2. Cap. Manuel José de Melo, natural da Europa, morador do termo desta vila. Casado, de idade maior de 50 anos. Vive de lavouras (pai do nº 46).&lt;br /&gt;3. Cap. Manuel José da Costa, natural de Parati, morador desta vila. Vive de negócio, maior de 50 anos, viúvo.&lt;br /&gt;4. Sargento Mor Máximo dos Santos Souza, casado, natural da vila de Cunha, morador do termo desta vila. Maior de 40 anos, vive de lavoura. (Pai do nº 27 e sogro do nº 48).&lt;br /&gt;5. Sargento Mor Antônio dos Santos Silva, natural da Província de Minas, morador desta vila. Casado, maior de 50 anos, vive de lavoura. (Pai do nº 56, genro do nº 13 e cunhado do nº 6).&lt;br /&gt;6. Sargento Mor Bartolomeu de Moura Fialho, natural de morador desta vila. Casado, maior de 60 anos. Vive de lavoura. (Pai dos nº 8 e 17, cunhado do nº 5).&lt;br /&gt;7. Sargento Mor Francisco Vieira Novais, natural da Europa, morador desta vila. Casado, maior de 50 anos, vive de lavoura. (Pai do nº 9 e sogro do nº 32).&lt;br /&gt;8. Cap. Bartolomeu de Moura Fialho, natural e morador desta vila. Maior de 30 anos, casado, vive de lavoura. (Filho do nº 6, genro do nº 13, irmão do nº 17 e cunhado do nº 39).&lt;br /&gt;9. Capitão João Francisco Vieira, natural e morador desta vila. Maior de 30 anos, solteiro, vive de lavoura. (Filho do nº 7 e cunhado do nº 32).&lt;br /&gt;10. Cap. João de Meireles Freire, natural e morador desta vila. Casado, maior de 50 anos, vive de seu negócio. (Cunhado do nº 20, primo dos nº 32 e 51).&lt;br /&gt;11. Capitão José Luiz de Brito, natural da Europa, morador desta vila. Casado, maior de 40 anos, vive de lavoura. (Cunhados dos nº 19 e 36, sogro do nº 34).&lt;br /&gt;12. Capitão Inácio Correia Leite Galvão Freire, natural e morador desta vila. Casado, maior de 40 anos, vive de lavoura.&lt;br /&gt;13. Cap. Tomaz Marcondes da Silva, natural da vila de Pindamonhangaba e morador desta vila. Viúvo, maior de 50 anos, vive de lavoura (Tio do nº 29, sogro do nº 5, 8 e 54).&lt;br /&gt;14. Cap. Domingos Correia Leite, natural da vila de Pindamonhangaba, morador desta vila. Solteiro, maior de 40 anos, vive de negócio.&lt;br /&gt;15. Cap. Antônio José dos Santos, vive de lavoura, natural e morador desta vila, casado, maior de 50 anos. (Genro do nº 1 e pai do nº 50).&lt;br /&gt;16. Capitão João Damasceno Ferraz, natural e morador desta vila. Solteiro, maior de 50 anos, vive de lavoura.&lt;br /&gt;17. Cap. Francisco dos Santos Moura, natural e morador desta vila. Casado, maior de 30 anos, vive de lavoura. (filho do nº 6, irmão do nº 8, genro do nº 21 e cunhado do nº 39).&lt;br /&gt;18. Capitão Manuel Gonçalves de Carvalho, natural da Província de Minas e morador desta vila. Casado, maior de 60 anos, vive de lavoura. (Cunhado dos nº 1 e 58)&lt;br /&gt;19. Tenente Francisco José Nogueira, natural e morador desta vila. Casado, maior de 40 anos, vive de lavoura. (cunhado dos nº 11 e 37, irmão do nº 36 e tio do nº 54).&lt;br /&gt;20. Tenente Agostinho Leite de Almeida, natural da vila de Jacareí e morador desta vila. Casado, maior de 40 anos, vive de negócio. (Pai do nº 42 e cunhado do nº 10).&lt;br /&gt;21. Tenente Francisco Antunes de Vasconcelos, natural e morador desta vila. Casado, maior de 50 anos, vive de lavoura. (Sogro dos nº 17, 29 e 30).&lt;br /&gt;22. Ajudante Francisco das Chagas Guimarães, natural e morador desta vila, maior de 30 anos, casado. Vive de lavoura. (filho do nº 1, tio do nº 50, sobrinho do nº 48).&lt;br /&gt;23. Alferes Salvador Fernandes Viana, natural da vila de Parati, morador desta vila. Casado, 54 anos, vive de negócio.&lt;br /&gt;24. Alferes Lúcio José Monteiro, natural da Província de Minas, morador desta vila. Viúvo, vive de lavoura. (sogro do nº 40).&lt;br /&gt;25. Alferes José dos Reis dos Santos, natural da vila de Cunha, morador desta vila. Casado, maior de 40 anos, vive de lavoura.&lt;br /&gt;26. Alferes José Monteiro Silva, natural da vila de Cunha, morador desta vila. Viúvo, maior de 50 anos, vive de negócio.&lt;br /&gt;27. Alferes Vitoriano dos Santos Souza, natural e morador desta vila. Solteiro, 28 anos, vive de lavoura. (Filho do nº 4 e cunhado do nº 48).&lt;br /&gt;28. Alferes José Joaquim da Mota, natural do termo de Lorena, morador desta vila. Casado, vive de lavoura. (Cunhado do nº 35).&lt;br /&gt;29. Alferes Antônio Bicudo de Siqueira, natural da vila de Pindamonhangaba, morador desta vila. Casado, maior de 40 anos. (sobrinho do nº 13 e genro do nº 21).&lt;br /&gt;30. Alferes Máximo Xavier Romeiro, natural e morador desta vila. Casado, de 30 anos, vive de lavoura. (Genro do nº 21 e cunhado do nº 55).&lt;br /&gt;31. Alferes José Rodrigues Coura, natural e morador desta vila, casado, maior de 50 anos. Vive de lavoura. (Cunhado dos nº 1 e 49).&lt;br /&gt;32. Alferes Antônio Gonçalves de Oliveira, natural e morador desta vila. Maior de 30 anos, casado, vive de seu negócio. (Primo dos nº 10 e 42, genro do nº 7, cunhado do nº 9).&lt;br /&gt;33. Alferes Manuel da Silva Reis, natural e morador desta vila. Casado, maior de 30 anos, vive de lavouras.&lt;br /&gt;34. Alferes Antônio de Paula e Silva, natural da Província de Minas e morador desta vila. Casado, maior de 30 anos. Vive de negócio e lavoura. (Genro do nº 11).&lt;br /&gt;35. Alferes José de Rezende, natural e morador desta vila. Casado, maior de 40 anos, vive de lavoura. (Cunhado do nº 28).&lt;br /&gt;36. Guarda Mor José Martins Nogueira, natural e morador desta vila. Solteiro, maior de 50 anos. (Cunhado dos nº 11 e 37, irmão do nº 19).&lt;br /&gt;37. Guarda Mor Manuel José de Castro, natural da Europa, morador desta vila. Casado, maior de 50 anos, vive de lavoura. (Cunhado dos nº 19 e 36, pai do nº 54).&lt;br /&gt;38. Guarda Mor Manuel Teixeira Guimarães, natural da Europa, morador desta vila. Casado, maior de 60 anos.&lt;br /&gt;39. Manuel José Bitencourt, natural da Europa, morador desta vila. Casado, maior de 40 anos, vive de lavoura. (Genro do nº 6 e cunhado dos nº 8 e 17).&lt;br /&gt;40. Nuno da Silva Reis, natural e morador desta vila. Casado, maior de 30 anos, vive de lavoura. (Filho do nº 25, genro do nº 24, neto do nº 6 e sobrinho dos nº 8 e 17).&lt;br /&gt;41. Francisco de Moura Ávila, natural e morador desta vila. Casado, maior de 50 anos, vive de lavoura. (Tio do nº 40, primo dos nº 8 e 17, sobrinho do nº 6).&lt;br /&gt;42. João de Meireles Leite, natural e morador desta vila. Solteiro, maior de 30 anos, vive de negócio. (Filho do nº 20, sobrinho do nº 10 e primo do nº 42).&lt;br /&gt;43. Luiz Martins de Carvalho, natural da Europa, morador desta vila. Casado, vive de lavoura, maior de 60 anos.&lt;br /&gt;44. Antônio José Teixeira, natural da Europa, morador desta vila. Casado, maior de 50 anos, vive de negócio.&lt;br /&gt;45. Antônio Lobo de Oliveira Pompeu, natural de Taubaté, morador desta vila. Viúvo, maior de 40 anos, vive de negócio.&lt;br /&gt;46. João Francisco Junqueira Silva e Melo, natural e morador desta vila, solteiro, 17 anos. Vive sob pátrio poder. (Filho do nº 2).&lt;br /&gt;47. José da Costa Pinto, natural da Europa, morador desta vila. Viúvo, maior de 30 anos. Vive em companhia de seu irmão o Reverendo Vigário desta Vila.&lt;br /&gt;48. Alferes Mariano Xavier de Castro, natural da vila de Cunha e morador desta vila. Casado, maior de 40 anos. Vive de contratos com a Fazenda Nacional. (Genro do nº 4 e cunhado do nº 27).&lt;br /&gt;49. Antônio Gonçalves Cordeiro, natural e morador desta vila. Casado, maior de 40 anos. Vive de lavoura. (Cunhado do nº 31).&lt;br /&gt;50. Antônio Clemente dos Santos, natural e morador desta vila, solteiro, maior de 25 anos. Vive de negócio. (filho do nº 15, neto do nº 1 e sobrinhos dos nº 22 e 58).&lt;br /&gt;51. Manuel Rebelo Leite, natural e morador desta vila. Casado, maior de 40 anos, vive de lavoura. (Cunhado do nº 10).&lt;br /&gt;52. Francisco de Paula Ferreira, natural da Província de Minas, morador desta vila. Casado, vive da cadeira de gramática latina. (Cunhado do nº 53).&lt;br /&gt;53. Francisco José da Costa, natural e morador desta vila. Solteiro, maior de 30 anos, vive de negócio. (Cunhado do nº 52).&lt;br /&gt;54. Manuel José de Castro, natural e morador desta vila. Casado, maior de 30 anos, vive de lavoura. (Filho do nº 37, sobrinho dos nº 19 e 36 e genro do nº 13).&lt;br /&gt;55. Luiz Antônio de Camargo, natural da cidade de São Paulo e morador desta vila. Casado, maior de 40 anos, vive de sua botica. (cunhado do nº 30).&lt;br /&gt;56. Antônio dos Santos Silva, natural e morador desta vila. Casado, maior de 30 anos, vive de lavoura. (Filho do nº 5).&lt;br /&gt;57. Manuel Lescura Banher, natural e morador desta vila. Maior de 30 anos, vive de lavoura.&lt;br /&gt;58. José Francisco Guimarães, natural e morador desta vila, maior de 50 anos. Viúvo, vive de lavoura. (irmão do nº 1, tio dos nº 22 e 50).&lt;br /&gt;59. Capitão Manuel Galvão de França, natural e morador desta vila. Casado, vive de lavoura, maior de 40 anos.&lt;br /&gt;60. Alferes Inácio Joaquim Monteiro, natural da cidade de São Paulo, morador desta vila, maior de 50 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: documento localizado no Arquivo Nacional (1990), quando pesquisava a biografia do Comendador José Francisco da Silva Guerra, natural de Guaratinguetá e político influente da região na segunda metade do século XIX. Arquivo Nacional – Mesa do Desembargo do Paço.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Imagem: Uniformes militares - Álbum de aquarelas sobre uniformes militares do período colonial brasileiro, provavelmente do século XVIII, de várias regiões do país. Foto: Rômulo Fialdini/Livro MHN/Banco Safra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;In: http://www.museuhistoriconacional.com.br/images/galeria22/mh-g22a025.htm. Acessado em 18/07/2010.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-1034949049739890927?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/1034949049739890927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/logo-apos-independencia-do-brasil-foi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/1034949049739890927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/1034949049739890927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/logo-apos-independencia-do-brasil-foi.html' title='Relação das Pessoas que Costumam Andar na Governança da Vila de Guaratinguetá - 1823-1829'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TEWn58Y7rdI/AAAAAAAABVA/VMuQckEQXgU/s72-c/g22a025g.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-4629167160276767483</id><published>2010-07-19T14:53:00.004-03:00</published><updated>2010-07-19T15:00:28.777-03:00</updated><title type='text'>Usina Sodré – Patrimônio Sem Acesso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TESReW8dAII/AAAAAAAABR4/VhjkwsAM8BI/s1600/Usina+Sodr%C3%A9+-+2+-+Guinle.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 142px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495677396040089730" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TESReW8dAII/AAAAAAAABR4/VhjkwsAM8BI/s200/Usina+Sodr%C3%A9+-+2+-+Guinle.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; A área onde está situada a usina Sodré, no bairro dos Pilões, em Guaratinguetá, originou-se da antiga fazenda ou sítio denominado Sodré, com extensa superfície, segundo testemunhas de época, Benjamin Teixeira Guimarães e José Benedito Alves. O primeiro proprietário foi Antônio Clemente dos Santos (primeiro prefeito de Guaratinguetá no período da regência), segundo os embargos inclusos no processo de divisão das terras movido pela Companhia Luz e Força de Guaratinguetá contra Manuel Jacinto Pereira e outros, considerados condôminos da unidade agrícola, entre elas, a Companhia Imobiliária Brasileira, com sede na cidade de São Paulo.&lt;br /&gt;Chamados ao processo, vários interessados apresentaram escrituras provando posse legítima das terras, sendo contestados pela companhia responsável pela usina, em 1921 (Museu Frei Galvão/Arquivo Memória de Guaratinguetá – Maço 122 – 1º Ofício).&lt;br /&gt;Pelos documentos apresentados, a filha de Antônio Clemente dos Santos, Dona Pórcia Francisca dos Santos recebeu parte das terras em herança e vendeu-as à Companhia Imobiliária Brasileira (em 1927, entrou em demanda&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TESR1ezFzwI/AAAAAAAABSA/0M31IunnE80/s1600/Usina+Sodr%C3%A9+-+18.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 142px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495677793285295874" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TESR1ezFzwI/AAAAAAAABSA/0M31IunnE80/s200/Usina+Sodr%C3%A9+-+18.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; com a Companhia de Força e Luz pelas mesmas terras).&lt;br /&gt;Outros proprietários, na segunda metade do século XIX, foram Manuel Jacinto Pereira, Jacinto Feliciano Martins, Barão da Bocaína, Manuel Inocêncio de Moura Marcondes, Comendador Manuel Jorge Gonçalves Campos e, por ocasião do processo, mais de 30 proprietários.&lt;br /&gt;Atualmente pertence a uma autarquia do governo e o acesso é restrito, sendo necessária autorização e agendamento.&lt;br /&gt;Parece mais um patrimônio fadado ao destino de desaparecer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Imagens: Fotografias da Antiga Usina Sodré. Acervo do Museu H.P. Conselheiro Rodrigues Alves.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-4629167160276767483?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/4629167160276767483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/usina-sodre-patrimonio-sem-acesso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/4629167160276767483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/4629167160276767483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/usina-sodre-patrimonio-sem-acesso.html' title='Usina Sodré – Patrimônio Sem Acesso'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TESReW8dAII/AAAAAAAABR4/VhjkwsAM8BI/s72-c/Usina+Sodr%C3%A9+-+2+-+Guinle.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-5120251453250467237</id><published>2010-07-17T19:30:00.003-03:00</published><updated>2010-07-17T19:41:26.513-03:00</updated><title type='text'>Socialização da História e do Patrimônio Cultural</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TEIwcYm0rWI/AAAAAAAABRA/-EdhD26z28k/s1600/DSC01921.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 144px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495007759545183586" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TEIwcYm0rWI/AAAAAAAABRA/-EdhD26z28k/s200/DSC01921.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Para escrever a nossa história utilizamo-nos dos mais variados procedimentos e fontes disponíveis, mas a premissa não é unanimidade ao considerarmos o universo de produção cultural do homem em sua ampla diversidade. É uma temática complexa e discutível, sempre cogitada e pouco esclarecedora. A unanimidade na pesquisa histórica fica muito restrita ao universo das fontes escritas, o que relacionado com o universo patrimonial do homem é apenas um grão de areia.&lt;br /&gt;O que deve ser observado é que necessitamos acelerar e dinamizar, na prática, o que costumamos apenas dizer em livros, palestras e congressos. Não há mais espaço para frases e chavões que evoquem a importância do nosso patrimônio, se não houver explícita concretização de ideias. Apenas pelo pensamento os resultados serão ínfimos como tem acontecido na maioria das vezes. Ações isoladas, esporádicas e precariamente estruturadas não estão produzindo efeito para a socialização da história. A consciência histórica parte necessariamente de um prévio conhecimento, mas sem o exercício lúdico da produção e de suas razões de existir não há mudança no olhar e na postura. Desemboca-se, assim, na realidade do enfrentamento dos desafios de formar futuras gerações com base em práticas constantes e muito mais participativas para conhecer o passado e o presente.&lt;br /&gt;O mesmo deve acontecer com a discussão sobre a educação patrimonial, como uma forma específica de preservação da história, especialmente no Vale do Paraíba, onde a minoria fala muito, faz pouco e, ainda, dorme em falso berço esplêndido.&lt;br /&gt;Percebe-se enfaticamente que alguns grupos se constituem como detentores de um patrimônio que é universal. Conhecem e defendem-no sem a preocupação de envolver outros grupos diversificados da sociedade. Principalmente na esfera que comanda a educação no país, nas escolas e em outras instituições culturais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Imagem: Escultura encimada em túmulo no Cemitério dos Passos - Guaratinguetá - Joaquim Roberto Fagundes - junho 2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-5120251453250467237?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/5120251453250467237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/socializacao-da-historia-e-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/5120251453250467237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/5120251453250467237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/socializacao-da-historia-e-do.html' title='Socialização da História e do Patrimônio Cultural'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TEIwcYm0rWI/AAAAAAAABRA/-EdhD26z28k/s72-c/DSC01921.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-127780204975536797</id><published>2010-07-14T20:30:00.019-03:00</published><updated>2010-07-15T07:50:37.519-03:00</updated><title type='text'>Série Imagens para Pensar</title><content type='html'>Na história é fundamental o exercício de observação e, portanto, é interessante praticar vendo e fazendo a leitura de imagens de homens e mulheres do passado valeparaibano. Pela fotografia de pessoas que pertenceram ao mundo que não foi o nosso, produzidas na segunda metade do século XIX, pode-se inferir expressões do rosto e do corpo, as roupas, a postura e o ambiente retratado e, com isso, aprender um pouco de como viviam os nossos antepassados. Portanto, observe e tire as suas conclusões. Sempre que possível colocaremos algumas imagens do passado para pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TD7l3y4iF-I/AAAAAAAABLE/skKZ5i3NCec/s1600/joao+baptista+de+andrade+-+entre+1850+a+1870+certeza+data+de+nascimento+em+1850.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 272px; FLOAT: right; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5494081342153037794" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TD7l3y4iF-I/AAAAAAAABLE/skKZ5i3NCec/s400/joao+baptista+de+andrade+-+entre+1850+a+1870+certeza+data+de+nascimento+em+1850.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TD7lUff17II/AAAAAAAABK8/3vaPvMg_FT0/s1600/Cel+antonio+pires+barboza+chefe+do+partido+conservador+.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 244px; FLOAT: left; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5494080735653784706" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TD7lUff17II/AAAAAAAABK8/3vaPvMg_FT0/s400/Cel+antonio+pires+barboza+chefe+do+partido+conservador+.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TD5VBjxmouI/AAAAAAAABKU/ftNGvSh2pFo/s1600/Rostos+e+Express%C3%B5es+do+Passado+Valeparaibano2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O primeiro, da esquerda para direita, é o Coronel Antônio Pires Barbosa, nascido em Guaratinguetá e que se tornou chefe do Partido Conservador após a morte do Visconde de Guaratinguetá, em 1879. Era fazendeiro de café no bairro da Jararaca, e como era o costume da época, exerceu inúmeros cargos no poder judiciário local, como juiz de paz, juiz municipal e de órfãos, vereador e presidente da Câmara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo, é atribuído como o menino João Bapstista de Andrade, um dos inúmeros membros da família Andrade Almada, natural do município de Cunha, que teve este nome. Não ocupou cargo algum pelo que sabe. Parece ter vivido em Guaratinguetá. No momento da foto devia ter entre 13 e 15 anos, período em que o menino passava para a fase adulta e, portanto, já teria que se portar como um homem, com roupas sóbrias de acordo com a moda do final do século XIX.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Imagens: Acervo do Museu Frei Galvão/Arquivo Memória de Guaratinguetá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-127780204975536797?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/127780204975536797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/o-primeiro-da-esquerda-para-direita-e-o.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/127780204975536797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/127780204975536797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/o-primeiro-da-esquerda-para-direita-e-o.html' title='Série Imagens para Pensar'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TD7l3y4iF-I/AAAAAAAABLE/skKZ5i3NCec/s72-c/joao+baptista+de+andrade+-+entre+1850+a+1870+certeza+data+de+nascimento+em+1850.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-9038141717363144316</id><published>2010-07-13T21:03:00.005-03:00</published><updated>2010-07-15T08:14:59.262-03:00</updated><title type='text'>Doação de Terras para a Capela de Areias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TD0B0utYuLI/AAAAAAAABI0/rJiM25yLAlE/s1600/Scan0031.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TD2eyTLOrKI/AAAAAAAABJk/Pik95URV67Y/s1600/Scan0031.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 195px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493721707439893666" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TD2eyTLOrKI/AAAAAAAABJk/Pik95URV67Y/s320/Scan0031.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;A doação de terras para o patrimônio de capelas foi ato consolidado durante o período colonial brasileiro, sendo, muitas das vezes, a gênese de um núcleo urbano ou de um bairro.&lt;br /&gt;O costume teve origem, entre outros motivos, na reafirmação da fé e no credo católico da população a um santo de sua preferência e serviu para consolidar a religiosidade como um dos elementos principais da configuração social do país. Era uma necessidade para o homem colonial existir um prédio público e religioso em que ele pudesse assistir missa e expressar suas angústias terrenas ao santo de sua guarda.&lt;br /&gt;Partia, então, dos moradores da localidade, a iniciativa de fazer a doação de parte de suas terras para a edificação de uma capela ou para a constituição de um determinado patrimônio religioso, ajudando, até mesmo, no material e na mão-de-obra, ou na doação de alfaias e imagens. Tudo de comum acordo com as autoridades eclesiásticas, que aprovava ou a não a iniciativa.&lt;br /&gt;E, para o Vale do Paraíba, as escrituras de doação de terras para a constituição do patrimônio das capelas são encontradas nos livros tombos existentes nas dioceses e arquidioceses de alguns municípios, assim como, nas prestações de contas de capelas que integra a documentação do Juízo da Provedoria existente no Arquivo Público do Estado de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sentido, para ilustrar com pequenas observações e breves comentários uma pesquisa sobre o tema, disponibilizamos, em linguagem atual, parte de uma escritura de doação de terras para a capela da vila de Areias em 1798.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escritura: Traslado da Escritura de Doação que fazem Ângelo José Bittencourt, viúvo, Claro Francisco Rodovalho, e sua mulher Ana Bueno de Siqueira a Fábrica desta Matriz de Santana das Areias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Saibam quantos este público instrumento de doação virem, que sendo no ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil setecentos noventa e oito [1798] aos trinta dias do mês de julho do dito ano nesta Freguesia das Areias, termo da Vila de Lorena, em casas de morada do Reverendo Vigário José Rebouças da Palma, onde eu Tabelião ao diante nomeado fui vindo, sendo aí achei presentes partes concertadas e doantes a saber: Claro Francisco Rodovalho, e sua mulher, Ana Bueno de Siqueira, e bem assim, Ângelo José Bittencourt, homem viúvo, todos moradores nesta freguesia e reconhecidas de mim Tabelião pelos próprios de que faço menção e dou fé; e logo pelos ditos doadores todos juntos, uniformemente me foi dito em presenças das testemunhas ao diante nomeadas e no fim deste instrumento assinadas, que eles são legítimos senhores e possuidores de todo o restante dos chãos do dote da Igreja Matriz desta Freguesia, cujo dote sabem é de sessenta e cinco braças em quadra, fazendo peão na mesma igreja, e por isso pertencem a eles doadores todo o mais restante de chãos que se acharem entre os dois córregos, da parte de uma o que serve de aguada a casa do Reverendo Joaquim José da Silva, e da parte de baixo o córrego denominado Lavapés, que faz barra no Ribeirão das Areias; e nos lados assim para baixo, como para cima, até o Ribeirão dito das Areias, e até a beira do Mato Virgem, que se acha para cima da Igreja; por já estar dado por legítimas pessoas, e que isto houveram pela maneira seguinte, eles doadores Claro Francisco Rodovalho e sua mulher por herança do seu falecido Pai e Sogro o Tenente João de Toledo Piza, e o doador Ângelo José Bittencourt por compra que fez ao seu irmão o Padre Manuel José Bittencourt – e por serem senhores na forma dita doavam de suas livres vontades a Fábrica da Igreja Matriz desta Freguesia, observando-se as condições abaixo declaradas quais são: que ele doador Bittencourt reservava desta doação para si, e se os posteriores os chãos em que se acha morando a viúva Maria de Freitas Maciel com os fundos respectivos até o Córrego chamado Lavapés, que serve de divisa; e os outros doadores reservam chãos, que comodamente chega para seis lanços de casas com os respectivos fundos, ainda que os ditos lanços de casas não sejam mistos, por que há de ainda para alugar para plantar as ditas casas por si ou por outras pessoas, ainda por seus descendentes, ficando para isso já marcado e assinalado, aliás marcado, e assinalado, e assim mais disse ele doador Bittencourt que reservava na beira do Córrego, que divisa da parte de uma na frente das casas do Padre Joaquim, os chãos chegam para três lanços de casas com seus fundos...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentários: A escritura mostra, primeiramente, uma linguagem arcaica e com termos em desuso, o que por vezes, pode atrapalhar a interpretação por pessoas leigas. Indica, também, que a ereção de uma primitiva capela foi realizada anterior a 1798, pois a escritura cita a existência de uma matriz e que as terras doadas eram remanescentes das terras que já pertenciam para a mesma igreja.&lt;br /&gt;Faz descobrir, em segundo lugar, por pesquisas em outros documentos, que a freguesia de Areias surgiu como parte administrativa da vila de Lorena na segunda metade do século XVIII, mas que o povoamento vem desde a época da abertura do Caminho Novo para o Rio de Janeiro, na primeira metade do século XVIII. Como local de passagem e pouso nos ranchos de beira de estrada e zona de fronteira agrícola aberta que possibilitou a fixação do homem, principalmente por posse ou pelo regime de doação de sesmaria.&lt;br /&gt;E que, em 1798, já existia adiantada como freguesia, com algumas casas e diversos outros moradores além dos mencionados na escritura, como se pode constatar nos maços de população da Vila de Lorena daquele ano. Já existindo, também, pequenos sítios com agricultura de subsistência e comércio de beira de estrada. Tudo formado por pessoas, em sua maioria, oriundas das vilas de Pindamonhangaba, Guaratinguetá, Lorena e Cunha, a exemplo dos doadores que aparecem na sobredita escritura.&lt;br /&gt;Claro Francisco Rodovalho, nascido em Guaratinguetá por 1768, era filho do João de Toledo Piza, falecido em Guaratinguetá, e de sua mulher Leonor Correia Leme, nascida na mesma localidade. Sua esposa, Ana Bueno de Siqueira, era filha de José do Rêgo de Siqueira e de Maria Bueno de Lima, naturais de Pindamonhangaba. Ângelo José Bittencourt, nascido, também, em Guaratinguetá, era filho de Manoel José de Bittencourt e de sua mulher Maria do Rego Barbosa. E foi casado em 1765, na referida vila, com Helena Soares Leite, filha de Sebastião Machado de Lima e de Quitéria Soares Leite, naturais e falecidos no bairro da Capela (Aparecida).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocabulário Base&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguada: divisa&lt;br /&gt;Alferes: oficial da Companhia militar das Ordenanças responsável por levar a bandeira do regimento e substituía o capitão em suas ausências.&lt;br /&gt;Braça: medida de comprimento equivalente a 2,2 m.&lt;br /&gt;Caminho Novo: estrada entre a região de Lorena e o Rio de Janeiro, onde atualmente situam-se as cidades do Vale Histórico.&lt;br /&gt;Capitania: Unidade territorial administrativa no Brasil Colonial.&lt;br /&gt;Capitão: oficial da Companhia das Ordenanças responsável por um regimento militar.&lt;br /&gt;Chãos: terra para prédios e edifícios. Comumente utilizado, no século XVIII, como terreno situado próximo ou na área urbana.&lt;br /&gt;Comércio de beira de estrada: pequenas tendas, ranchos ou casas que serviam como ponto de comercialização de produtos e prestação de serviços.&lt;br /&gt;Dote: bem em espécie ou em escravos que se dava ao casal para sustentar financeiramente o casamento; bens doados para Igreja para que pudesse desfrutar economicamente ou como local para edificação religiosa.&lt;br /&gt;Fábrica: Rendas aplicadas na sacristia das igrejas para a sua manutenção financeira. O necessário para a construção de um edifício.&lt;br /&gt;Freguesia: unidade territorial religiosa, composta por uma igreja e seus fregueses (moradores).&lt;br /&gt;Lanço: cômodos ou cubículos.&lt;br /&gt;Maços de População: Série documental que traz o recenseamento da população na Capitania de São Paulo, entre os anos de 1765 e 1836.&lt;br /&gt;Peão: encontro de determinada terra com outra limítrofe.&lt;br /&gt;Quadra: distância entre uma esquina e outra do mesmo lado de uma rua.&lt;br /&gt;Ranchos de beira de estrada: locais estratégicos ao longo dos caminhos onde os viajantes paravam para pernoite e alimentação e a dos animais. Alguns possuíam toda a sorte de serviços, como pousada rústica ao ar livre, cuidados com os cavalos, selaria, ferraria e carpintaria.&lt;br /&gt;Sesmaria: porção de terra de medida variável que eram doadas pelo governo portugues , entre os séculos XVI e XIX, para o assentamento de famílias.&lt;br /&gt;Subsistência: termo que designa, no presente texto, a agricultura não comercial, trabalhada para sustento da própria família.&lt;br /&gt;Zona de Fronteira Agrícola Aberta: região com terras desocupadas que oferecia potencial para estabelecimento da agricultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências de Consulta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes Primárias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ARQUIVO DA CÚRIA DIOCESANA DE LORENA. Livro Tombo da Igreja Matriz de Areias. fls. 11v.&lt;br /&gt;ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO. Maços de População de Lorena, 1798.&lt;br /&gt;BLUTEAU, Rafael (Padre). Diccionario da Lingua Portugueza. Lisboa: Officina de Simão Thaddeo Ferreira, 1789.&lt;br /&gt;LEME, Luiz Gonzaga da Silva. Genealogia Paulistana. São Paulo: Duprat e Cia, 1903-1905. 9 volumes.&lt;br /&gt;SILVA, Antônio de Moraes. Diccionario da Lingua Portugeza. 4 ed. Lisboa: Imprensa Régia, 1831.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FAGUNDES, Joaquim Roberto. Genealogia Guaratinguetaense – Título Machado de Lima. Inédito datilografado, 2006.&lt;br /&gt;SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA. Registro de Terras de São Paulo: São Miguel de Areias, volume 3. São Paulo: Divisão de Arquivo do Estado, 1994.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Imagem: Antiga Capela da Vila de Areias. Arnaud Julien Pallière.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-9038141717363144316?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/9038141717363144316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/doacao-de-terras-para-capela-de-areias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/9038141717363144316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/9038141717363144316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/doacao-de-terras-para-capela-de-areias.html' title='Doação de Terras para a Capela de Areias'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TD2eyTLOrKI/AAAAAAAABJk/Pik95URV67Y/s72-c/Scan0031.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-8053954920371405784</id><published>2010-07-12T19:28:00.004-03:00</published><updated>2010-07-13T05:53:18.890-03:00</updated><title type='text'>Pagu – Uma Escritora Valeparaibana e uma Socialista Engajada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TDuXVjT3hII/AAAAAAAABHM/P2qsptq_frE/s1600/PAG_1_~1.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 308px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493150567020070018" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TDuXVjT3hII/AAAAAAAABHM/P2qsptq_frE/s320/PAG_1_~1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Uma personagem não reconhecida pelas gerações passadas. Uma mulher esquecida pela atual geração.&lt;br /&gt;Patrícia Rehder Galvão – conhecida como Pagu (1910-1962), esposa de um dos maiores expoentes da Semana de Arte Moderna de 1922, o escritor Oswald de Andrade, autor de obras como “Macunaíma”.&lt;br /&gt;Não por ser a companheira de Oswald de Andrade, mas por ter sido uma artista refinada, conectada com o seu tempo e revolucionária como mulher inserida numa época em que o preconceito de gênero ainda era forte.&lt;br /&gt;Foi jornalista em Paris, escritora, pintora, ilustradora e mãe. Uma autodidata de mente aberta que não participou dos atos de 1922, mas que empunhou com fervor e lucidez as armas para defender a vanguarda cultural paulista.&lt;br /&gt;Na política foi uma socialista exemplar, tendo criado, em 1945, a “Vanguarda Socialista”. Esteve no Leste Europeu e na Alemanha, oportunidade em que foi tutelada pela Gestapo, e na França, onde lutou pela Frente Popular.&lt;br /&gt;Publicou, em 1933, o romance “Parque Industrial”, sob o pseudônimo de “Mara Lobo” e, em 1945, em parceria com o segundo marido, escreveu a obra “A Famosa Revista”&lt;br /&gt;E, no centenário do seu nascimento, ocorrido em junho passado, lembramos que, embora tenha nascido na cidade paulista de São João da Boa Vista, a artista tem raízes valeparaibanas. Especificamente por seu progenitor, descendente da família Galvão de França, estabelecida em Guaratinguetá e no município de Cunha, respectivamente na primeira metade do século XVIII e inicio do século XIX.&lt;br /&gt;Pelo lado de seus avós paternos, descende do Capitão mor Antônio Galvão de França e de sua mulher Isabel Leite de Barros, que tiveram a filha Francisca Xavier de França (irmã de Frei Galvão) casada com o Alferes Francisco Nabo Freire e destes nascera Antônio Galvão Freire que teve alguns filhos. Dentre eles, Francisca Xavier de França, moradora na vila de Cunha e casada, naquela localidade, com Manuel Gomes de Oliveira, que são os avós de Thiers Galvão de França, que se casou em São João da Boa Vista com Adélia Rehder, de onde nasceu Patrícia Galvão.&lt;br /&gt;Neste sentido, tomando como motivo a sua origem e a valorização da nossa terra, da nossa gente e da nossa documentação, é necessário dirigir o olhar para uma mulher que desafiou a sociedade através da política e da arte, deixando importante legado sobre a mulher no segundo quartel do século XX. Vale recuperar sua literatura e promover debates no Vale do Paraíba.&lt;br /&gt;Imagem: Patrícia Galvão (Pagu) In: margarethf.blogspot.com/2010/04/natureza-morta-patricia-galvao-pagu-os.html (acessado em 12/07/2010). &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-8053954920371405784?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/8053954920371405784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/pagu-uma-escritora-valeparaibana-e-uma.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/8053954920371405784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/8053954920371405784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/pagu-uma-escritora-valeparaibana-e-uma.html' title='Pagu – Uma Escritora Valeparaibana e uma Socialista Engajada'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TDuXVjT3hII/AAAAAAAABHM/P2qsptq_frE/s72-c/PAG_1_~1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-1887687060251733881</id><published>2010-07-11T22:47:00.004-03:00</published><updated>2010-07-11T22:58:32.888-03:00</updated><title type='text'>Cidadania Estrangeira e Antepassados nos Processos de Casamentos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TDp0c-UOKOI/AAAAAAAABGc/K6T3Ysq48Ig/s1600/P1010039.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 230px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5492830736644712674" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TDp0c-UOKOI/AAAAAAAABGc/K6T3Ysq48Ig/s320/P1010039.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Obter a cidadania tornou-se uma prática comum nos últimos anos no Brasil, principalmente por descendentes das famílias ou de indivíduos solteiros que vieram no período da grande imigração no final do século XIX ou posteriormente. E uma das mais solicitadas é de netos e bisnetos de italianos.&lt;br /&gt;Neste aspecto, o processo de casamento do Registro Civil é uma fonte preciosa para conseguir as informações exigidas, pois traz, em alguns casos, documentos do país de origem ou o passaporte.&lt;br /&gt;O processo de casamento do Registro Civil, como até hoje, é um dossiê completo sobre os noivos e foi introduzido no Brasil a partir de 1890, logo após a Proclamação da República.&lt;br /&gt;Com o passar dos anos, com as novas exigências que passaram a vigorar, principalmente a partir de 1930, o processo ficou sofisticado, trazendo dados mais completos dos pais e dos avós. Mas no período da República Velha (1889) trazia apenas dados sucintos dos nubentes, como o local do nascimento, a idade, o local de residência, certidão de batismo (nem sempre constante) e autorização dos pais ou responsáveis para a realização do casamento.&lt;br /&gt;Para os imigrantes ou filhos destes, a regra era a mesma e as informações variavam entre completa ou nula, dependendo das dificuldades de mandar buscar documentos probatórios. Muitos apresentavam o passaporte de entrada no Brasil e destes encontra-se, a maioria de italianos, contendo as informações do local de nascimento e idade, entre outras informações.&lt;br /&gt;Portanto, um elemento documental importante para quem se interessa em tirar a cidadania em outro país ou somente para continuar a ascendência a partir da origem estrangeira, não sendo, porém, o único.&lt;br /&gt;E para ilustrar e divulgar informações a respeito estará disponível em breve, no blog, o índice de casamentos de imigrantes em Guaratinguetá no período de 1890 a 1930, como forma de ajudar as pessoas a localizar os seus antepassados e tirar a cidadania almejada. Como também inserir a discussão sobre utilizar a documentação cartorial nas escolas públicas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Imagem: Processo de Casamento do Registro Civil, 1923. Museu Frei Galvão-Arquivo Memória de Guaratinguetá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-1887687060251733881?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/1887687060251733881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/cidadania-estrangeira-e-antepassados.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/1887687060251733881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/1887687060251733881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/cidadania-estrangeira-e-antepassados.html' title='Cidadania Estrangeira e Antepassados nos Processos de Casamentos'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TDp0c-UOKOI/AAAAAAAABGc/K6T3Ysq48Ig/s72-c/P1010039.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-4076392763872533988</id><published>2010-07-09T18:56:00.005-03:00</published><updated>2010-07-09T19:52:10.818-03:00</updated><title type='text'>Dissertação de Mestrado - Débora Corbage</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TDebpNkCbPI/AAAAAAAABEc/cGRHd_aLwR8/s1600/img497.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 176px; FLOAT: left; HEIGHT: 265px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5492029402919365874" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TDebpNkCbPI/AAAAAAAABEc/cGRHd_aLwR8/s320/img497.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Por fim, a Escola Normal de Guaratinguetá ganhou um estudo mais profundo, analisando e discutindo a memória produzida por ela ao longo dos anos, e que culminou no aparecimento de uma forte tradição cultural e educacional na região do Vale do Paraíba, principalmente para aqueles que, de uma forma ou outra, e ao seu tempo, foram os protagonistas de uma vivência escolar que se manteve, em parte, até os dias atuais. Uma instituição educacional formadora de homens e mulheres que exerceram o magistério em diversas locais do Estado de São Paulo e que tiveram seus nomes perpetuados em nomes de escolas ou nas atividades que desempenharam em outras áreas. Educadores, por excelência, que testemunharam um período de mudanças na sociedade brasileira.&lt;br /&gt;A autora, Professora Débora Maria Nogueira Corbage, Mestre em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo-PUC, com a sua dissertação recém defendida, sob o título “História e Memória da Escola Complementar de Guaratinguetá (1906-1913)” mostra com habilidade para o público, tendo como referenciais teóricos o estudo da memória e a micro-história, o processo da instalação da escola no município e as primeiras turmas formadas pela instituição (1906-1913), desvendando suas origens sociais e econômicas. Professores que, no percurso da carreira, fizeram da instituição um santuário de exemplo educacional durante todo o decorrer do século XX, sob os auspícios de um corpo docente “mitológico” e de um prédio vestuto e republicano.&lt;br /&gt;O resultado é de um trabalho com bases sólidas e de verdades que nos faz compreender melhor a cidade naqueles primeiros anos do século XX, principalmente em sua verve econômica. Por deixar nas entrelinhas que nem tudo girava pela fazenda de café ou pela florescente agropecuária leiteira. Que existiram brechas de ascensão social para os filhos de comerciantes ou empregados públicos através do exercício do magistério. E, também, nas diferenças entre a educação daquele tempo e a atual, sem cair em juízo de valor algum. Apenas para verificar que algo pode estar errado nos dias de hoje, pois não temos mais uma escola, homens e mulheres que deram para Guaratinguetá o epíteto de “Atenas do Vale”.&lt;br /&gt;Somente uma leitura do trabalho para conferir o quanto ainda não sabemos de nossa própria história e sobre as maneiras de pesquisar e escrever a história no Vale do Paraíba. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-4076392763872533988?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/4076392763872533988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/por-fim-escola-complementar-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/4076392763872533988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/4076392763872533988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/por-fim-escola-complementar-de.html' title='Dissertação de Mestrado - Débora Corbage'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TDebpNkCbPI/AAAAAAAABEc/cGRHd_aLwR8/s72-c/img497.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-5714525894308083692</id><published>2010-07-08T06:06:00.006-03:00</published><updated>2010-07-08T06:32:09.164-03:00</updated><title type='text'>Guichê Filatélico em Guaratinguetá</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TDWV5RUYqqI/AAAAAAAABCs/tIYE5ddhC7w/s1600/selo+holanda.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 228px; FLOAT: left; HEIGHT: 314px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491460131782175394" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TDWV5RUYqqI/AAAAAAAABCs/tIYE5ddhC7w/s320/selo+holanda.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;História e Filatelia são paixões amigas. Companheiras inseparáveis pela multiplicidade de temas que desperta a curiosidade e ensina pela observação e pela estética. Pode-se dizer que a filatelia é por excelência na divulgação dos acontecimentos do passado e do presente e, ousadamente, uma fonte primária muito específica da história por servir de mote para buscar informações mais de talhadas acerca da temática impressa nos selos. Além disto, remete indiretamente ao mundo das missivas, consideradas fontes históricas privilegiadas na historiografia e literatura atuais.&lt;br /&gt;E, felizemente, foi inaugurado no dia 06 de julho de 2010, na Agência dos Correios de Guaratinguetá, um Guichê Filatélico para atender os amantes da filatelia e a todos que tenham curiosidade em conhecer e entrar no mundo maravilhoso dos selos. Já está em funcionamento, com variados produtos e com atendimento de qualidade.&lt;br /&gt;Todo pesquisador, historiador e interessados tem acesso privilegiado, bastando pegar a senha específica na entrada da agência.&lt;br /&gt;Em destaque selos e blocos dos duzentos da vinda da Família Real em 2008, a Presença Holandesa no Brasil e o Centenário do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Além de cartões postais alusivos aos selos, kit para colecionadores e classificadores com todos os selos lançados durante o ano.&lt;br /&gt;Uma boa hora para estimular crianças e jovens na arte de colecionar selos, servindo como instrumento lúdico e didático nas escolas do município. Cada unidade escolar deveria ter sua coleção própria; todo professor poderia levar seus alunos para conhecer o trabalho de filatelia nas agências de sua cidade, e o governo deveria incentivar e subsidiar tal prática. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Imagem: Selo Comemorativo da Presença Holandesa no Brasil, 2009. In: &lt;a href="http://www.correios.com.br/selos/selos_postais/selos_2009/selos2009_18.cfm"&gt;www.correios.com.br/selos/selos_postais/selos_2009/selos2009_18.cfm&lt;/a&gt; (acessado em 07/07/2010).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-5714525894308083692?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/5714525894308083692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/guiche-filatelico-em-guaratingueta.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/5714525894308083692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/5714525894308083692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/guiche-filatelico-em-guaratingueta.html' title='Guichê Filatélico em Guaratinguetá'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TDWV5RUYqqI/AAAAAAAABCs/tIYE5ddhC7w/s72-c/selo+holanda.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-1470777125308941445</id><published>2010-07-06T23:25:00.004-03:00</published><updated>2010-07-07T10:03:56.373-03:00</updated><title type='text'>Para Conhecer a Ascensão Política de Rodrigues Alves</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TDPl43vo_DI/AAAAAAAABCk/e1jlqgOP-Yw/s1600/Rodrigues_Alves+(2).jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 185px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490985135893969970" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TDPl43vo_DI/AAAAAAAABCk/e1jlqgOP-Yw/s320/Rodrigues_Alves+(2).jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Escrever sobre a vida de Rodrigues Alves pode parecer fato consumado por não despertar nenhum interesse ao público ou por não contribuir para um debate profundo acerca da República nos primeiros trinta anos do século XX, principalmente após a publicação, em 1973, da obra “Rodrigues Alves – Apogeu e Declínio do Presidencialismo”, de autoria de Afonso Arinos de Mello Franco.&lt;br /&gt;Mas é relevante lembrar que o construir da história é dinâmico e que, enquanto ciência, ela possibilita novas abordagens, análises e interpretações acerca de fatos irrelevantes e, neste sentido, o que parece óbvio pode revestir-se de significados profundos mediante a releitura dos fatos, na medida em que o historiador infere e dialoga com questões próprias e subjetivas do seu objeto.&lt;br /&gt;Portanto, a abordagem histórica de um mesmo tema não é necessariamente fato consumado, principalmente quando variáveis externas exigem um posicionamento didático em linhas simples e com foco na disseminação do conhecimento a um público leigo.&lt;br /&gt;Na busca por um ordenamento objetivo, de linguagem acessível e positivista, surgem premissas de percepção irrelevante e, consequentemente, questionamentos que desatentamente perderam a racionalidade diante do domínio das grandes estruturas e categorias analíticas da história. Deste modo, o que antes era imperceptível pode suscitar novas comparações e análises, abrindo perspectivas amplas para a produção historiográfica de caráter reiterado e dinâmico. Do contrário, a história seria estática e desvinculada dos preceitos sociais de atender uma demanda coletiva pelo conhecimento.&lt;br /&gt;E, Francisco de Paula Rodrigues Alves, no bojo destas perspectivas, faz perceber, durante o processo de retorno aos dados biográficos, uma indagação fugida, simplista e fundamental para entender o processo social, econômico e político de dois períodos importantes da História do Brasil, seja por quesitos acadêmicos ou escolares: Império e República. A gênese e a metamorfose na ascensão política do personagem enquanto resultado do meio.&lt;br /&gt;Além de tudo, em se considerando a abrangência coletiva do tema, traria a possibilidade do micro olhar acadêmico, numa extremidade, e a disseminação do conhecimento amplo em outra, enquanto mote de retomada da biografia e da história em linguagem simples para o público escolar dentro de um viés de caráter mais profundo.&lt;br /&gt;No caso da vida e obra de Rodrigues Alves, a assertiva encaixa perfeitamente; por conhecer o que possibilitou a ascensão política entrelaçada com a própria história da época. E a releitura para observar outras variáveis possíveis ainda não objetos de abordagem no seio acadêmico.&lt;br /&gt;A ascensão no meio político brasileiro tem o seu porque e a sua explicação, e torna-se interessante quando nos lembramos de uma frase dita por político da época: que “Rodrigues Alves se parecia muito mais com um presidente de câmara municipal do que com um presidente da República”. Surgindo, então, outra indagação: como um homem de uma pequena vila paulista tornou-se um estadista, um político privilegiado dentro do partido e na nação? Um homem a quem muitos recorreram na casa de Guaratinguetá.&lt;br /&gt;A razão está em inúmeras variáveis, muitas anteriores ao seu nascimento, em fatos e costumes sedimentados em séculos de história.&lt;br /&gt;Será necessário, portanto, para entender a colocação de Rodrigues Alves no mais alto patamar da política, demonstrar a situação social, econômica e política do século XIX, tendo como pertinência uma estrutura positivista: 1848 – 1873 - Nascimento e origens familiares, a educação de uma época (1850-1860) – Primeiras Letras, Escolas e Bacharelado em Letras (Colégio Pedro II) – Largo de São Francisco e o bacharelado em Direito na política (1861-1865); 1865-1872 - O Retorno para a vila – advocacia e relacionamento social e político em Guaratinguetá; 1873-1875 – A aventura política por herança, o casamento e a experiência provincial; 1875-1902 – Ideais e experiência adquirida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Imagem: Francisco de Paula Rodrigues Alves. Acervo do Museu H.P. Conselheiro Rodrigues Alves. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-1470777125308941445?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/1470777125308941445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/para-conhecer-ascensao-politica-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/1470777125308941445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/1470777125308941445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/para-conhecer-ascensao-politica-de.html' title='Para Conhecer a Ascensão Política de Rodrigues Alves'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TDPl43vo_DI/AAAAAAAABCk/e1jlqgOP-Yw/s72-c/Rodrigues_Alves+(2).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-6222548401304077703</id><published>2010-07-04T18:29:00.003-03:00</published><updated>2010-07-05T12:10:23.243-03:00</updated><title type='text'>Major Novais em Ruínas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TDD9aS7V3aI/AAAAAAAABAk/b5JXwea9RhY/s1600/museum.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 97px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490166573963795874" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TDD9aS7V3aI/AAAAAAAABAk/b5JXwea9RhY/s200/museum.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Pasmem! O Museu Histórico Pedagógico Major Novaes está em ruínas, caindo parte a parte todos os dias. Um exemplo monstruoso do descaso público pela memória e a história do Vale do Paraíba. Um desrespeito ao ser humano, um exemplo de que o país não tem futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Museu Major Novaes localizado, em Cruzeiro-SP, está na iminência de cair totalmente, mesmo com as autoridades municipais passando todos os dias ao seu lado.&lt;br /&gt;Considerável parte já não existe mais e agora está ruindo a parte central, sem que alguém tome providências a respeito. Os funcionários que lá trabalham nada podem fazer, a não ser rezar para não ter suas vidas em risco. São subalternos, não tem autoridade pública para manipular os milhões que a cidade não aplica todos os anos em obras necessárias ou que são desviados para não sabemos o que.&lt;br /&gt;A história de Cruzeiro tem naquela construção um de seus marcos de civilização e urbanização e é um patrimônio que poderia ser desfrutado por toda a população, seja como veículo de entretenimento em sua ampla área verde ou como pólo de difusão cultural e educacional. Assim como um pólo de pesquisa regional ligando todas as cidades do Vale Histórico, pois em seu interior existe um importantíssimo acervo judiciário de documentos do final do século XVIII e inicio do XIX, abrangendo cidades como Silveiras, Cachoeira Paulista, Areias, Queluz, São José do Barreiro e Bananal.&lt;br /&gt;É um museu que foi municipalizado pelo Governo do Estado e que hoje é de responsabilidade da Prefeitura Municipal, e que tem o dever de elaborar projetos para salvar o prédio e toda a documentação existente, bem como, a partir daí, buscar recursos na iniciativa privada ou no Governo Federal para elucidar o assunto, já que recursos próprios dizem não ter!&lt;br /&gt;Mas nada, por enquanto, aconteceu! Vozes solitárias bradam por uma solução e nem os interesses escusos dos tempos eleitoreiros estão na espreita por não dar voto. O que é burrice, pois com imaginação poderia render votos. Onde estão as classes políticas, os educadores, as universidades? Estão em berço esplêndido ensinando teorias que na prática pouco vale? Nas ruas abraçando criancinhas e distribuindo beijinhos como esmola?&lt;br /&gt;É um absurdo num país que se diz moderno, que a história esteja no chão, igualmente ao povo que continua ao rés-do-chão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Imagem: Museu H.P. Major Novaes - Cruzeiro. In: academiadobode.blogspot.com - acessado em 04/07/2010.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-6222548401304077703?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/6222548401304077703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/major-novais-em-ruinas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/6222548401304077703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/6222548401304077703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/major-novais-em-ruinas.html' title='Major Novais em Ruínas'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TDD9aS7V3aI/AAAAAAAABAk/b5JXwea9RhY/s72-c/museum.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-3585156512854236751</id><published>2010-07-04T09:51:00.003-03:00</published><updated>2010-07-04T09:57:17.503-03:00</updated><title type='text'>Lição de História na Copa 2010</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TDCD4x4S35I/AAAAAAAABAU/8wARkmylv0o/s1600/Logo+Derrota+Sele%C3%A7%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 106px; FLOAT: left; HEIGHT: 161px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490032957250002834" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TDCD4x4S35I/AAAAAAAABAU/8wARkmylv0o/s200/Logo+Derrota+Sele%C3%A7%C3%A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Mais uma vez repete-se a cena de desalento e choro pela derrota e saída da seleção brasileira da Copa do Mundo.&lt;br /&gt;Como em outros anos, vemos patente a falsa realidade do conjunto do esporte brasileiro. E, mais uma vez, ela reforça e grita aos brados que algo está errado; algo precisa ser pensado e modificado. Não somente no esporte, mas em toda a estrutura social brasileira. O futebol é o mote que possibilita refletir no conjunto da atualidade&lt;br /&gt;Entre tantas consequências da derrota, a lágrima do torcedor é fruto do quanto o brasileiro acredita no seu país e não é correspondido como deveria. E, por sua vez, é o reflexo dos vícios entranhados culturalmente na história brasileira.&lt;br /&gt;Embora demonstre alguma consciência da realidade, criticando posicionamentos, escalações e métodos, o torcedor acredita no futebol brasileiro e na política. E o esporte acaba por representar as esperanças de um país que vive os infortúnios de uma sociedade injusta. Como se ele fosse a tábua de salvação dos problemas diários.&lt;br /&gt;E, em momento algum, os representantes esportivos e políticos correspondem ao senso de justiça e igualdade que o povo brasileiro demonstra durante a torcida pela vitória ou no sentimento de derrota estampada no olho molhado e incrédulo. Rostos atordoados e sentimentos de perda e destruição que são continuamente desconsiderados.&lt;br /&gt;Se pensarmos profundamente, vamos concluir que a derrota da seleção é parte de uma triste realidade que não conseguimos discordar, discutir e mudar. Não é dada a chance de participar e opinar. Da economia a política, do futebol a cultura, nada nos é delegado. Apenas se finge fazer, cabendo-nos acreditar que tudo está melhorando e que tudo vai renascer melhor.&lt;br /&gt;No futebol vêem-se propagandas infames, que esconde a verdadeira intenção por detrás de projetos e interesses milionários. Prepotência e desmandos alijando o verdadeiro espírito esportivo.&lt;br /&gt;Na política, imagens de projetos sociais paternalistas, que são verdadeiros engodos, travando o desenvolvimento sustentável e igualitário. Migalhas que procuram calar a boca e mostrar que o país será no futuro uma potência.&lt;br /&gt;Mas, na verdade, continua apenas perpetuar o tom pessoal e as vaidades veladas das ações humanas que desrespeitam a consideração que o povo empresta aos dirigentes políticos e esportivos. Porque o alvo não é o brasileiro coletivo e sim as grandes corporações de homens e mulheres que se rendem ao império das fortunas.&lt;br /&gt;Estamos derrotados e continuaremos assistindo a política, a economia, a CBF e a Fifa fazendo e desfazendo no jogo do mando, ganhando dinheiro e fazendo o pior no futebol e na sociedade.&lt;br /&gt;Tomemos o futebol como exemplo para pensar. Será um começo para a mudança de atitude.&lt;br /&gt;Por enquanto, nada está mudando, apenas diversificando-se a maneira de como enganar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-3585156512854236751?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/3585156512854236751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/licao-de-historia-na-copa-2010.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/3585156512854236751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/3585156512854236751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/licao-de-historia-na-copa-2010.html' title='Lição de História na Copa 2010'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TDCD4x4S35I/AAAAAAAABAU/8wARkmylv0o/s72-c/Logo+Derrota+Sele%C3%A7%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-5060179840210883368</id><published>2010-07-03T19:53:00.005-03:00</published><updated>2010-07-03T20:20:24.506-03:00</updated><title type='text'>O Museu e o Historiador</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TC_EjIbeCxI/AAAAAAAABAM/eD8ix3KiQTk/s1600/vistaereaMP.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 206px; FLOAT: left; HEIGHT: 164px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489822578625088274" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TC_EjIbeCxI/AAAAAAAABAM/eD8ix3KiQTk/s200/vistaereaMP.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;O presente texto é parte integrante de uma palestra proferida no Centro Universitário Salesiano em 2008, em Lorena.&lt;br /&gt;E apresentado aqui com formato sucinto para que os leitores possam raciocinar sobre alguns aspectos e conceitos pensados e aplicados atualmente nas instituições museais.&lt;br /&gt;Assim, quando o leitor visitar grandes ou pequenos museus poderá identificar, de forma ampliada, a realidade dos museus, principalmente no interior do Estado. Além de poder conhecer melhor toda a estrutura de funcionamento e o quadro de funcionários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Histórico-Museu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a década de 1990 &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;-museus de caráter específico – guardar coisas velhas;&lt;br /&gt;-enaltecimento das elites – sem vínculo passado-presente;&lt;br /&gt;-incapacidade de resposta aos interesses comuns;&lt;br /&gt;-falta de vínculo com a realidade;&lt;br /&gt;-sentido pejorativo – confusão de conceitos;&lt;br /&gt;-passado e memória;&lt;br /&gt;-falso sentido da história;&lt;br /&gt;-inexistência da noção e do valor do patrimônio; e&lt;br /&gt;-confusão do público e privado – extensão doméstica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pós-década de 1990&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novo Conceito para Museu&lt;br /&gt;-instituição multidisciplinar;&lt;br /&gt;-local de encontro de culturas;&lt;br /&gt;-local para ações e reflexões;&lt;br /&gt;-aprendizado informal – prática, criatividade e interação;&lt;br /&gt;-criação de novos conceitos e conhecimentos;&lt;br /&gt;-despertar consciência – interação com a história, memória e com o patrimônio; e&lt;br /&gt;-local de atuação de diversos profissionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Museu e os Profissionais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Local privilegiado de ações envolvendo diversas visões de mundo a partir das experiências dos profissionais &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;-museólogo;&lt;br /&gt;-administrador;&lt;br /&gt;-arquivista;&lt;br /&gt;-bibliotecário;&lt;br /&gt;-restaurador;&lt;br /&gt;-artista plástico e outras categorias;&lt;br /&gt;-educador;&lt;br /&gt;-técnicos da área de informática;&lt;br /&gt;-psicólogos;&lt;br /&gt;-assistentes sociais;&lt;br /&gt;-profissionais do turismo;&lt;br /&gt;-voluntários;&lt;br /&gt;-historiador e&lt;br /&gt;-outros profissionais da ciência e tecnologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Áreas e Departamentos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O museu deve ser um conjunto de departamentos bem definidos e estruturados de acordo com a realidade da instituição &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;-setor administrativo;&lt;br /&gt;-setor educacional;&lt;br /&gt;-setor técnico;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- serviço de assessoria de comunicação e&lt;br /&gt;-setores diversos de atendimento – educacional e comercial e de manutenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estrutura Física&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A instituição museal tem áreas específicas para atendimento dos diversos serviços oferecidos ao público e a manutenção da mesma. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;-área expositiva;&lt;br /&gt;-área expositiva temporária;&lt;br /&gt;-reserva técnica;&lt;br /&gt;-parte administrativa;&lt;br /&gt;-área técnica – laboratórios diversos e&lt;br /&gt;-setores diversos de atendimento ao público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Museus – Tipologias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem inúmeras categorias de museus, classificados de acordo com o acervo ou categoria do conhecimento, comportando ou não mais de uma modalidade: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;-iconográficos;&lt;br /&gt;-etnológicos;&lt;br /&gt;-históricos;&lt;br /&gt;-biográficos;&lt;br /&gt;-sem acervos materiais (cultura imaterial ou tecnológico e virtual);&lt;br /&gt;-mobiliários;&lt;br /&gt;-arte Sacra;&lt;br /&gt;-artes em geral e&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Problemas e Deficiências Atuais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O museu padece de sérios problemas de origens diferentes:&lt;br /&gt;-falta de mão-de-obra qualificada;&lt;br /&gt;-baixos salários e instabilidade profissional;&lt;br /&gt;-falta de verbas;&lt;br /&gt;-falta de uma política pública;&lt;br /&gt;-ausência de ações culturais programadas a longo prazo ;&lt;br /&gt;-ausência de comunicação e interação com a comunidade e meios de comunicação e&lt;br /&gt;-falta de comprometimento com a realidade: ensino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Projetos Educacionais e Culturais no Museu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como instituição multidisciplinar, o museu pode desenvolver infinitos projetos educacionais e culturais, baseados principalmente na feitura de programas a curto e longo prazo, preenchendo vazios deixados por setores similares, independentes do acervo que possuam&lt;br /&gt;Para valorizar o patrimônio material e Imaterial de uma região e de uma comunidade o museu realiza: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;-teatro;&lt;br /&gt;-música;&lt;br /&gt;-literatura;&lt;br /&gt;-pesquisa escolar e acadêmica;&lt;br /&gt;-lançamento de livros&lt;br /&gt;-cursos;&lt;br /&gt;-workshops;&lt;br /&gt;-monitoria e&lt;br /&gt;-programas para públicos especiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Historiador no Contexto Museal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O historiador e o professor de história têm exercido um papel fundamental dentro da instituição, tendo como base de seu trabalho a formação de consciência das novas gerações de indivíduos dentro da sociedade, através de meios e suportes diversificados de ação, buscando informações que façam conhecer ou esclarecer os laços que possam intermediar um diálogo de passado, presente e futuro, valorizando a cultura como um meio de democratizar o ser humano vivendo em comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Setores de Atuação do Historiador&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O historiador faz um passeio por todos os setores que compõe a instituição, desenvolvendo a criatividade: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;-na Pesquisa sobre o acervo do museu;&lt;br /&gt;-na classificação de acervos documentais, tendo como base a disponibilidade dos mesmos;&lt;br /&gt;-na Monitoria qualificada;&lt;br /&gt;-no Desenvolvimento de projetos culturais;&lt;br /&gt;-no apoio teórico na restauração e conservação;&lt;br /&gt;-no Auxílio de Pesquisa Acadêmica;&lt;br /&gt;-na elaboração de guias do acervo;&lt;br /&gt;-na avaliação das peças adquiridas pela instituição;&lt;br /&gt;-construção de uma identidade do museu;&lt;br /&gt;-no serviço de interação com os meios de comunicação;&lt;br /&gt;-na aquisição de obras de referência para biblioteca;&lt;br /&gt;-no entrosamento com a escola pública e&lt;br /&gt;-no programa de digitalização de fotografias e documentos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atitudes do Historiador no Museu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-o historiador deve assumir algumas posturas críticas quanto aos programas desenvolvidos na instituição;&lt;br /&gt;-estar em constante trabalho de reciclagem do conhecimento e aperfeiçoamento das formas de atuação;&lt;br /&gt;-não ter medo de conhecer o seu ofício, colocando a mão na massa. Conhecer arquivos, instituições similares, documentos e revistas especializadas;&lt;br /&gt;-constante contato com outros profissionais para troca de idéias, procurando evitar que a sua instituição seja estanque;&lt;br /&gt;-ter amor e tomar uma atitude consciente do trabalho quer realizar;&lt;br /&gt;-treinar e não ter medo da criatividade e&lt;br /&gt;-acreditar no que faz. Errar é humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: Vista áerea do Museu Paulista - São Paulo-SP. In:www.usp.br/cpc/cpcinfo/cpcinfo-0402.html (acessado em 03/07/2010)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Joaquim Roberto Fagundes &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-5060179840210883368?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/5060179840210883368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/o-presente-texto-e-parte-integrante-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/5060179840210883368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/5060179840210883368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/07/o-presente-texto-e-parte-integrante-de.html' title='O Museu e o Historiador'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TC_EjIbeCxI/AAAAAAAABAM/eD8ix3KiQTk/s72-c/vistaereaMP.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-4749563812276874896</id><published>2010-06-30T09:21:00.008-03:00</published><updated>2010-08-10T16:00:49.391-03:00</updated><title type='text'>A Estátua do Conselheiro Rodrigues Alves</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488540940539594306" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TCs25-gNBkI/AAAAAAAAA-8/YtDZBTQhQBE/s320/Logo+Guaratinguet%C3%A1+para+Guias+Tur%C3%ADsticos.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TCs3gkMqrQI/AAAAAAAAA_E/UbWdoLY6AiA/s1600/Inaugura%C3%A7%C3%A3oestatuaconselheiro.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;p align="justify"&gt;Na praça principal de Guaratinguetá existe o marco de um dos principais filhos da cidade, a estátua do Conselheiro Francisco de Paula Rodrigues Alves, Presidente da República entre 1902 e 1906.&lt;br /&gt;A obra foi o resultado de uma campanha para dignificar e perpetuar a imagem do homem público que ocupou diversos cargos no Império e na República do Brasil, entre eles: Presidente da Província de São Paulo (1888), Ministro da Fazenda (1894-1896), Presidente do Estado de São Paulo (1900 e 1912-1916), entre outros.&lt;br /&gt;A partir de 1921 foi constituída a Comissão Executiva do Monumento ao Conselheiro Rodrigues Alves, ficando como tesoureiro responsável Nero de Almeida Senna, titular do Cartório de Imóveis do município.&lt;br /&gt;A inauguração ocorreu em 07 de julho de 1923 em solenidade festiva reunindo a sociedade local, alunos e autoridades.&lt;br /&gt;Homero Sena (p. 242), no seu livro de memórias, “Um mineiro de Guaratinguetá”, transcreve a notícia publicada pelo jornal “Correio Paulistano” a respeito da obra e da solenidade de inauguração:&lt;br /&gt;“Inaugurou-se ontem em Guaratinguetá, na principal praça desta cidade, a estátua do Conselheiro, mandada erigir em sua terra natal por subscrição pública entre os conterrâneos, amigos e admiradores do grande brasileiro. Todo o monumento, que é de bronze, sobre pedestal de granito, tem as seguintes dimensões: largura de meio fio, 4,60 m; largura da 1ª moldura, 3,80 m; altura, 4,60 m. O trabalho é da lavra do escultor Antônio Pinto de Matos... O ato inaugural revestiu-se de grande solenidade, precedendo a cerimônia missa campal rezada na própria praça, pela manhã, à qual assistiram as autoridades municipais e militares, a família do homenageado, corpos docentes e discentes dos estabelecimentos de ensino, além de grande multidão. A figura acha-se de pé, em atitude normal, apoiada a destra em uma coluna. A base assemelha-se a uma pirâmide de vértice truncado. Todo o vulto está envolto em riquíssima bandeira nacional, de seda e ouro, a mesma que lhe cobriu o esquife por ocasião do cortejo fúnebre, oferta do Governo do Estado”. Na face fronteira ao pedestal lê-se a seguinte inscrição ‘Ao seu grande filho, Conselheiro Rodrigues Alves, Guaratinguetá’. Na face oposta, os nomes de Rio Branco, Oswaldo Cruz e Pereira Passos, seus eficientes colaboradores no quadriênio em que exerceu a Presidência da República, circundados por uma coroa de loros”.&lt;br /&gt;O Barão do Rio Branco foi Ministro das Relações Exteriores e um dos grandes nomes da diplomacia brasileira na questão das fronteiras do Brasil, juntamente com Joaquim Nabuco. Exerceu cargos consulares na Inglaterra e na Alemanha.&lt;br /&gt;Oswaldo Cruz, médico sanitarista e cientista, nascido em São Luiz do Paraitinga-SP, foi o responsável pelo serviço de higienização da cidade do Rio de Janeiro durante a Revolta da Vacina, exterminando a febre amarela da capital Federal.&lt;br /&gt;Pereira Passos foi nomeado Prefeito do Rio de Janeiro por Rodrigues Alves, e como engenheiro remodelou a cidade do Rio de Janeiro, abrindo vias de circulação no centro da cidade, como a Avenida Central (atual Av. Rio Branco). Sua gestão frente ao governo municipal trouxeram conflitos políticos e sociais, motivados por ações incisivas conhecidas como “bota abaixo”, ocasião em que mandou derrubar milhares de prédios coloniais considerados pardieiros e focos de doença e prostituição.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Joaquim Roberto Fagundes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: Inauguração da Estátua de Rodrigues Alves (1923) In: SENNA, Homero. Um Mineiro de Guaratinguetá”, p. 255.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referência Bibliográfica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENNA, Homero. Um Mineiro de Guaratinguetá. Rio de Janeiro, Edição do Autor, 1974.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-4749563812276874896?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/4749563812276874896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/06/na-praca-principal-de-guaratingueta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/4749563812276874896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/4749563812276874896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/06/na-praca-principal-de-guaratingueta.html' title='A Estátua do Conselheiro Rodrigues Alves'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TCs25-gNBkI/AAAAAAAAA-8/YtDZBTQhQBE/s72-c/Logo+Guaratinguet%C3%A1+para+Guias+Tur%C3%ADsticos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-3040694628845187239</id><published>2010-06-28T14:28:00.013-03:00</published><updated>2010-06-29T15:35:20.794-03:00</updated><title type='text'>Os Primeiros Povoadores de Potim</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TCo8ewcvsVI/AAAAAAAAA98/LjK2FffPFus/s1600/Capela+de+Potim.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 260px; FLOAT: left; HEIGHT: 141px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488265595003580754" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TCo8ewcvsVI/AAAAAAAAA98/LjK2FffPFus/s320/Capela+de+Potim.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TCjbuKpI0II/AAAAAAAAA9k/j-xTbZcBWAM/s1600/003.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TCn1qjWlfZI/AAAAAAAAA90/ElWvOkEgZTc/s1600/capeladepotim.jpg"&gt;&lt;/a&gt;A história do município de Potim está intimamente ligada à história de Guaratinguetá, a qual pertenceu durante os últimos 200 anos e por este motivo, torna-se difícil levantar os dados necessários para uma história completa da cidade. Em documentos esparsos em diversos arquivos da região e de São Paulo e, em informações esparsas dentro dos documentos, encontramos alguns informes sobre o povoamento de Potim no período setecentista. Uma das principais fontes neste sentido são os inventários antigos de Guaratinguetá, onde aparecem referências sobre a localização das terras, sua extensão e valor.&lt;br /&gt;Segundo a Profª Conceição Borges Ribeiro, em artigo publicado num jornal de Guaratinguetá, o povoamento inicial do município é essencialmente indígena. Acredita-se que os primeiros moradores, como em todo o Vale do Paraíba, foram os índios Puris. Nenhuma pesquisa arqueológica foi realizada ou mesmo nenhum sítio arqueológico com vestígios materiais foi encontrado, para que se pudesse dizer com certeza qual a nação indígena e qual era a sua localização exata. No Potim, segundo a tradição, eles estavam estabelecidos próximo às margens do Rio Paraíba e do Ribeirão dos Mateus, onde hoje se encontra o Lar Monsenhor Filippo.&lt;br /&gt;No que diz respeito ao povoamento do elemento branco e negro, existem referências muito antes da data oficial considerada, no longínquo ano de 1772, ano da ereção da primeira capela. Essas mesmas dão uma vaga idéia da distribuição populacional na região, que na verdade era bem esparsa, com imensas áreas nas mãos de bem poucas pessoas. Essas imensas propriedades originaram-se das primeiras grandes sesmarias concedidas no final do século XVII e inicio do século XVIII aos interessados em povoar a região. Infelizmente não se pode esquematizar com segurança quais foram as primeiras propriedades concedidas, pois os livros de escrituras de Guaratinguetá do século XVIII e os livros de sesmarias da Casa do Conde de Monsanto não mais existem.&lt;br /&gt;Esses povoadores vinham de diversas localidades do Vale do Paraíba, como Taubaté, Pindamonhangaba e, também, do Planalto Paulista (cidade de São Paulo e cercanias), que procuravam melhores locais para se estabelecerem com suas famílias, já que naquele período, segundo historiadores paulistas e valeparaibanos, houve um grande deslocamento de população em busca de riqueza e consequentemente de melhor forma de vida.&lt;br /&gt;A mais antiga e maior sesmaria que se tem notícia, abrangendo o atual território do município, pertenceu a uma só pessoa e englobava toda a área que ia desde Lorena até as cercanias de Pindamonhangaba. Segundo informações do Prof. Helvécio de Vasconcelos Coelho essa sesmaria foi posteriormente vendida e desmembrada em menores extensões; talvez pertencentes àqueles em que os nomes só sabemos através de pequenas citações documentais.&lt;br /&gt;Outra das mais antigas propriedades encontradas nos documentos se referem a Lucas Fernandes Pinto, natural de Taubaté e inventariado em Guaratinguetá em 1753. Neste documento encontramos a seguinte referência “um sítio na paragem chamada POTEIM, que parte de um lado com João de Mello [ outro morador que não encontramos nenhuma informação ] e de outra com Maria Leme, com casas de três lanços pequenos cobertas de telhas e mais alguns ranchinhos cobertos de palha e seus arredores de espinho ”, onde o mesmo plantava pequena quantidade de cana e cultivava um pequeno mandiocal.&lt;br /&gt;Outra propriedade com existência anterior a 1772 pertenceu ao Alferes Domingos Rodrigues Sanches, natural da Vila de Castelo Branco, Portugal e que possuia meia légua de testada de terras, que iam desde uma parte de Potim até o Ribeirão de Guaratinguetá. Miguel Corrêa dos Ouros, provavelmente natural de São Paulo, da família do Zouro, foi outro proprietário de terras no Potim, mas nenhuma informação sobre as mesmas foi encontrada. Em suas terras surgiu a pequena capela de São Bom Jesus de Potim, dando inicio ao pequeno povoado que se formaria em torno dela.&lt;br /&gt;Outra grande propriedade rural pertenceu ao Padre José Soares Leite, no local onde hoje se encontra o Bairro dos Soares ou “Soarada” como é conhecida. No ano de seu falecimento, em 1776, o referido padre possuía uma imensa área de terras, onde cultivava milho e mantimentos para sua sobrevivência e a de seus agregados e inúmeros escravos. Em seu testamento, o Padre José Soares Leite, deixou as ditas terras às irmãs e a alguns escravos que ele deixara liberto, que por conseguinte, adotaram o seu sobrenome.&lt;br /&gt;Em 1765, embora ainda não existisse um núcleo urbano formado, verifica-se, através do Recenseamento das Ordenanças de Guaratinguetá, a existência de um pequeno grupo de famílias morando na região de Potim, que provavelmente não eram proprietárias de terras, mas simples agregados que viviam do plantio de milho, feijão e arroz para a subsistência. Entre essas primeiras famílias destacavam-se as famílias de Daniel Paes Soares (de onde se originam a família e o bairro dos Daniel), os Machado de Lima, os Monteiro Paes, Soares Leite, Gonçalves de Abreu, Galvão de França ( família de Frei Galvão), Nabo Freire, Meireles Freire, Dias da Costa, Dias Morgado, Rodrigues Leme, Borges de Souza, Bueno da Silva, Coelho da Silva, Abreu Leme, entre outras, todas com descendentes até os dias de hoje.&lt;br /&gt;Nos anos posteriores, em finais do século XVIII e inicio do século XIX, a expansão populacional não foi muito grande, seja com relação ao elemento branco ou negro. O território potinense continuava extenso, com população esparsa e rarefeita. Somente na segunda metade deste século, houve a formação de um núcleo urbano mais denso e concentrado, com a invasão de famílias inteiras, vindas principalmente das Minas Gerais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Joaquim Roberto Fagundes&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Imagem: Antiga Capela do Senhor Bom Jesus de Potim. Desenho Bico de Pena de Tom Maia, 1989.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TCjbuKpI0II/AAAAAAAAA9k/j-xTbZcBWAM/s1600/003.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TCn1qjWlfZI/AAAAAAAAA90/ElWvOkEgZTc/s1600/capeladepotim.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-3040694628845187239?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/3040694628845187239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/06/historia-do-municipio-de-potim-esta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/3040694628845187239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/3040694628845187239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/06/historia-do-municipio-de-potim-esta.html' title='Os Primeiros Povoadores de Potim'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TCo8ewcvsVI/AAAAAAAAA98/LjK2FffPFus/s72-c/Capela+de+Potim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-6111019261529393471</id><published>2010-06-27T09:56:00.006-03:00</published><updated>2010-06-27T10:04:47.708-03:00</updated><title type='text'>Biblioteca Nacional</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TCdKz-lvSDI/AAAAAAAAA8k/bAWMdmNwl-A/s1600/Logo+Bibioteca+Nacional1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 234px; FLOAT: left; HEIGHT: 109px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487436927809308722" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TCdKz-lvSDI/AAAAAAAAA8k/bAWMdmNwl-A/s320/Logo+Bibioteca+Nacional1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em 2010 a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro comemora dois centenários. Em 29 de outubro de 1810, Dom João VI assina decreto criando a biblioteca régia, com acervo que trouxera de Portugal em 1808. Na mesma data, em 1910, o Presidente Nilo Peçanha inaugura o prédio atual, que teve a pedra fundamental lançada pelo Conselheiro Presidente Francisco de Paula Rodrigues Alves, em 1905.&lt;br /&gt;Para os freqüentadores assíduos, pesquisadores e historiadores, é uma data feliz por lembrar a sua importância para a história do Brasil e por ser um local que inala sabedoria e aconchego.&lt;br /&gt;Para quem já teve o sabor de pesquisar em suas dependências sabe que é uma experiência única e que retornar é um dever.&lt;br /&gt;Minha experiência pessoal remete, em momentos distintos, ao aprendizado sempre presente em todas as vezes que lá estive. Seja enquanto buscava fontes sobre o Vale do Paraíba ou nas visitas técnicas que realizei durante a participação de congressos na cidade do Rio de Janeiro. Deste modo, tenho a honra de fazer parte daqueles que sentem prazer renovado quando adentra as suas dependências para visitar e, principalmente, para pesquisar.&lt;br /&gt;Por estes motivos, tenho comigo que a melhor forma de lembrar os dois centenários da instituição é discorrer algumas linhas da experiência e conhecimento que obtive nos vários setores da biblioteca, encontrando informações ou tomando café junto a amigos, sob a cúpula ladeada por livros. Experiências de conhecer um pouco das fontes históricas do Vale do Paraíba.&lt;br /&gt;Frequento a Biblioteca Nacional desde 1990, quando, pela primeira vez, fui buscar informações sobre jornais antigos de Guaratinguetá, disponíveis, então, no setor de referências, no primeiro andar. E que pude consultar em microfilme alguns dos seus exemplares do inicio do século XX e, posteriormente, os jornais do Rio de Janeiro no período em que o Conselheiro Rodrigues Alves foi presidente da República (1902-1906). Oportunidade em que aprendi apreciar as caricaturas e os desenhos como formas de expressão e de análise da história. Neles descobri que as imagens mostram um mundo diverso da documentação escrita, onde a crítica permeava cada traço do desenho, desencavando opiniões diferenciadas e mentalidades diversas sobre o conturbado inicio do período republicano. Críticas sobre a política financeira, a revolta da vacina, a remodelação do Rio de Janeiro e os embates da classe política sobre as diretrizes do governo.&lt;br /&gt;Em outras ocasiões pesquisei no que considero o principal setor da Biblioteca Nacional, a Seção de Manuscritos Raros, localizado no segundo andar. A sala ampla, rodeada de fichários com referências documentais de todo o país e suas mesas sóbrias era um convite para o deleite de descobrir e informações e, ao mesmo tempo, uma terapia sem precedente. Horas de prazer indescritível ao deparar, por exemplo, com um documento original da fundação da cidade de São Luiz do Paraitinga; com homens e mulheres valeparaibanos mencionados no precioso acervo do Morgado de Mateus, Governador e Capitão-General da Capitania de São Paulo, principalmente Frei Galvão e suas cartas falando do Convento da Luz.&lt;br /&gt;No setor de referências bibliográficas, que consultei poucas vezes, encontrei exemplares não tão antigos, mas raros no Vale do Paraíba e que numa oportunidade propícia escrevei sobre.&lt;br /&gt;E tecnicamente, como profissional que atua em museu, conheci os bastidores da instituição, onde anônimos profissionais preservam e disseminam conhecimento ali acumulado. Ocasião em que constatei o contínuo trabalho de restauro de livros e documentos antiqüíssimos, anteriores ao descobrimento do Brasil. Os produtos utilizados e as técnicas sofisticadas e pacienciosas utilizadas por homens e mulheres de máscara e luvas. O acondicionamento em caixas próprias, desenvolvidas e montadas em oficinas próprias, e a limpeza e higienização de obras mais recentes.&lt;br /&gt;Enfim, um mundo maravilhoso para pesquisar, conhecer, disseminar e conservar. Um mundo precioso do passado e do presente. Uma forma de comemorar cada ano, década e centenário.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;Joaquim Roberto Fagundes &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-6111019261529393471?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/6111019261529393471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/06/em-2010-biblioteca-nacional-do-rio-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/6111019261529393471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/6111019261529393471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/06/em-2010-biblioteca-nacional-do-rio-de.html' title='Biblioteca Nacional'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TCdKz-lvSDI/AAAAAAAAA8k/bAWMdmNwl-A/s72-c/Logo+Bibioteca+Nacional1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-1608362910448418542</id><published>2010-06-26T07:50:00.005-03:00</published><updated>2010-06-26T08:09:09.790-03:00</updated><title type='text'>Notícias do II Encontro Paulista de Museus</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TCXeLRHZT1I/AAAAAAAAA7k/ujSEU9l1xKM/s1600/DSC02184.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 223px; FLOAT: left; HEIGHT: 179px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487036006175166290" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TCXeLRHZT1I/AAAAAAAAA7k/ujSEU9l1xKM/s320/DSC02184.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Durante três dias, cerca de oitocentas pessoas participaram do II Encontro Paulista de Museus, realizado no Memorial da América Latina, na cidade de São Paulo.&lt;br /&gt;No período foram mostrados e discutidos variados projetos desenvolvidos por inúmeros museus da capital e do interior, com destaque para os museus estrangeiros da Catalunha, na Espanha, e de Medelín, na Colômbia.&lt;br /&gt;E falaremos aqui, nos próximos dias, sobre alguns aspectos do evento, que está cada vez mais solidificado no cenário museológico paulista, integrando profissionais de várias áreas na busca pelo aperfeiçoamento das ideias e das atividades junto ao público. Aguardem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foto: da esquera para a direita: José Nascimento, Presidente do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), Tamime, do Museu Índia Vanuire, da cidade de Tupã-SP, e Joaquim Roberto Fagundes, do Museu Conselheiro Rodrigues Alves, de Guaratinguetá-SP.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-1608362910448418542?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/1608362910448418542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/06/noticias-do-ii-encontro-paulista-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/1608362910448418542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/1608362910448418542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/06/noticias-do-ii-encontro-paulista-de.html' title='Notícias do II Encontro Paulista de Museus'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TCXeLRHZT1I/AAAAAAAAA7k/ujSEU9l1xKM/s72-c/DSC02184.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-8702465767214923243</id><published>2010-06-20T23:17:00.000-03:00</published><updated>2010-06-20T23:18:00.160-03:00</updated><title type='text'>II Encontro Paulista de Museus, o Sistema Estadual de Museus e o Vale do Paraíba</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Com o objetivo de articular profissionais e dirigentes da área museológica para estabelecer estratégias de desenvolvimento social e econômico dos municípios e tratar das ações de aperfeiçoamento, qualificação e fortalecimento dos museus paulistas, a Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo-SP, por meio do Sistema Estadual de Museus SISEM-SP, vai realizar, no período de 22 e 24 de junho, o 2º Encontro Paulista de Museus. Sediado no Memorial da América Latina, o encontro vai reunir 28 palestrantes, sob o tema "Ser Diferente: Fazer Diferença". Nesta edição, pela primeira vez, prefeitos e secretários municipais de Cultura terão uma programação paralela, para discutir a importância de políticas públicas para área da cultura, parcerias em investimentos e leis de incentivo.&lt;br /&gt;Deste modo, os museus do interior paulista têm a chance histórica de transformar sua própria realidade, tendo como foco principal as ações e estratégias para socializar o espaço público do museu no sentido de promover, divulgar e valorizar a cultura regional dentro das novas diretrizes museológicas acenadas pelo Sistema Estadual e Museus – SISEM e pelo Instituto Brasileiro de Museus – IBRAM. Bem como, de ter acesso a informações e formulações de propostas, projetos financeiros e cursos de qualificação de pessoal nas áreas técnicas, gestão administrativa, empreendimentos culturais, etc. E de ter resultados que demonstrem experiências inéditas que aproxime a instituição da comunidade onde está inserida, através de diálogos contínuos com o público, dentro de um espectro conceitual de valores sociais que denotem qualidade e crescimento humano.&lt;br /&gt;Para o Vale do Paraíba, a possibilidade de resolver problemas crônicos e similares, como os identificados pelo Pólo Cinco do Sistema Estadual de Museus, implantado recentemente na região: restauro dos prédios, restauro dos acervos, capacitação profissional e técnica, adequação de espaços e instalação de novos equipamentos, identificação e disponibilização de informações de acervos, sustentabilidade dos museus, entre outros.&lt;br /&gt;Portanto, a oportunidade horizontal de adquirir postura profissional, corporativa e colaboracional para que objetivos e metas possam ser alcançados na expectativa de eliminar a sólida e sórdida realidade figurativa dos museus do interior, colocando-os numa esfera dinâmica e agregadora dos valores coletivos, formacionais e multidisciplinares. Propondo e discutindo amplas demandas corporativas, identitárias, libertando-os das representações sociais que remontam o final do século XIX e que contribuem em boa parte para o esvaziamento das instituições por seu aspecto desvinculado da realidade histórica desse começo de século.&lt;br /&gt;E, aos representantes e dirigentes dos museus da região a responsabilidade do engajamento e do comprometimento de destruir os interesses próprios e as ideias de verticalização das ações tutelares do Estado, como sempre aconteceu em todas as outras oportunidades que existiram, tanto por mérito dos órgãos dirigentes como dos agentes e dirigentes das unidades museais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Joaquim Roberto Fagundes &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-8702465767214923243?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/8702465767214923243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/06/ii-encontro-paulista-de-museus-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/8702465767214923243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/8702465767214923243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/06/ii-encontro-paulista-de-museus-o.html' title='II Encontro Paulista de Museus, o Sistema Estadual de Museus e o Vale do Paraíba'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-197913938479492914</id><published>2010-06-18T20:12:00.006-03:00</published><updated>2010-06-18T20:39:37.795-03:00</updated><title type='text'>Reunião Preparatória para II Encontro Paulista de Museus</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TBwB6k3UPVI/AAAAAAAAA5k/srMzbtcG2tg/s1600/DSC02153.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 266px; FLOAT: left; HEIGHT: 210px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484260552070151506" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TBwB6k3UPVI/AAAAAAAAA5k/srMzbtcG2tg/s320/DSC02153.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Como preparação para o II Encontro Paulista de Museus, reuniu-se hoje no Museu Monteiro Lobato, em Taubaté, o Pólo 5 do Sistema Estadual de Museus-SISEM (Vale do Paraíba) com o objetivo de discutir e estabelecer algumas diretrizes para o referido encontro. Estiveram presentes os representantes Vicente de Paulo Vale (Coordenador Geral do Consórcio do Vale Histórico - Bananal, Arapeí, São José do Barreiro, Areias, Queluz e Silveiras), Joaquim Roberto Fagundes (Museu Rodrigues Alves - Guaratinguetá), Maria Cristina Lopes, Coordenadora do Pólo (Museu Monteiro Lobato – Taubaté), Claudio Marquês e Francine Maia ( Museu Mazzaropi - Taubaté). E as propostas apresentadas foram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- Demandas do Vale do Paraíba&lt;br /&gt;• restauro de prédios;&lt;br /&gt;• restauro de acervos;&lt;br /&gt;• capacitação profissional e técnica;&lt;br /&gt;• adequação de Espaços e Equipamentos;&lt;br /&gt;• identificação de acervos e disponibilização de suas informações (catálogos e outros meios);&lt;br /&gt;• fomento para a instalação de reservas técnicas nos museus;&lt;br /&gt;• preparação de Atividades de Incentivo a Cultura, de forma geral e em cada Município;&lt;br /&gt;• apresentar a representabilidade do Vale do Paraíba;&lt;br /&gt;• sustentabilidade dos Museus;&lt;br /&gt;• apoio a proposta do Pré-Sal;&lt;br /&gt;• aumento de verbas para o Estado e Municípios;&lt;br /&gt;• criação de mecanismos que facilitem a forma Jurídica de Titularidade de Patrimônio Público;&lt;br /&gt;• número maior de editais que contemplem museus com várias características;&lt;br /&gt;• descentralização as grandes exposições das Capitais, de viabilizá-los;&lt;br /&gt;• Promoção das manifestações culturais através de produtos culturais;&lt;br /&gt;• incentivo e facilitação de intercambio de produções de artistas, mostra de museus de pólos diferentes, das grandes cidades para o interior do Estado; e&lt;br /&gt;• fomento político do uso software livres no âmbitos dos museus, para organização de acervos, planejamentos e comunicação. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-197913938479492914?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/197913938479492914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/06/reuniao-preparatoria-para-ii-encontro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/197913938479492914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/197913938479492914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/06/reuniao-preparatoria-para-ii-encontro.html' title='Reunião Preparatória para II Encontro Paulista de Museus'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TBwB6k3UPVI/AAAAAAAAA5k/srMzbtcG2tg/s72-c/DSC02153.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-3116417190684967444</id><published>2010-06-17T09:14:00.006-03:00</published><updated>2010-06-17T10:11:00.489-03:00</updated><title type='text'>O Campo Santo na Catedral de Santo Antônio e o Cerimonial de Enterro dos Mortos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TBoR2Ma8OhI/AAAAAAAAA5E/L-baWXWt9T0/s1600/Logo+Guaratinguet%C3%A1+para+Guias+Tur%C3%ADsticos2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TBoSeDQLCAI/AAAAAAAAA5M/mIZ_ygUoH2E/s1600/img527.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 250px; FLOAT: left; HEIGHT: 175px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5483715803755513858" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TBoSeDQLCAI/AAAAAAAAA5M/mIZ_ygUoH2E/s400/img527.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até a segunda metade do século XIX era costume dar enterro aos falecidos dentro das igrejas e capelas ou em pequenos cemitérios situados na parte detrás das mesmas e conhecidos como adros, que ainda existe em capelas situadas em pequenos bairros rurais antigos.&lt;br /&gt;Mas, em sua maior parte, eram sepultados no interior da igreja, nos mais diversos locais, de acordo com sua posição social. Os mais importantes ficavam nos arcos próximos ao altar, e outros nas laterais, no chão ou nas paredes, próximos aos degraus da entrada e do altar, e junto aos altares laterais. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TBoSeDQLCAI/AAAAAAAAA5M/mIZ_ygUoH2E/s1600/img527.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TBoSeDQLCAI/AAAAAAAAA5M/mIZ_ygUoH2E/s1600/img527.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Naquele tempo, os óbitos e o sepultamento eram registrados em livros próprios da igreja, que assinalavam estes locais, mas infelizmente não designava o nome e a data de falecimento. Em raros casos, eram identificados padres que serviram naquela paróquia.&lt;br /&gt;Geralmente enterrava-se o branco, muito embora tenhamos registros de negros e mulatos sepultados em seu interior que, com certeza, eram escravos alforriados ou escravos de grande estima por parte de seus senhores. E, os escravos, muitos deles, foram sepultados na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, que existia onde atualmente encontra-se a Padaria Nossa Senhora do Rosário, na esquina da Praça Conselheiro Rodrigues Alves com a Rua Monsenhor Filippo.&lt;br /&gt;Existiam, também, no interior das igrejas, outros locais destinados a sepulturas pertencentes às inúmeras irmandades existentes daquele tempo.&lt;br /&gt;Somente após 1850 é que surgiram os cemitérios públicos, como o caso do Cemitério do Senhor dos Passos, que ainda possui um tumulo datado de 1858, e o Cemitério do Alto das Almas, do mesmo período e que desapareceu a partir da construção da Rodovia Presidente Dutra, no bairro do mesmo nome. Tratava-se, portanto, naquele momento, de uma questão de saúde pública e do perigo e risco que os corpos ofereciam aos fiéis que todos os domingos dirigiam-se para a missa ou para uma oração.&lt;br /&gt;Porém, antes do sepultamento, merece menção o cerimonial e a simbologia para dar baixa na sepultura.&lt;br /&gt;No caso das pessoas com maior posse, todas as formalidades eram &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TBoS8Nw3FvI/AAAAAAAAA5U/YNx_gw7v5PU/s1600/img526.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 289px; FLOAT: right; HEIGHT: 167px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5483716321973049074" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TBoS8Nw3FvI/AAAAAAAAA5U/YNx_gw7v5PU/s400/img526.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;estabelecidas antes da morte do defunto, que designava em testamento o local onde gostaria de ter sepultura, se numa tumba própria de sua irmandade ou em outro local privilegiado. Designava a quantidade de missas que deveria ter com o corpo presente; para quais pessoas e santos se diriam as missas (de acordo com a devoção do testador), pagando para tanto um valor ao padre vigário apenas quando se processava o inventário dos bens do defunto. Indicava, também, missas em intenção de sua alma e das almas do purgatório, de amigos e parentes, e o valor das esmolas a serem distribuídas para os pobres em sufrágio de sua alma. E, mais, solicitava o acompanhamento do corpo por vários padres residentes na paróquia, das cruzes das fábricas (estandarte da administração da igreja) e determinava a quantidade de mementos (música) a serem cantados na rua durante o deslocamento do corpo e qual a mortalha que cobriria o corpo.&lt;br /&gt;Deste modo, cumpria-se a vontade do morto e toda a simbologia que encerrava o espetáculo da morte, com base na crença religiosa que vinha desde os tempos da Idade Média, onde havia a preocupação com a vida pós-morte e a entrada do morto no reino do céu. Pedia-se perdão e clemência pelos rituais e atitudes de humildade para com os santos de devoção e para com os desafortunados através da distribuição de esmolas. Só não fazia testamento os pobres e aqueles que morriam de repente e, mesmo assim, os familiares providenciavam alguma coisa, mesmo que fosse apenas uma mortalha branca ou preta e uma rede para carregar o defunto.&lt;br /&gt;Como diz o título do livro do historiador João José Reis: a morte é uma festa.&lt;br /&gt;Joaquim Roberto Fagundes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Imagens - à esquerda, antiga matriz de Guaratinguetá, em 1821, por Thomas Ender; à direita, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos no começo do século XX. In: MOURA, Carlos Eugênio Marcondes de. Visconde de Guaratinguetá - Um titular do café no Vale do Paraíba.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-3116417190684967444?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/3116417190684967444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/06/o-campo-santo-na-catedral-de-santo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/3116417190684967444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/3116417190684967444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/06/o-campo-santo-na-catedral-de-santo.html' title='O Campo Santo na Catedral de Santo Antônio e o Cerimonial de Enterro dos Mortos'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TBoSeDQLCAI/AAAAAAAAA5M/mIZ_ygUoH2E/s72-c/img527.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-7652630619202517157</id><published>2010-06-15T19:27:00.000-03:00</published><updated>2010-06-15T19:30:59.652-03:00</updated><title type='text'>Pequena Notícia de um Descaminho do Ouro em Guaratinguetá no Século XVIII</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na primeira metade do século XVIII, a riqueza de Portugal era o ouro brasileiro descoberto em Minas Gerais no final do século anterior. Mas parte dessa riqueza era contrabandeada e dividida entre os homens envolvidos nas atividades de extração e transporte do produto.&lt;br /&gt;O desvio acontecia de diversas maneiras, sobretudo durante o transporte, por caminhos precários e não oficiais. O produto deveria seguir pela Estrada Real, cujo trajeto percorria parte das Minas Gerais, atravessava a serra da Mantiqueira, passava por Lorena e Guaratinguetá, subia a serra do Quebra-Cangalha, tomando a direção de Cunha e Paraty, mas muitas das vezes, seguia itinerários alternativos, construídos por iniciativa particular, sem controle e autorização da metrópole portuguesa.&lt;br /&gt;Na região compreendida entre Taubaté e Lorena existiram, com certeza, inúmeros desses caminhos, que acompanhavam as antigas trilhas indígenas e a expansão do comércio voltado para as Minas Gerais. Pouco se sabe a respeito do seu tempo de vida e de sua utilização para o contrabando, porém, tem-se conhecimento de que as autoridades constituídas de algumas vilas denunciavam e pediam expresso fechamento desses caminhos. Caminhos, esses, que não possuíam barreiras de fiscalização, como a exemplo da Estrada Real que possuía duas - a primeira na serra da Mantiqueira (Itajubá) e a outra na freguesia do Facão (barreira do Taboão - vila de Cunha).&lt;br /&gt;O estreito relacionamento dessas autoridades com alguns órgãos da administração portuguesa, principalmente com o Conselho Ultramarino (1), possibilitou, algumas vezes, o sucesso da denúncia.&lt;br /&gt;A coroa, consequentemente, fazia a expedição de bandos e ofícios e contava com redes de poder e solidariedade para a aplicação das determinações, podendo, deste modo, coibir e fechar, com certa eficácia, novas rotas de transporte sem consentimento expresso (2).&lt;br /&gt;E, foi o que aconteceu em Guaratinguetá em 1742, com o caminho aberto, por volta de 1738, por Antônio Gonçalves de Carvalho (3) e outros sócios (não mencionados) &lt;em&gt;“... comtenção de sahirem no destrito do Rio de Janro e Costa do Mar”&lt;/em&gt; [Paraty]&lt;br /&gt;Preocupada com a questão, a Câmara Municipal de Guaratinguetá (4) encaminhou uma carta ao Conselho Ultramarino em 31/08/1742, denunciando a ocorrência e solicitando o fechamento ou a proibição do trânsito de mercadorias e pessoas por aquele caminho, argumentando que tal empreendimento poderia acarretar em &lt;em&gt;“alguma invasão de inimigos pelas cidades e Vilas das Marinhas”&lt;/em&gt; (5), e prejuízo para a Real Fazenda pelo não pagamento de passagem de pessoas e mercadorias. A denúncia foi assinada pelos vereadores Manoel Gomes Guimarães, Lázaro Fernandes (6), João Francisco (do meio), Domingos Alves Barroso (mais moço), José Ferreira de Sá (escrivão), Antônio Carvalho Marques (Procurador da Câmara) e José Gonçalves da Cruz (o juiz mais velho), chegando em Portugal algum tempo depois.&lt;br /&gt;Ao receber a denúncia, o Conselho Ultramarino apurou os fatos e, em parecer datado de 11/05/1744, ao Rei D. João V, concluiu que o caminho fora autorizado pelo Governador das Minas de Goiás, Dom Luiz Mascarenhas, mas que não passava de um subterfúgio, por onde &lt;em&gt;“ elle&lt;/em&gt; [Antônio Gonçalves de Carvalho] &lt;em&gt;desencaminhava o ouro que não pagava quintos a V. Magestade....”&lt;/em&gt;, diferentemente daquilo que havia dito o responsável pela abertura do caminho: de &lt;em&gt;“que hião à descubrimentos”&lt;/em&gt; e para tal era necessária a abertura de um outro caminho. Os conselheiros Raphael Pires Pardinho e Tomé Joaquim da Costa Corte Real diante do fato asseguraram ser útil a sua interdição, sem a necessidade de fazer transporte pelo mar (7). E daí, não se tem notícia das providências tomadas e por onde especificamente passava o referido caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joaquim Roberto Fagundes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- Na coleção editada pelo Arquivo do Estado, intitulada “Documentos Interessantes”, encontramos diversas petições endereçadas por particulares ao Rei de Portugal, solicitando arbitramento ou soluções para fatos ocorridos na Colônia. Apesar da distância, que provocava morosidade, os pedidos eram encaminhados e resolvidos pelos órgãos competentes. Existia, portanto, mútua confiança, torça e oferecimento de favores na estrutura administrativa do Estado Português.&lt;br /&gt;2- A partir da década de 1730, apogeu da produção aurífera, muitos dos caminhos eram autorizados e abertos por iniciativa própria, com finalidades diversas, entre eles o Caminho Novo, aberto por iniciativa de homens como Domingos Antunes Fialho e outros, com o intuito de expandir a fronteira agrícola e facilitar a comercialização e o transporte de produtos de abastecimento entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais, sem passar por Paraty.&lt;br /&gt;3- Família de origem portuguesa (freguesia de Zezerê), radicada no arraial de Itajubá e que na segunda metade do século XVIII estabeleceu-se em Guaratinguetá, casando-se com famílias guaratinguetaenses.&lt;br /&gt;4- Em boa parte do século XVIII, a jurisdição administrativa de Guaratinguetá abrangia imenso território, que ia desde o sul de Minas até a barra do rio Piraí, no Rio Janeiro e, por isso, a causa em questão ter sido levantada pelas autoridades da referida vila.&lt;br /&gt;5- No caso de inimigos podemos inferir, a título de hipótese ou mera especulação, que o medo das autoridades seria possível devido à proximidade do episódio da Guerra dos Emboabas ou por motivo do aparecimento de aventureiros de outras partes do Brasil, o que provocaria um maior descontrole na região das minas, fato que já ocorria desde a descoberta do ouro.&lt;br /&gt;6- Lázaro Fernandes de Carvalho ou Rodrigues de Carvalho era o vereador mais velho, falecido em Guaratinguetá, em 1757. Foi o responsável pela abertura de um caminho na região entre Lorena e o alto da serra da Mantiqueira, em direção às Minas Gerais. Teve inventário realizado em Guaratinguetá em 1757 (Museu Frei Galvão/Arquivo Memória de Guaratinguetá - 1º Ofício).&lt;br /&gt;7- Na mesma época estava sendo construído o Caminho Novo, por terra, direto para o Rio de Janeiro, passando pelo atual Vale Histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REFERÊNCIAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fontes Primárias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carta dos Oficiais da Câmara da Vila de Santo Antônio de Guaratinguetá ao Rei, solicitando medidas de segurança pela abertura de um caminho desta para o Rio de Janeiro. Arquivo do Conselheiro Ultramarino – Torre do Tombo – Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bibliografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REIS, Paulo Pereira dos. O Caminho Novo da Piedade no Nordeste da Capitania de São Paulo. São Paulo: Secretaria de Cultura, Esportes e Turismo, 1971. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-7652630619202517157?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/7652630619202517157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/06/pequena-noticia-de-um-descaminho-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/7652630619202517157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/7652630619202517157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/06/pequena-noticia-de-um-descaminho-do.html' title='Pequena Notícia de um Descaminho do Ouro em Guaratinguetá no Século XVIII'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-162530875908095216</id><published>2010-06-11T09:05:00.008-03:00</published><updated>2010-08-10T16:03:45.586-03:00</updated><title type='text'>Implantação do Pólo Regional 5 do Sistema Estadual de Museus – SISEM no Vale do Paraíba</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Aconteceu no dia 10 de junho, no Museu Histórico, Folclórico e Pedagógico Monteiro Lobato (Sítio do Pica Pau Amarelo) a implantação do Pólo Regional 5 – Taubaté - do Sistema Estadual de Museus – SISEM no Vale do Paraíba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A Coordenadora Cristina Lopes e a Professora &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;de História da Unitau Rachel Abdala&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TBIrJf4_kSI/AAAAAAAAAvg/zT3d39m2AB8/s1600/DSC02132.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 150px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481491138642678050" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TBIrJf4_kSI/AAAAAAAAAvg/zT3d39m2AB8/s200/DSC02132.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Pólo abrange trinta e sete municípios que fazem parte das regiões de governo de Guaratinguetá, Cruzeiro, Taubaté e São José dos Campos, e terá a coordenação da Professora Maria Cristina Lopes, responsável pelo Museu Monteiro Lobato, em Taubaté. Tendo como finalidade facilitar a comunicação, a interação e a articulação dos museus da região entre si e com o Sistema Estadual de Museus. Com o ideal de agilizar e atender as demandas dessas instituições, principalmente cursos de capacitação de profissionais da área museológica, formas e formatação para a captação de recursos, criação de novos museus e formulação de políticas públicas; permitindo, dessa forma, o surgimento de interfaces entre museus e instituições variadas e a inserção efetiva das instituições no sistema estadual. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TBIoXa-ADKI/AAAAAAAAAvI/MJM5pHGeWks/s1600/DSC02145.JPG"&gt;&lt;/a&gt;Participaram da reunião a anfitriã, Maria Cristina Lopes, a coordenadora do SISEM, Professora Cecília Machado, inúmeros convidados e representantes de instituições e museus da região: Museu de Antropologia do Vale do Paraíba; Secretaria Municipal de Educação de Jacareí, Centro Interdisciplinar de Ciências – ETEC Cruzeiro, Museu Histórico e Pedagógico Conselheiro Rodrigues Alves, Departamento Patrimônio Histórico de Pindamonhangaba, Universidade de Taubaté, Prefeitura de Tremembé, Museu Mazzaropi, Museu Histórico e Pedagógico Major Novaes, Fórum de Turismo VPS – Taubaté, Departamento de Meio Ambiente, Turismo e Cultura de Taubaté, Museu do Folclore e Centro de Estudos de Cultura Popular de São José dos Campos, Museu Casa da Xilogravura de Campos do Jordão, Museu de Esportes de São José dos Campos, Museu de Caçapava e Departamento de Cultura de Taubaté.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fotos: Joaquim Roberto Fagundes&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-162530875908095216?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/162530875908095216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/06/implantacao-do-polo-5-sistema-estadual.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/162530875908095216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/162530875908095216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/06/implantacao-do-polo-5-sistema-estadual.html' title='Implantação do Pólo Regional 5 do Sistema Estadual de Museus – SISEM no Vale do Paraíba'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TBIrJf4_kSI/AAAAAAAAAvg/zT3d39m2AB8/s72-c/DSC02132.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-1227837063572815216</id><published>2010-06-09T15:22:00.008-03:00</published><updated>2010-08-10T16:02:55.629-03:00</updated><title type='text'>Alunos do Curso de Turismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TA_eZdoe1pI/AAAAAAAAAs4/sS2o1gI9Eto/s1600/DSC02111.JPG"&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div align="justify"&gt;É possível acreditar em mudanças. E os jovens alunos e professores do Curso de Turismo da Escola Alfredo de Barros Santos, em Guaratinguetá, são exemplos pelo interesse que demonstram ao conhecer o patrimônio do município.&lt;br /&gt;E a constatação do fato veio através da visita que fizeram no último dia 8 de junho ao Solar Rangel de Camargo e a Casa de Frei Galvão.&lt;br /&gt;Acompanhando de perto, pude ver o entusiasmo e a atenção para ouvir as palavras da Professora Thereza Regina de Camargo Maia. Como também, observar a consciência dos professores ao trazê-los ”in loco” para conhecer e interagir com aqueles bens culturais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;Foi uma visita importante para adquirir conhecimentos e valores que serão fundamentais para o exercício da profissão. Uma oportunidade de ajudá-los no crescimento intelectual e contribuir para que possam mostrar a cidade com maior desenvoltura e conhecimento. Do desempenho deles dependerá o sucesso de Guaratinguetá como centro de peregrinação e turismo.&lt;br /&gt;O fruto, com certeza, será o estabelecimento de uma nova ordem de fatores culturais na cidade, onde o jovem será elemento ativo na busca da harmonia e da participação social. E uma nova responsabilidade: trabalhar e criar, em conjunto, oportunidades renovadas de crescimento do ser humano pelo exercício da cultura e da cidadania.&lt;br /&gt;Professores e alunos merecem uma salva de palmas e toda nossa atenção. Parabéns.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-1227837063572815216?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/1227837063572815216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/06/alunos-do-curso-de-turismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/1227837063572815216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/1227837063572815216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/06/alunos-do-curso-de-turismo.html' title='Alunos do Curso de Turismo'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-6284361394277541341</id><published>2010-06-08T07:27:00.005-03:00</published><updated>2010-06-08T07:52:48.830-03:00</updated><title type='text'>A Cidade de Bananal e a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1930 - Memória para ser Resgatada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Vale do Paraíba Paulista foi o celeiro de personagens notáveis pelo exercício de suas profissões. E não são poucos. Não há espaço para elencar todos. Mas seria interessante pensar em resgatar e registrar muitos nomes que a lembrança diluiu com o passar dos anos. Até o momento não foi sistematizado nenhum projeto semelhante.&lt;br /&gt;E, a justificativa parte da premissa que a memória pode ser breve e diluída, ou permanente sofrendo modificações ao longo do tempo. Não existe o esforço para a sistematização usual dos acontecimentos menores e insignificantes, seja do passado ou no presente.&lt;br /&gt;A história oral tem-se preocupado, mas seu método ainda é limitado e um tanto parcial no que diz respeito ao sujeito que busca e manipula as informações, quanto ao objeto do trabalho ou pela seleção dos indivíduos entrevistados. O fato é que estamos aquém da realidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 126px; DISPLAY: block; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480349980422801234" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TA4dRWPrh1I/AAAAAAAAApg/hCnIN6QlHw8/s200/img513.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Dos personagens do Vale do Paraíba que a memória não registrou para as gerações futuras e que devemos resgatar está Píndaro Rodrigues de Carvalho, um legítimo bananalense que foi o técnico da Seleção Brasileira de Futebol durante a Copa do Mundo de 1930.&lt;br /&gt;Foi médico reconhecido, futebolista e escritor. E, nessa última foi o autor do pequeno e pouco conhecido livro “O Caminho Novo: Povoadores do Bananal”. Sendo, um dos primeiros, senão o pioneiro, a elaborar, em estilo positivista, a obra que resgatou a história e a genealogia da sua cidade natal. Um homem que valorizou sua terra através da pesquisa histórica, do futebol e da medicina. &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 136px; DISPLAY: block; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480350884979764610" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TA4eF_-3bYI/AAAAAAAAApo/OCLIqp1sELc/s200/img512.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por isso, por ocasião do inicio de mais uma Copa do Mundo, é necessário lembrar o homem que conciliou futebol e cultura com imenso talento e que precisa ser resgatado por sua história pessoal e por ter valorizado homens e fatos que a memória esqueceu.&lt;br /&gt;Aos alunos de história e historiadores se deve reputar a missão de resgatá-lo, assim como a tantos outros, renovando, dessa forma. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-6284361394277541341?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/6284361394277541341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/06/bananal-memoria-e-selecao-brasileira-na.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/6284361394277541341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/6284361394277541341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/06/bananal-memoria-e-selecao-brasileira-na.html' title='A Cidade de Bananal e a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1930 - Memória para ser Resgatada'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TA4dRWPrh1I/AAAAAAAAApg/hCnIN6QlHw8/s72-c/img513.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-4071594847859970709</id><published>2010-06-05T07:33:00.013-03:00</published><updated>2010-06-06T18:36:38.596-03:00</updated><title type='text'>Campo Santo – Um Território Democrático</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TAosTJ-1d5I/AAAAAAAAAlY/mgMdI8bEmxM/s1600/tonho-franca.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 80px; DISPLAY: block; HEIGHT: 84px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5479240604258236306" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TAosTJ-1d5I/AAAAAAAAAlY/mgMdI8bEmxM/s200/tonho-franca.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Por Tonho França - Escritor&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Observando o Cemitério Senhor dos Passos é possível voltarmos às últimas décadas de 1800, entre sepulcros adornados com rica arte tumular da época a outros mais simples, onde uma única cruz em madeira e o latim “ORAE POR ELLE” bastavam.&lt;br /&gt;Aliás, as lápides merecem um estudo, pois há principalmente, nas mais antigas, uma língua portuguesa que também jaz – “amor dos seus paes"; é um dos exemplos que nos chama a atenção. Vale reconhecer a nossa língua e retomar o contato com o latim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;As lápides ostentam um ar de poesia, talvez pela maneira como as palavras doridas eram incorporadas as pedras, formando um conjunto harmônico disposto a vencer o tempo, eternizando ali o último adeus ou prece.&lt;br /&gt;Há logo na entrada, a esquerda, um túmulo antigo, sem sequer uma &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TAoqYPwIB8I/AAAAAAAAAlI/nTS84oLJGEo/s1600/DSC01991.JPG"&gt;&lt;/a&gt;identificação, pequeno, sem nenhum adorno, parece, ele, falecido anônimo, o que nos deixa intrigado a saber qual a família lá estaria. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 192px; DISPLAY: block; HEIGHT: 218px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5479776153045471730" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TAwTYMrukfI/AAAAAAAAAnw/zOEk9qA630s/s200/Imagem+Tumulo+sem+Nome.jpg" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;O cemitério é o retrato de uma sociedade local, daí sua riqueza e o título desse artigo; um território democrático. No campo santo convivem o Conselheiro do Império, por duas vezes eleito presidente da República, o Comendador, o Visconde, o literato de extrema grandeza, médicos e advogados. E, também, o imigrante que chegou para fazer a vida, o comerciante, o visionário que construiu seu túmulo anos antes da morte e a doceira. Como conviveriam na vida terrena?&lt;br /&gt;Não há disputa por espaços, nem poderes, convivem numa democracia silenciosa e deixam a nós o dever de catalogar, estudar e preservar muitos dos que estão em abandono e ruína, prestes a ruir.&lt;br /&gt;Pode a muitos não parecer um itinerário comum, mas precisamos olhar o cemitério como um palco de arte e um patrimônio arquitetônico e cultural a ser preservado, pois muitos de nós temos lá seus antepassados, suas raízes. Esquecer disso ou deixar que isso se perca; é algo ofensivo.&lt;br /&gt;Talvez cause estranhamento esse artigo, esse olhar sobre o cemitério, mas é só pensarmos num relógio, quanto mais os ponteiros caminham em um sentido, nós já caminhamos no sentido inverso. “REVERTERE AD LOCVM TVVM”. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-4071594847859970709?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/4071594847859970709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/06/campo-santo-um-territorio-democratico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/4071594847859970709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/4071594847859970709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/06/campo-santo-um-territorio-democratico.html' title='Campo Santo – Um Território Democrático'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TAosTJ-1d5I/AAAAAAAAAlY/mgMdI8bEmxM/s72-c/tonho-franca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-4860675523428080287</id><published>2010-06-03T18:43:00.007-03:00</published><updated>2010-06-03T19:02:31.430-03:00</updated><title type='text'>A Arte Tumular Conta a Nossa História</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TAgiWtEPlYI/AAAAAAAAAjw/_JgZ2rft_Vg/s1600/Arte+Tumular+2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 208px; FLOAT: left; HEIGHT: 85px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5478666720146068866" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TAgiWtEPlYI/AAAAAAAAAjw/_JgZ2rft_Vg/s200/Arte+Tumular+2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Está sendo desenvolvido por Joaquim Roberto Fagundes, pesquisador do Museu H.P. Conselheiro Rodrigues Alves, e por Tonho França, escritor e poeta premiado, o “Projeto de Educação e Patrimônio Histórico de Guaratinguetá”, com o objetivo de levar para as escolas públicas e particulares da rede de ensino do município uma nova e diversificada maneira de aprender a história da cidade e, ao mesmo tempo, despertar o interesse em preservar o patrimônio histórico da cidade.&lt;br /&gt;Em fase embrionária, a escolha do patrimônio piloto recaiu sobre o mais antigo campo santo da cidade, o cemitério Senhor dos Passos e sua diferenciada e democrática arte tumular, que receberá o nome de “Arte Tumular no Cemitério dos Passos – Uma Vida que se Foi – Uma História que Ficou”.&lt;br /&gt;A partir de um resgate fotográfico e de textos que serão produzidos sobre o tema, de exposições itinerantes e visitas “in loco”, o projeto pretende partir de algumas ideias &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TAgkuuPqKqI/AAAAAAAAAj4/UscBN93nje8/s1600/DSC01839.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 220px; FLOAT: right; HEIGHT: 170px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5478669331802499746" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TAgkuuPqKqI/AAAAAAAAAj4/UscBN93nje8/s200/DSC01839.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;sobre as possibilidades de utilização daquele patrimônio como instrumento de aprendizagem, principalmente a respeito de homens e mulheres, anônimos, ou não, que no cotidiano de suas vidas deixaram rastros que nos dizem muito sobre a história da cidade. E, a partir desse ponto, despertar nas novas gerações a importância de se preservar o seu rico acervo e, ao mesmo tempo, estudar os nossos antepassados pela via da observação e da leitura estética e lingüística das obras tumulares. Com o objetivo de aguçar o raciocínio pela via lúdica e observacional, procurando, assim, dar interpretações pessoais ou coletivas sobre os símbolos produzidos pela mentalidade e pelo imaginário de uma época. Enfim, uma forma de produzir e aprender a história, utilizando e preservando o patrimônio histórico da cidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foto: Joaquim Roberto Fagundes&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-4860675523428080287?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/4860675523428080287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/06/arte-tumular-conta-nossa-historia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/4860675523428080287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/4860675523428080287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/06/arte-tumular-conta-nossa-historia.html' title='A Arte Tumular Conta a Nossa História'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TAgiWtEPlYI/AAAAAAAAAjw/_JgZ2rft_Vg/s72-c/Arte+Tumular+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-8466943292173568607</id><published>2010-06-01T19:55:00.018-03:00</published><updated>2010-06-02T06:34:45.059-03:00</updated><title type='text'>Série “Notícias do Brasil nas Caricaturas de Rodrigues Alves”</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TAYkhBRbVNI/AAAAAAAAAjI/2zWLAT-CpMk/s1600/Caricatura+78.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 221px; FLOAT: left; HEIGHT: 152px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5478106146438599890" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TAYkhBRbVNI/AAAAAAAAAjI/2zWLAT-CpMk/s200/Caricatura+78.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TAYiRSR6FvI/AAAAAAAAAjA/Id0eYOpUEbY/s1600/Caricatura+78.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Daqui uns dias, para você. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;No link ao lado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para valorizar a utilização de fontes iconográficas na pesquisa histórica, principalmente a caricatura, que teve uma importância fundamental na primeira década do século XX como instrumento de crítica e sátira na imprensa brasileira, é que elaboramos a ideia de uma série mostrando a história do Brasil e de sua capital durante a presidência do Conselheiro Rodrigues Alves. Entendemos ser uma maneira agradável de analisar o período e, bem como, um excelente exercício de interpretação da imagem para o seu na história. Um instrumento que, sem dúvida, mostra facetas da história do país, da imprensa e dos artífices dos desenhos. É bom lembrar que a imagem pode e deve gerar interpretações diferentes, mas refere-se a fatos concretos que devem servir, também, para visualizar as nuances impressas nos menores detalhes. São símbolos e sinais emblemáticos que escondem indícios de verdades que, por vezes, nos escapam durante a análise.&lt;br /&gt;E no que se refere às caricaturas de Rodrigues Alves a riqueza de informações é imensa, sobretudo nos anos agitados da urbanização do Rio de Janeiro e da Revolta da Vacina. Dois episódios levados a cabo por Rodrigues Alves, que repercutiram positiva ou negativamente em vários setores da sociedade, mostrando cenários e pensamentos diferentes ou similares e os embates recíprocos entre eles. Fatos que, na verdade, atingiram, sobretudo, a população que, embora ciente da opressão do governo, aparecia também bestializado e ignorando os motivos de todas as mudanças que estavam acontecendo. E, que os discursos da imprensa e de grupos políticos, contrários ao projeto de governo de Rodrigues Alves, se aproveitaram para incendiar ainda mais os ânimos.&lt;br /&gt;Portanto, a série quer incentivar a leitura daqueles fatos do governo Rodrigues Alves, como também incitar o imaginário do leitor em busca de releituras sobre a história, tendo como base a observação das imagens, das indagações que elas podem gerar e, assim, possibilitar e despertar o interesse pela busca por respostas em pesquisas bibliográficas e documentais.&lt;br /&gt;Para auxiliar, estarão ao lado das imagens pequenos textos introdutórios para entender alguns aspectos pertinentes ao assunto da imagem. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-8466943292173568607?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/8466943292173568607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/06/serie-noticias-do-brasil-nas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/8466943292173568607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/8466943292173568607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/06/serie-noticias-do-brasil-nas.html' title='Série “Notícias do Brasil nas Caricaturas de Rodrigues Alves”'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TAYkhBRbVNI/AAAAAAAAAjI/2zWLAT-CpMk/s72-c/Caricatura+78.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-4460422563840916494</id><published>2010-05-31T07:16:00.001-03:00</published><updated>2010-05-31T07:19:45.390-03:00</updated><title type='text'>Prestação de Contas de Testamentos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TAONE71EZ6I/AAAAAAAAAg4/1j8nyroeAfc/s1600/Logo+Documentos+Interessantes.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 43px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477376687731926946" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TAONE71EZ6I/AAAAAAAAAg4/1j8nyroeAfc/s200/Logo+Documentos+Interessantes.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Série: Tomada de Prestação de Contas de Testamentos&lt;br /&gt;Arquivo: Arquivo Público do Estado de São Paulo – São Paulo-SP&lt;br /&gt;Fundos: Juízo da Provedoria&lt;br /&gt;Áreas de Interesse: História Social, Demografia Histórica, História Econômica e Micro História.&lt;br /&gt;Fundos Similares: Inventários e Testamentos de cada cidade, Registros Paroquiais de Óbitos (onde eram transcritos os legados pios)&lt;br /&gt;Características: O juízo tinha entre suas diversas competências o de fiscalizar e fazer cumprir as disposições testamentárias dos indivíduos.&lt;br /&gt;Nos testamentos, o testador dispunha uma série de desejos que deveriam ser cumpridos após sua morte e, para tanto, nomeava três pessoas (testamenteiros) encarregadas de colocar em prática as suas disposições. E eram, por vezes, inúmeras as disposições contidas nesses documentos.&lt;br /&gt;As principais disposições ficavam por conta da preocupação do individuo com a salvação de sua alma, conhecidos como legados pios, que correspondiam aos pedidos de realizações de missas, doação de esmolas para os pobres e para a igreja. As missas geralmente eram dedicadas aos santos de sua devoção, aos pais e avós falecidos e que eram pagas aos vigários da vila. Além disso, indiretamente, como forma de misericórdia e bondade, premiava parentes próximos com legados, principalmente sobrinhos e afilhados.&lt;br /&gt;As outras preocupações diziam respeito diretamente a problemas materiais que ficariam pendentes. Em geral, os testamenteiros eram compadres, parentes próximos e, na maioria das vezes, o conjugue sobrevivente.&lt;br /&gt;E, o juízo da provedoria, resolvia os casos em que houve dúvidas a respeito do instrumento, da sua aplicação correta e outras discordâncias que normalmente existiam. Nesse fundo encontram-se inúmeros processos relativos ao Vale do Paraíba. Praticamente de todas as vilas e pode ser consultado com facilidade por existir índice nominal e geográfico. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-4460422563840916494?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/4460422563840916494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/05/prestacao-de-contas-de-testamentos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/4460422563840916494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/4460422563840916494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/05/prestacao-de-contas-de-testamentos.html' title='Prestação de Contas de Testamentos'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TAONE71EZ6I/AAAAAAAAAg4/1j8nyroeAfc/s72-c/Logo+Documentos+Interessantes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-3968686339711643495</id><published>2010-05-29T09:41:00.004-03:00</published><updated>2010-05-31T07:13:16.664-03:00</updated><title type='text'>Inventários e Testamentos - Identidade e Estrutura</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TAOLReSbjcI/AAAAAAAAAgw/8-fWVYbpa4c/s1600/Logo+Documentos+Interessantes.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 43px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477374704117059010" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TAOLReSbjcI/AAAAAAAAAgw/8-fWVYbpa4c/s200/Logo+Documentos+Interessantes.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Documento processual produzido pelo poder judiciário com a finalidade de realizar o levantamento dos bens e a sua partilha quantitativa entre os herdeiros, bem como liquidar dívidas do espólio.&lt;br /&gt;Nos séculos XVIII e XIX seguia processualmente as Ordenações Filipinas e estava a cargo do: 1. juízo de órfãos – quando havia herdeiros menores que, depois da maioridade, habilitavam-se para levantar os bens ou dinheiro deixado no cofre dos órfãos (para o caso eram nomeados tutores); 2. Juízo Municipal – quando havia herdeiros em maioridade; 3. Pela Provedoria dos Defuntos, Ausentes, Capelas, Resíduos e Cativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I. Quando Acontecia: em regra, em quatro casos: quando havia herdeiros menores ou forçados, quando o falecido morria ab intestato, em vida por convenção do titular e quando passava para o Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II.Tipologias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Inventário Amigável ou Partilha Amigável - por convenção dos herdeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Arrolamento – possuía um método de avaliação e escrituração simplificada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Arrecadação - quando da falta de herdeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Seqüestro de bens - quando havia dívidas e nenhum herdeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III. Partes do Processo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Abertura: na capa do processo, contendo as seguintes informações: designação do órgão competente, nome do inventariado e do inventariante, data e local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Petição para Inventário: documento notificatório, endereçado ao juízo competente, informando o falecimento do indivíduo, podendo ser de autoria de qualquer pessoa ou, como era comum, por parte da família do falecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Primeiras Declarações: feita pela viúvo (a) ou filhos, em texto corrido, informando data e local de falecimento e se morreu com testamento ou ab intestato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Nomeação de Tutores: nomeados pelo juiz entre os chamados “homens bons”, geralmente pertencentes a governança da vila, com a responsabilidade de cuidar dos bens dos menores, cuidando dos bens durante todo o decorrer do inventário e na administração dos mesmos a posteriori, quando prestavam contas do que aconteceu social e financeiramente. Poderiam ser parentes das partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Nomeação do Inventariante: nomeado pelo juiz, geralmente o viúvo ou a viúva, um dos herdeiros ou parentes próximos. Em alguns casos, partes interessadas, na falta, ausência ou competência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Título de Herdeiros: contendo - relação dos qualificados para a herança, filhos do casal (descendentes), filhos naturais – quando instituídos em testamento, por escritura pública de reconhecimento ou por convenção dos herdeiros, irmãos, parentes colaterais, parentes ascendentes, nomeados em testamento ou o Estado, não havendo nenhuma das categorias acima. Consta das seguintes informações: nome, idade, estado civil, local de residência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Procurações: documentos originários de herdeiros ausentes, onde são nomeados representantes dos mesmos durante o decurso do processo. Eram designadas pessoas que exerciam atividades da lei ou que ocupassem cargos públicos ou da governança. Poderia ser nomeado mais de um procurador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Nomeação dos Avaliadores: nomeados pelo juiz, geralmente com as mesmas características dos tutores. Pessoas conhecidas, que sabiam ler e escrever e de posses. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;9. Testamento: instrumento pelo qual o inventariado designa suas últimas vontades, que é anexado ao inventário para efeito de prestação de contas e para o cálculo da partilha. Preocupação com destino da alma, dos bens e da família. Era redigido pelo testador, em tabelionato, ou por pessoa por ele designada. Assinado por testemunhas e pelo tabelião e aprovado pelo juiz. Tinha redação padronizada de época (caráter religioso). Eram nomeados testamenteiros (que aceitavam ou não). Possui as informações seguintes: abertura de característica religiosa, nome do testador, filiação e naturalidade, local de residência, casamento e filhos, disposições pias e legados, disposições de caráter sócio-econômico (dívidas e bens) e outras (filhos naturais, local de sepultura, funeral, alforrias, etc).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Avaliação dos Bens: parte do processo onde são descritos os bens do inventariado, divida em partes distintas, geralmente da seguinte forma - bens móveis, bens imóveis, bens de raiz, semoventes, dívidas ativas e dividas passivas. Com as seguintes informações: nome do bem, características, quantidade, valor unitário e valor total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10.1. Bens de Raíz ou Imóveis: casas, prédios, chácaras e terrenos urbanos, fazendas, sítios e engenhos e terras. Traziam as seguintes informações: local, confrontações, características e valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10.2. Bens Móveis – divididos nas categorias (Domésticos e Profissionais) e tipo de material usado: prata (bruto e peças), ouro, cobre, madeira, arames, roupas pessoais, roupas de cama, mesa e higiene, objetos sacros, móveis, trastes de uso agrícola ou comercial e instalações de loja e estoques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10.3. Bens Semoventes: com duas categorias - escravos e animais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Carta Precatória: documento expedido pelo juízo local, para a avaliação de possíveis bens existentes em outras localidades. Era enviada para o poder judiciário competente, que nomeava os avaliadores e posteriormente enviava ao local de origem do processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Dívidas Ativa e Passiva: a ativa era o que se devia ao casal ou ao falecido. A passiva o que o casal devia para outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. Cálculo dos Bens – Orçamento: Era a soma de todos os bens, assim distribuídos: monte Bruto (valor total dos bens), monte Líquido (deduzida dívidas passivas e gastos), meação da viúva (metade como viúva herdeira) e monte Partível entre os herdeiros (quantitativo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. Partilha dos Bens: era o pagamento a cada herdeiro da sua legítima, estipulado no cálculo dos bens. Em caso de não concordância dos herdeiros ou esquecimento de algum item, ainda ocorre uma sobrepartilha e cálculo dos bens. Os bens, da mesma forma como designados na avaliação dos bens, vem divididos por cada herdeiro, constando em cabeçalho o nome de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15. Anexos: documentos comprobatórios de dividas, prestação de contas do tutor, prestação de conta dos testamenteiros, habilitação dos herdeiros, quitação dos herdeiros, documentos derivados de demandas ou outros tipos de ação, envolvendo o falecido e outros. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-3968686339711643495?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/3968686339711643495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/05/inventarios-e-testamentos-identidade-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/3968686339711643495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/3968686339711643495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/05/inventarios-e-testamentos-identidade-e.html' title='Inventários e Testamentos - Identidade e Estrutura'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/TAOLReSbjcI/AAAAAAAAAgw/8-fWVYbpa4c/s72-c/Logo+Documentos+Interessantes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-2173626957687689649</id><published>2010-05-23T17:26:00.016-03:00</published><updated>2010-08-10T16:04:43.008-03:00</updated><title type='text'>Museus e Universidades na Busca da Harmonia Social</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S_mR3iQzuyI/AAAAAAAAAdU/f7c3PeYIFfI/s1600/001.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Para marcar a passagem da 8ª Semana Nacional dos Museus (17 a 23 de maio) e o Dia Internacional dos Museus, o Museu Histórico e Pedagógico Conselheiro Rodrigues Alves, juntamente com sua gestora administrativa, a Associação Cultural de Amigos do Museu Casa de Portinari, realizou no último dia 21 de maio a Palestra “Museus e Universidades na Busca da Harmonia Social”.&lt;br /&gt;O evento ocorreu no auditório Padre Leôncio do Centro Universitário Salesiano de Lorena, reunindo alunos e interessados, sob a responsabilidade de Joaquim Roberto Fagundes, Assistente Técnico II do Museu Rodrigues Alves, que explicou a temática apontado que umas das principais preocupações dos museus na atualidade é a busca da harmonia social, o respeito pelas diferenças e pelas diversidades do homem e da cultura brasileira. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S_mSvYDrqSI/AAAAAAAAAdc/0Zxdxyf47A0/s1600/005.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na oportunidade, o palestrante mostrou, também, o mundo dos museus e os novos conceitos e ideais que norteiam o trabalho dessas instituições e o seu interesse em estabelecer vínculos com os mais diversos setores da sociedade, em especial com as universidades, por ser um pólo privilegiado na formação de educadores e de agentes em potencial para a elaboração e desenvolvimento de trabalhos pedagógicos nos museus. Sugerindo a partir dessas premissas, o estabelecimento de propostas para a realização de um trabalho em conjunto, Museu e Universidade, com o objetivo de estreitar os laços entre as instituições, contribuindo, dessa forma, para intensificar o ideário de valorização do homem e de sua formação política e social como elementos integrantes de uma educação mais aberta, participativa e formativa da consciência cidadã.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S_mUUBP77xI/AAAAAAAAAd0/H0Q2VvgQdLk/s1600/014.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Desse encontro, com a contribuição dos professores de História Hamilton Rosa e Tadeu Miranda, resultou uma importante participação do público presente, emitindo opiniões que colaboraram para o estabelecimento de algumas diretrizes em torno do tema, entre elas, a formação de um grupo de trabalho sobre museus dentro da universidade, com a participação do Museu Rodrigues Alves, e a realização de um encontro regional para discutir uma política de colaboração entre museus e universidades no Vale do Paraíba. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-2173626957687689649?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/2173626957687689649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/05/museus-e-universidades-na-busca-da.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/2173626957687689649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/2173626957687689649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/05/museus-e-universidades-na-busca-da.html' title='Museus e Universidades na Busca da Harmonia Social'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-4565530585630877990</id><published>2010-05-15T09:09:00.018-03:00</published><updated>2010-05-15T12:31:11.189-03:00</updated><title type='text'>Leitura e Interpretação de Documentos - Ofício do Historiador</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Aconteceu nos dias 13 e 14 de maio no Centro Universitário Salesiano de Lorena a Oficina "Leitura e Interpretação de Documentos: Ofício do Historiador, coordenada por Joaquim Roberto Fagundes, pesquisador do Museu Histórico e Pedagógico Conselheiro Rodrigues Alves, de Guaratinguetá. Como parte integrante da X Semana Cultural das Licenciaturas, que teve como principal tema "Ser Educador que Compromisso é Esse?.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S-6wN9aJfRI/AAAAAAAAAX4/638CFxpl2GY/s1600/DSC01819.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 162px; HEIGHT: 137px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471504351170755858" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S-6wN9aJfRI/AAAAAAAAAX4/638CFxpl2GY/s200/DSC01819.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S-6wzKDfr3I/AAAAAAAAAYA/3TK1zNAAsiA/s1600/DSC01820.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 168px; HEIGHT: 137px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471504990220562290" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S-6wzKDfr3I/AAAAAAAAAYA/3TK1zNAAsiA/s200/DSC01820.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Participaram do evento os alunos dos três anos do Curso de História, de outros cursos e ex-alunos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O objetivo principal foi introduzir os alunos no mundo da diversidade documental do Vale do Paraíba, através de exercícios de identificação da tipologia, paleografia, leitura e interpretação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com a orientação coordenador e divididos em grupos, os alunos tiveram a oportunidade de conhecer documentos oficiais, correspondências pessoais e comerciais, escritura de venda de escravo, caricaturas, gravuras, publicações do século XIX e fontes documentais disponíveis pela internet, como os maços de população de Guaratinguetá (1809), existentes no Arquivo Público do Estado de São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S-6xmR3f-oI/AAAAAAAAAYI/jYHa_-0CyAQ/s1600/DSC01821.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 172px; HEIGHT: 127px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471505868491061890" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S-6xmR3f-oI/AAAAAAAAAYI/jYHa_-0CyAQ/s200/DSC01821.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S-6yM1eUIXI/AAAAAAAAAYQ/I81Pb3Oipd8/s1600/DSC01824.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 163px; HEIGHT: 126px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471506530884133234" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S-6yM1eUIXI/AAAAAAAAAYQ/I81Pb3Oipd8/s200/DSC01824.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Munidos de máscaras e luvas, os alunos, na conclusão, escreveram textos colocando os resultados sobre o contato que tiveram com os assuntos presentes em cada documento e que serão publicados nesse blogger. &lt;/div&gt;O interesse dos alunos foi NOTA 10.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S-6yxagLVuI/AAAAAAAAAYY/jQ-pQGZmH7Q/s1600/DSC01810.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 170px; HEIGHT: 128px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471507159299348194" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S-6yxagLVuI/AAAAAAAAAYY/jQ-pQGZmH7Q/s200/DSC01810.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S-61lfi3PKI/AAAAAAAAAYg/8Y7HtJ9BPqM/s1600/DSC01822.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 173px; HEIGHT: 128px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471510253029244066" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S-61lfi3PKI/AAAAAAAAAYg/8Y7HtJ9BPqM/s200/DSC01822.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-4565530585630877990?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/4565530585630877990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/05/leitura-e-interpretacao-de-documentos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/4565530585630877990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/4565530585630877990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/05/leitura-e-interpretacao-de-documentos.html' title='Leitura e Interpretação de Documentos - Ofício do Historiador'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S-6wN9aJfRI/AAAAAAAAAX4/638CFxpl2GY/s72-c/DSC01819.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-1553325766110089347</id><published>2010-05-11T07:30:00.013-03:00</published><updated>2010-05-16T16:03:40.558-03:00</updated><title type='text'>Brito Broca - Literatura, Memória e História</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S_BBd1-dWPI/AAAAAAAAAY4/1yiURCRcVPs/s1600/Logo+Brito+Broca+Centen%C3%A1rio2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 56px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471945528216213746" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S_BBd1-dWPI/AAAAAAAAAY4/1yiURCRcVPs/s200/Logo+Brito+Broca+Centen%C3%A1rio2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; O ano de 2011 marca o cinqüentenário de morte do escritor e crítico literário José Brito Broca, nascido em Guaratinguetá e falecido no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;Trata-se de um nome expressivo na vida literária brasileira nas décadas de 1940-1950, quando produziu textos jo&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S-kzdZ0qNqI/AAAAAAAAAWw/aniBXUqQvwI/s1600/Logo+Centen%C3%A1rio+Brito+Broca3.jpg"&gt;&lt;/a&gt;rnalísticos de envergadura na imprensa carioca, analisando a história literária brasileira, desde o período colonial até a primeira metade do século XX.&lt;br /&gt;Reservado, sabia manter o equilíbrio entre o profissionalismo e a boêmia carioca, que sobreviveu desde os áureos tempos da belle époque brasileira, na última década de 1800 e inicio do XX.&lt;br /&gt;Foi funcionário do Ministério da Educação, ao lado de nomes de peso do cenário intelectual da época, onde cultivou amigos, admiração e reconhecimento.&lt;br /&gt;Além de incansáveis e eloquentes matérias jornalísticas, deixou-nos importantes obras que servem de referência para a história e a memória do país, com destaque para “Memórias”, evocando sua cidade natal, e “A Vida Literária no Brasil – 1900”, sobre o panorama literário nacional, entre outras.&lt;br /&gt;Ademais, legou aos contemporâneos um imenso acervo, hoje pertencente à Universidade de Campinas – UNICAMP e que tem sido objeto de estudos dos historiadores.&lt;br /&gt;Infelizmente, embora se explore alguns aspectos da sua produção intelectual e de sua contribuição, na região do Vale do Paraíba não existe nada expressivo em torno do assunto.&lt;br /&gt;Dessa forma, o ano de 2011, longe de ser um marco meramente comemorativo, poderia ser o ano em que poderíamos pensar em difundir o seu legado nos meios acadêmicos, escolares e para a toda a sociedade. A contribuição de sua obra para a pesquisa histórica no Brasil e para a região é vital e importantíssima, já que sua postura, conduta e crítica sedimentam um pensamento e um modo de viver característicos de uma época importante para o país, do qual não temos um domínio satisfatório. E, também, considerar sua obra como ponto de partida para o resgate da memória, principalmente porque não temos mais o hábito de escrever como antes ou de registrar nossas impressões sobre fatos e pessoas da nossa época. Seria salutar socializar a prática memorialística de pessoas anônimas como fonte histórica para a posteridade. Dois aspectos, portanto, que podem traduzir um viés histórico não apreendido pela nossa história ainda oficialesca.&lt;br /&gt;Na literatura existem expressões e impressões históricas embutidas de quem a escreveu, dos protagonistas que a cercaram e dos personagens que, em certo sentido, são resultados da inserção do autor no mundo real, seja de forma diluída ou claramente impressa no enredo ficcional. Portanto, explorar e entender nas sublinhas os diálogos e as mensagens de um momento histórico são elementos fundamentais enquanto entendimento dos elementos resultantes da vivência e sobrevivência do homem em seu meio e uma maneira de compreender com maior ênfase ou sob outro olhar os acontecimentos e a sua extensão no cotidiano das pessoas.&lt;br /&gt;No âmago da memória, rica e empolgante, temos uma complexidade mental que reflete a multiplicidade dos fatos singulares, mostrando uma sociedade brasileira diferente e complexa daquela que a historiografia tem demonstrado, principalmente na região valeparaibana. A mistura de pensamentos e de ideias, bem como o embate entre ambas na realidade é uma construção necessária para a história, desde o mais insignificante até o caráter mais globalizante, que se apresenta como prefeito motor da micro-história.&lt;br /&gt;Conclusivamente, o que temos na literatura de Brito Broca é a essência da história, da memória e do patrimônio imaterial que necessita ser explorado, compreendido e disseminado para toda a sociedade. E, o ano do cinqüentenário é o ponto de partida para discussões, encontros e realizações em torno de sua obra, reiterando que o Vale do Paraíba é rico em fontes documentais diferentes das oficiais e que a universidade tem o dever moral de engendrar na prática os instrumentos para concretizar novas perspectivas de produção e absorção desse universo. Sobretudo, deixando de se isolar e pensar numa forma coerente de estreitar laços com outras instituições congêneres no sentido de produzir novos conhecimentos mediante a interdisciplinaridade baseada num tripé fundamental: UNIVERSIDADE-ESCOLA-SOCIEDADE.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-1553325766110089347?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/1553325766110089347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/05/o-ano-de-2011-marca-o-cinquentenario-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/1553325766110089347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/1553325766110089347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/05/o-ano-de-2011-marca-o-cinquentenario-de.html' title='Brito Broca - Literatura, Memória e História'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S_BBd1-dWPI/AAAAAAAAAY4/1yiURCRcVPs/s72-c/Logo+Brito+Broca+Centen%C3%A1rio2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-1198969542767349058</id><published>2010-05-05T09:41:00.003-03:00</published><updated>2010-08-10T16:02:11.949-03:00</updated><title type='text'>Escola Normal de Guaratinguetá - Imagens Reais de Uma Memória</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Escola Normal de Guaratinguetá produziu ao longo da sua existência memórias em distintos momentos e de contornos definidos e que nesse inicio de século ainda ecoam mescladamente em realidade e ficção.&lt;br /&gt;Podemos considerar, para tanto, três elementos formadores dessa memória na população da cidade, que passa em primeiro lugar pelo sítio de sua localização (prédio atual da escola), enquanto algo palpável, definido e marcadamente pujante de uma época historicamente definida entre a decadência da economia do café, o comércio e a pecuária leiteira, no período em que houve uma forte urbanização do município e a sofisticação de seus instrumentos culturais, sociais e, em parte políticos.&lt;br /&gt;Em segundo, pela consagração sócio-profissional do professor, dentro de um modelo de educação positivista atrelado ao ideal republicano brasileiro da classe dominante, que ainda perpetuava e legitimava a sociedade do século XIX, herdeira, por sua vez, do arcabouço colonial português. Eram novos caminhos baseados num velho modelo, para a manutenção do status quo da classe dos fazendeiros de café, mas que, ao mesmo tempo, possibilitou a ascensão de indivíduos oriundos de uma camada social com forte base na economia do comércio local. A atuação dos agentes escolares (docente e discente) nos limites físicos do prédio escolar e sua atuação posteriormente profissional, ensejou o surgimento de um ideal de educação e sucesso que extrapolou os limites territoriais de sua sede, desembocando numa outra memória que intitulou a cidade como a “Atenas do Vale”.&lt;br /&gt;E, por último, a memória configurada numa espécie de lenda urbana, mas com elementos históricos originários da vida social brasileira da segunda metade do século XIX, a trágica história de vida de Maria Augusta de Oliveira Borges, filha do Visconde de Guaratinguetá, e o proprietário da chácara que foi desapropriada anos após a sua morte e de sua esposa, para ser a segunda sede da Escola Normal de Guaratinguetá (confira historiavaledoparaiba.blogspot.com) .&lt;br /&gt;Nesse parâmetro, como forma de reviver um aspecto dessas múltiplas memórias da Escola Normal de Guaratinguetá, disponibilizamos algumas imagens do incêndio que destruiu, em 1916, o antigo prédio da escola, no mesmo local onde hoje se ergue o atual prédio, denominado Escola Estadual Conselheiro Rodrigues Alves.&lt;br /&gt;As imagens originais fazem parte do processo policial instaurado em 27 de julho de 1916 para investigar as causas e os culpados pela ocorrência. Atualmente encontra-se no acervo judiciário de Guaratinguetá sob a guarda do Arquivo Memória de Guaratinguetá, do Museu Frei Galvão (Processos Criminais da Delegacia de Polícia de Guaratinguetá – Inquérito Policial sobre o Incêndio da Escola Normal)&lt;br /&gt;A partir delas, como fonte histórica privilegiada, podemos aferir não apenas os vários instantâneos inerentes ao fato, mas também investigar e descobrir detalhes que podem nos dizer sobre os mais variados aspectos sociais e culturais do período, como uma espécie de exercício para a prática da micro-história através da imagem. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-1198969542767349058?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/1198969542767349058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/05/escola-normal-de-guaratingueta-imagens.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/1198969542767349058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/1198969542767349058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/05/escola-normal-de-guaratingueta-imagens.html' title='Escola Normal de Guaratinguetá - Imagens Reais de Uma Memória'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7603697451604693554.post-451574248906902318</id><published>2010-05-03T08:43:00.005-03:00</published><updated>2010-05-18T15:30:52.562-03:00</updated><title type='text'>Vereadores da Câmara Municipal de Guaratinguetá-I</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Livro de Atas 1814-1822&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dezembro 1814 – Janeiro 1815&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juiz Presidente: Tenente Francisco José Nogueira (Juiz Ordinário)&lt;br /&gt;Procurador do Conselho: Professor Francisco de Paula Ferreira&lt;br /&gt;Vereadores:&lt;br /&gt;Paulo Espíndola da Veiga&lt;br /&gt;Tenente Manuel Ayres do Amaral&lt;br /&gt;José Joaquim da Mota&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22 de Janeiro de 1815 a 01 de janeiro de 1816&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juiz Presidente: Capitão-Mór Jerônimo Francisco Guimarães ( Juiz Ordinário)&lt;br /&gt;Sargento Mór Bartolomeu de Moura (Juiz Ordinário)&lt;br /&gt;Procurador do Conselho: Alferes Antônio Bicudo de Siqueira&lt;br /&gt;Vereadores:&lt;br /&gt;Lúcio José Monteiro&lt;br /&gt;Capitão João Damasceno Ferraz&lt;br /&gt;Guarda Mór Manuel Teixeira Guimarães&lt;br /&gt;Alferes Domingos Rodrigues Freire (11/02/1815)&lt;br /&gt;Tenente Manuel Ayres do Amaral (13/04/1815 e 12/10/1815 e 04/11/1815 e 26-27/12/1815)&lt;br /&gt;Guarda Mór Inácio José Ferreira Coutinho (24/06/1815)&lt;br /&gt;José Joaquim da Mota (16/09/1815)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01 de Janeiro de 1816 a 18 de Janeiro de 1817&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juiz Presidente: Capitão Máximo dos Santos Souza (Juiz Ordinário)&lt;br /&gt;Manuel José Bitencourt (Juiz Ordinário)&lt;br /&gt;Procurador do Conselho: Alferes João de Meireles Leite&lt;br /&gt;Vereadores:&lt;br /&gt;Tenente Manuel Ayres do Amaral&lt;br /&gt;Alferes José Rodrigues Coura&lt;br /&gt;Guarda Mór Manuel Teixeira Guimarães&lt;br /&gt;Capitão João Damasceno Ferraz (07/01/1816 - 13/01/1816 - 02/10/1816)&lt;br /&gt;Alferes João Francisco Vieira Novais (assumiu em 04/02/1816)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18 de Janeiro de 1817 a 01 de janeiro de 1818&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juiz Presidente: Capitão João de Meireles Freire (Juiz Ordinário)&lt;br /&gt;José dos Reis dos Santos (Juiz Ordinário)&lt;br /&gt;Procurador do Conselho: Alferes Salvador Fernandes Viana&lt;br /&gt;Vereadores:&lt;br /&gt;Alferes Domingos Rodrigues Freire&lt;br /&gt;Alferes José de Araújo Ferraz&lt;br /&gt;Alferes José Joaquim da Mota&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01 de janeiro de 1818 a 31 de Dezembro de 1818&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juiz Presidente: Capitão João Gonçalves Cruz (Juiz Ordinário)&lt;br /&gt;José dos Reis dos Santos (Juiz Comissário e das Remissões)&lt;br /&gt;Capitão Mor Inácio de Loiola Freire Bueno (Juiz Ordinário falecido no cargo)&lt;br /&gt;Procurador do Conselho: Luiz Antônio de Camargo&lt;br /&gt;Vereadores:&lt;br /&gt;Antônio Gonçalves Cordeiro&lt;br /&gt;Tenente Bartolomeu de Moura Fialho&lt;br /&gt;Manuel Lescura Banher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01 de janeiro de 1819 a 31 de Dezembro de 1819&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juiz Presidente: Capitão Mor Manuel José de Melo (Juiz Ordinário)&lt;br /&gt;Manuel Rebelo Leite&lt;br /&gt;Procurador do Conselho: Antônio José Teixeira&lt;br /&gt;Vereadores:&lt;br /&gt;Alferes José Rodrigues Coura&lt;br /&gt;Vitoriano José de Gusmão&lt;br /&gt;Alferes José Manuel de França&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01 de janeiro de 1820 a 31 de Dezembro de 1821&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juiz Presidente: Capitão Antônio dos Santos Silva (Juiz Ordinário)&lt;br /&gt;Luiz Martins de Carvalho (Juiz Ordinário)&lt;br /&gt;Gil Alcoforado de Azevedo Pinto (Desembargador e Juiz de Fora)&lt;br /&gt;Francisco de Moura Ávila (impedimento de Gil Alcoforado)&lt;br /&gt;Procurador do Conselho: Ajudante Francisco das Chagas Guimarães&lt;br /&gt;Alferes Antônio Bicudo de Siqueira&lt;br /&gt;Antônio José Teixeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vereadores:&lt;br /&gt;Antônio Pires Romeiro (falecido no cargo)&lt;br /&gt;Francisco de Moura Ávila&lt;br /&gt;Alferes José de Rezende&lt;br /&gt;Vitoriano José de Gusmão (por impedimento de outro)&lt;br /&gt;Alferes José Rodrigues Coura (por falecimento de outro)&lt;br /&gt;Alferes Antônio de Rezende&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01 de janeiro de 1821 a 31 de Dezembro de 1821&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posse em 01 de janeiro de 1821 do Doutor Bernardo Pereira de Vasconcelos como Juiz de Fóra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juiz Presidente: Doutor Bernardo Pereira de Vasconcelos (Juiz de Fóra)&lt;br /&gt;Luiz Martins de Carvalho (Juiz Ordinário)&lt;br /&gt;Gil Alcoforado de Azevedo Pinto (Desembargador e Juiz de Fora)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurador do Conselho: Alferes Antônio Bicudo de Siqueira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vereadores:&lt;br /&gt;Francisco de Moura Ávila&lt;br /&gt;Alferes José de Rezende&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MUSEU FREI GALVÃO/ARQUIVO MEMÓRIA DE GUARATINGUETÁ. Atas da Câmara Municipal de Guaratinguetá.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7603697451604693554-451574248906902318?l=valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/feeds/451574248906902318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/05/vereadores-da-camara-municipal-de.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/451574248906902318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7603697451604693554/posts/default/451574248906902318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valedoparaibaarquivoshistoricos.blogspot.com/2010/05/vereadores-da-camara-municipal-de.html' title='Vereadores da Câmara Municipal de Guaratinguetá-I'/><author><name>Joaquim Roberto Fagundes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11694382746261129264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G8NiT5YhUVk/S9-C7WbN_fI/AAAAAAAAADY/dASweG1rpGc/S220/img115.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
