Uma nova leitura das fontes primárias proporcionou ao historiador nos últimos trinta anos uma nova interpretação do passado pelo escopo dos novos métodos.
O despertar ocorreu principalmente pelo olhar atento do pesquisador sobre uma massa documental dispensável até a década de 1970, constituída principalmente pelos fundos cartoriais guardados precariamente nos fóruns de centenas de cidades de origem colonial, como os inventários e testamentos.
Especificamente para o Vale do Paraíba tais fundos representam fontes inesgotáveis de matéria-prima para o conhecimento histórico da região, pois sua origem liga-se a formação do Estado de São Paulo enquanto espaço privilegiado na gênese da sociedade brasileira estabelecida a partir de brancos, negros e índios no centro sul do país.
Os fundos documentais existentes nas inúmeras cidades do Vale do Paraíba acompanham a cronologia existencial destas a partir do final do século XVII, quando as primeiras vilas estavam estruturadas administrativa e judicialmente a pouco mais de cinquenta anos e, portanto, em funcionamento alguns serviços essenciais do período registrados em portfólios, relativo ao cotidiano da vida em colônia, ou pelo menos, em parte de seus aspectos.
Portanto, acompanhar a modernidade no entorno da conservação, estudo e divulgação desse imenso conjunto documental esparso é um conceito que deve materializar-se em conformidade com o avanço da historiografia, da arquivologia, da museologia, da ideia de patrimônio educacional e da economia criativa.
Na arquivologia e na museologia é imprescindível o trabalho de restauro e conservação das fontes em locais adequados e técnicas sofisticadas de guarda, criando, ao mesmo tempo, instrumentos de pesquisa eficazes para a divulgação e réplica do material existente, tendo por foco, atender as crescentes demandas do momento atual onde o perfil do público é substancial e eclético, o que proporciona um ideal necessário de responsabilidade e contrapartida sociais de aprendizado.
Para a historiografia a valorização e disseminação das fontes, pela via interdisciplinar de conservação patrimonial dos acervos, correspondem aos múltiplos horizontes para a produção de novos conhecimentos sobre a história, tendo em vista, principalmente, a antiguidade da região e sua integração com contextos de outros centros do país e de Portugal.
Premissa pela qual desponta a profissionalização científica e teórica dos historiadores e dos pesquisadores, com maior bagagem cultural, interdisciplinar e multidisciplinar, proporcionando ao território acadêmico instrumentais para melhor preparo e formação adequada aos bacharéis e para a própria estrutura do curso de história, incursos numa linha vertiginosa de queda por não oferecer perspectivas econômicas favoráveis dentro de um mercado de trabalho fortemente tecnológico e desatrelado do senso humanístico. Ações que deverão ter como escopo o aprendizado de pesquisa continuada com fontes primárias a partir do conhecimento e do manuseio científico amparado pelo saber dos inúmeros métodos e teorias da história. Além do que, ser decisivo não ignorar nos dias atuais que a popularização da leitura histórica pela proliferação de obras de linguagem mais acessível para o grande público é uma variável fundamental para que novos conhecimentos históricos sejam produzidos e disponibilizados, a partir das fontes, em formatos explicativos e formativos, imprescindíveis, sobretudo, para a educação brasileira. O que acabaria com a dormência da dissertação e da tese em bibliotecas universitárias.
E, é sobre a educação, aliás, que repousa o sentido da produção de novos conhecimentos, por não bastar mais os livros didáticos reiterados a partir de uma historiografia baseada em regimes políticos extintos e em teorias ultrapassadas de enaltecimento sem correspondência com a realidade. Daí, ser urgente uma história proporcionando formação e consciência ao individuo em sociedade, onde o olhar crítico possa mudar e transformar a realidade. E mais, derrubar definitivamente a compartimentalização, no jargão acadêmico, dos conceitos licenciatura e bacharelado, que dissociam a unicidade entre professor e pesquisador (historiador) na prática do ensino. O que se constitui numa ampla atuação, sobretudo na pesquisa de fontes históricas na escola como instrumento privilegiado de ensino da história.
Portanto, é com a conservação e divulgação das fontes, a maior profissionalização do historiador e do professor de história ainda no período de formação acadêmica, a continuidade pós-formação nas pesquisas a partir de fontes primárias, em instituições graduadas e nas escolas, que acontecerá a socialização da história, deixando de ser privilégio para transformar-se em objeto de acessibilidade a todos, com conceitos reais e palpáveis para compreender o patrimônio histórico como fomentador de bases profissionais e cidadãs ativas.
Premissa da qual necessariamente nascerá oportunidades para transformar palavras em atitudes concretas, em que o trabalho mais efetivo do profissional da história (historiador e professor) seja em conectividade com as demandas globais de ensino em via multidisciplinar com outras ciências e profissões, estruturando ideias, mecanismos e instrumentos que alimentará a inserção definitiva de um padrão de economia criativa e participativa voltada para a totalidade dos mercados, onde o passado para a sobrevivência do presente seja de fato concreto e amplo.
O despertar ocorreu principalmente pelo olhar atento do pesquisador sobre uma massa documental dispensável até a década de 1970, constituída principalmente pelos fundos cartoriais guardados precariamente nos fóruns de centenas de cidades de origem colonial, como os inventários e testamentos.
Especificamente para o Vale do Paraíba tais fundos representam fontes inesgotáveis de matéria-prima para o conhecimento histórico da região, pois sua origem liga-se a formação do Estado de São Paulo enquanto espaço privilegiado na gênese da sociedade brasileira estabelecida a partir de brancos, negros e índios no centro sul do país.
Os fundos documentais existentes nas inúmeras cidades do Vale do Paraíba acompanham a cronologia existencial destas a partir do final do século XVII, quando as primeiras vilas estavam estruturadas administrativa e judicialmente a pouco mais de cinquenta anos e, portanto, em funcionamento alguns serviços essenciais do período registrados em portfólios, relativo ao cotidiano da vida em colônia, ou pelo menos, em parte de seus aspectos.
Portanto, acompanhar a modernidade no entorno da conservação, estudo e divulgação desse imenso conjunto documental esparso é um conceito que deve materializar-se em conformidade com o avanço da historiografia, da arquivologia, da museologia, da ideia de patrimônio educacional e da economia criativa.
Na arquivologia e na museologia é imprescindível o trabalho de restauro e conservação das fontes em locais adequados e técnicas sofisticadas de guarda, criando, ao mesmo tempo, instrumentos de pesquisa eficazes para a divulgação e réplica do material existente, tendo por foco, atender as crescentes demandas do momento atual onde o perfil do público é substancial e eclético, o que proporciona um ideal necessário de responsabilidade e contrapartida sociais de aprendizado.
Para a historiografia a valorização e disseminação das fontes, pela via interdisciplinar de conservação patrimonial dos acervos, correspondem aos múltiplos horizontes para a produção de novos conhecimentos sobre a história, tendo em vista, principalmente, a antiguidade da região e sua integração com contextos de outros centros do país e de Portugal.
Premissa pela qual desponta a profissionalização científica e teórica dos historiadores e dos pesquisadores, com maior bagagem cultural, interdisciplinar e multidisciplinar, proporcionando ao território acadêmico instrumentais para melhor preparo e formação adequada aos bacharéis e para a própria estrutura do curso de história, incursos numa linha vertiginosa de queda por não oferecer perspectivas econômicas favoráveis dentro de um mercado de trabalho fortemente tecnológico e desatrelado do senso humanístico. Ações que deverão ter como escopo o aprendizado de pesquisa continuada com fontes primárias a partir do conhecimento e do manuseio científico amparado pelo saber dos inúmeros métodos e teorias da história. Além do que, ser decisivo não ignorar nos dias atuais que a popularização da leitura histórica pela proliferação de obras de linguagem mais acessível para o grande público é uma variável fundamental para que novos conhecimentos históricos sejam produzidos e disponibilizados, a partir das fontes, em formatos explicativos e formativos, imprescindíveis, sobretudo, para a educação brasileira. O que acabaria com a dormência da dissertação e da tese em bibliotecas universitárias.
E, é sobre a educação, aliás, que repousa o sentido da produção de novos conhecimentos, por não bastar mais os livros didáticos reiterados a partir de uma historiografia baseada em regimes políticos extintos e em teorias ultrapassadas de enaltecimento sem correspondência com a realidade. Daí, ser urgente uma história proporcionando formação e consciência ao individuo em sociedade, onde o olhar crítico possa mudar e transformar a realidade. E mais, derrubar definitivamente a compartimentalização, no jargão acadêmico, dos conceitos licenciatura e bacharelado, que dissociam a unicidade entre professor e pesquisador (historiador) na prática do ensino. O que se constitui numa ampla atuação, sobretudo na pesquisa de fontes históricas na escola como instrumento privilegiado de ensino da história.
Portanto, é com a conservação e divulgação das fontes, a maior profissionalização do historiador e do professor de história ainda no período de formação acadêmica, a continuidade pós-formação nas pesquisas a partir de fontes primárias, em instituições graduadas e nas escolas, que acontecerá a socialização da história, deixando de ser privilégio para transformar-se em objeto de acessibilidade a todos, com conceitos reais e palpáveis para compreender o patrimônio histórico como fomentador de bases profissionais e cidadãs ativas.
Premissa da qual necessariamente nascerá oportunidades para transformar palavras em atitudes concretas, em que o trabalho mais efetivo do profissional da história (historiador e professor) seja em conectividade com as demandas globais de ensino em via multidisciplinar com outras ciências e profissões, estruturando ideias, mecanismos e instrumentos que alimentará a inserção definitiva de um padrão de economia criativa e participativa voltada para a totalidade dos mercados, onde o passado para a sobrevivência do presente seja de fato concreto e amplo.
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